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24 de junho de 2011

Um dia de Jack Bauer


Levanto as 9:00, checo se Bryan esta sequinho em seu berçinho, atravesso o quarto na pontinha dos pés, para não haver a remota possibilidade de um barulhinho acordá-lo, escovo meus dentes, lavo o rosto, e vou para a cozinha checar o horário.Volto para minha cama (barulhenta por sinal), vejo Bryan se remexendo no berço, talvez eu não tenha sido tão silenciosa quanto pensei.Me finjo de morta e por un instante até prendo a respiração.Ouço um barulhinho por baixo do edredom amarelo com desenhos de ursinhos, definitivamente esse é o som de uma criança prestes a acordar. Ele se remexe mais um pouco e eu permaneço imóvel na cama, até ver de relance que ele está se levantando.

Não adiantou de nada meus quase 1 minuto sem respirar, ele acordou e agora está prestes a atirar a chupeta pra longe e me chamar pelo meu codinome (mamãe).Dito e feito, o codinome revela que é a hora de assumir minha nova identidade, meu serviço que realizo com muito orgulho. Vou até a cozinha e preparo o leitinho do jeito que ele gosta. Chego no quarto e me deparo com a recompensa: um rostinho feliz e sorridente espera a hora de saciar sua fome.Me sento na poltrona e ele mama rapidamente os 210mL.Logo após troco sua fraldinha e começamos a brincar.

Ainda tenho que conciliar o horário do almoço, a hora da sonequinha, a hora do lanchinho, a hora do banho com limpar a casa, lavar as roupas, lavar louça, fazer o almoço, fazer o lanche do papai e finalmente recarregar as energias para a próxima missão tarefa.
São 24h de emoção, aventura, mamadeira,choro, puns e sorrisos.
24h de fazer inveja ao Jack Bauer.
24h como "agente especial mamãe", e a recompensa do trabalho? tá aqui ó:

Agente especial Bryan Lucas, especializado em me fazer a mamãe mais feliz do mundo!

bjos
23 de junho de 2011

Sobre a identidade pós-maternidade

Depois de declarar no post passado que eu sou uma espécie de náufrago (só que sem a barba e a bola Wilson, bem, na verdade eu tenho um amigo imaginário,mas isso não conta né?) depois que Bryan nasceu, percebi que fiquei muito dependente dos programinhas a 3 (eu,Bruno e Bryan).
Além de não cuidar do visual e cultivar a cabeleira (apelidada de primo Itt pelo meu cunhado) por puro comodismo, sinto falta de algumas coisas que eu fazia antes da maternidade.

Depois do Bryan virei a Jacqueline-mãe, deixei de ir no cinema (só fui duas vezes depois do Bryan e acho que sou a única pessoa no mundo que ainda não assistiu a Harry Potter 7), nunca mais encontrei as "zámigas" (apelido que agente usava na faculdade,não vale a pena a explicação boba) para um bate-papo na praça de alimentação, e outras cositas. Algumas coisas eu nem sinto falta, como passar a tarde inteira estudando, eu gosto mesmo é de passar a tarde brincando com o Bryan, tirando uma sonequinha ("lórrico"), escutando musiquinhas infantis e curtindo meu filho, mas sinto falta da minha identidade, dos tempos que eu saia sem me preocupar a que horas voltaria pra casa.Quando eu saio para resolver alguma coisa e não posso levar o Bryan me sinto culpada.Parece que estou "abandonando" meu filho, sendo egoísta ou sei lá o que.

A verdade é que os homens lidam bem melhor com o assunto paternidade. Eles não deixam o futebolzinho pós expediente, a cervejinha com os amigos, o churrasquinho da empresa, ou as festinhas.Pra eles é fácil seguir com a vida de antes.É dificil ver algum pai que largou os estudos ou o emprego pra cuidar do filho,ou que teve que deixar algo de lado para se dedicar a paternidade. Quem assume a maior responsabilidade é a mãe.Além de passar os 9 meses vivendo as modificações no corpo, passamos os 3 primeiros meses com olhos somente para o bebê (e o restante também).

Eu tinha tantos planos para 2011,mas estou vendo o ano acabar e todos os planos engavetados. Decidi não entregar a monografia esse ano (por vários motivos, mas um deles é que não consigo nem pensar em um tema), não vou mais prestar vestibular,não vou mais estagiar, não irei mais entrar na academia.Na verdade eu tenho medo da vida pós-monografia e pós-diploma, pois a ordem natural seria arrumar um emprego e voltar a trabalhar, e como ficaria o Bryan? Eu não queria colocá-lo tão cedo na escolinha, ainda mais nessa fase birra-agressiva em que ele esta vivendo. Me sinto traindo meu filho, deixando de lado e me vem o sentimento de culpa mais uma vez, e fico pensando até quando este sentimento irá durar. Para não dizer que estou deixando minha identidade completamente de lado, vou tocar o projeto da mono (que será uma pesquisa de campo) e vou criar coragem para sair sozinha com meu pequeno.

bjos
5 de junho de 2011

Das delicias de ter um filho.

-As idas as lojas nunca mais serão as mesmas...depois do baby. Quando ele ainda é pequenino, você se depara com a hospitalidade de todos, todo mundo quer olhar, elogiar, pegar,chamar de guti guti e a mãe baba com tantos elogios ao filho (que claro ela sabe ser lindo de doer e por isso é normal o frenesi por conta dele). Daí que eu volto na mesma farmácia onde todas se lembram de quando eu estava grávida, e todas viram Bryan bem pequetitinho (parece até que foi ontem) e ontem ele já andando pela loja, ao coro de ONW das atendentes, a cena da baba da mãe escorrendo até que...ele derruba um shampoo, minha cara vai no chão, me certifico se o shampoo não quebrou (mas é claro que pro meu azar ele se espatifou em mil pedacinhos, voando pra tudo que é lado), ensaio meu sorrisinho mais cara de pau estilo: ah me desculpa, escuto um: é assim mesmo, ele é criança! e saio feliz da vida porque não precisei pagar o shampoo  (afinal aquela marca nem é a de minha escolha, bem que ele poderia ter derrubado um melhorzinho, assim eu poderia perguntar se davam um descontinho se eu catasse tudo do chão) e porque o charme e a beleza do meu filho com certeza foi o motivo de eu não ter sido expulsa da farmácia sob a pena de ter que arcar com o prejuízo.

- Das idas a lotérica...depois do baby. Já enquanto grávida você desfruta de uma filinha preferencial, que devo dizer: tem horas que é o must se sentir "preferência", você chega com sua barriga pequetitinha, todos desdenham da sua condição e você já mostra feliz da vida aquele papel com o resultado do beta (que é lógico que você carrega pra todos os lugares e exibe como se fosse uma nova identidade) para uma caixa mal humorada e ela é obrigada a engolir o: Senhora você esta na fila errada e deixar você pagar suas contas em paz, alias, o "gestante" na plaquinha de preferência apesar de ostentar uma figura de uma mulher com uma melancia na barriga, não serve só para grávidas prestes a parir, e sim para todas as grávidas, inclusive aquela com 4 semanas que esta crente que todos já percebem que ela esta em estado interessante.
Daí que quando o baby nasce você entra na condição de: pessoas com criança de colo. Daí que me reparo com gente arrogante demais que joga piadinhas lá da fila comum: Esse menino ai é grande, aposto que já anda! E sou obrigada a responder: Sim meu senhor, ele já anda, porém o "crianças de colo" ali na plaquinha se refere a crianças até 2 anos, o meu não tem ainda por isso me encaixo na fila preferencial e ainda tenho mais 10 meses para desfrutar deste beneficio.Ou respondo assim, ou tem horas que quer saber?, faço ouvido de mercador, ligo o dane-se e continuo na minha.
 
- Das idas ao shopping...depois do baby. No finalzinho da gravidez eu já ficava imaginando como seria levar meu filho ao shopping, ele brincando, eu deixando ele solto, eu correndo atras dele, eu gritando: vem cá menino, eu pegando o carrinho do "xópis" emprestado (hohoho, eu sempre quis fazer isso), eu visitando o banheiro "familiar" e o fraldário, o Bryan naquelas cadeiras de restaurante especiais para crianças. Quando fomos a primeira vez ele ainda era pequeno, passeou bastante no carrinho, dormiu na hora que fomos lanchar, ficou com apetite de leão a tarde e devorou o potinho inteiro de papinha e ainda mamou. Eu mãe-bicho-bobo que sou fui trocar a fralda (que estava praticamente sequinha) só para sentir como era o "clima" do fraldário, sentei na poltrona de amamentação que tinha lá e tentei der a papinha tranquilamente, daí uma mãe em pé me fuzilando com os olhos, batendo o pézinho e tudo, porque ela queria amamentar a filha e achava um absurdo eu estar ocupando o lugar para dar papinha, como eu corro de um barraco sai gentilmente e falei que ela poderia usar, ela saiu fula da vida, provavelmente queria um pedido de desculpas registrado em cartório e se foi.É, a saída ao shopping pós-filho pode ser cheia de adrenalina e perigos (vai que a mulher tinha baby blues e um 38 na cintura? quais seriam minhas chances de sobrevivência?).

- De quando você percebe que a vida passa rápido demais...depois do baby. Daí que quando eu estava grávida achava que o tempo demorava a passar, as horas pareciam segundos, e os dias eternidades, isso até o nascimento do Bryan. Tudo passou rápido demais, e você só se dá conta quando seu filho que antes usava fraldas P e pesava menos que 1 pacote de 5Kg de arroz, agora usa fralda XG, e pesa mais de 10Kg (isso quem sente é a sua coluna),quando aquele serzinho que antes dependia só de peito para se alimentar, sai pedindo tudo o que vê você comendo, quando aquele bebê frágil e delicado que dependia do seu colo para ser ninado e pegar no sono,já pega a fraldinha deita no berço e adormece sozinho e quando sai na rua anda distribuindo beijinhos.E em um segundo já consigo visualizar meu futuro: Bryan indo pra escolinha,escrevendo, tomando banho sozinho, comendo sozinho, começando no 2° grau, arrumando uma namoradinha, eu sogra, eu entrando com ele na igreja aos prantos, eu sendo avó, tá bom! já chega...pelo menos por um tempinho eu queria que a vida fosse em slow motion para aproveitar melhor todos os momentinhos.

P.S:Ainda estou devendo comentários em muitos blogs,mas logo eu visito todinhos (infelizmente a m.do blogspot fez o favor de apagar todos os endereços de blogs que eu tinha na lista aqui do lado,e tem alguns que eu não consigo incluir ,por esse motivo não vejo as atualizações)alguns perfis são bloqueados,então se fizer a gentileza de deixar o endereço agradeço!!

Bjs
11 de maio de 2011

As marcas do amor- Blogagem coletiva


Eu sabia que a vida mudaria e muito após ter um filho, mas eu não imaginava que essa mudança me faria tão bem.
Confesso que só fui curtir a "maternidade" propriamente dita quando Bryan completou 2 meses.
No começo toda insegurança, medo do desconhecido e as muitas mudanças que aconteceram com meu corpo me deixaram muito triste, deprimida e ainda tive um baby blues fortissimo que só foi passar mesmo quando meu filho parou de sofrer com as cólicas.

As mudanças ocorreram na gravidez, sempre fui muito magra, e quando era adolescente morria de vergonha da minha magreza e da minha barriga chapada (quem diria que eu ia querer tê-la de volta), tanto que eu nunca usava saia, e tomava remédios para engordar. Na gravidez ganhei 23Kg, me sentia linda no inicio, pois eu engordei em partes estratégicas: bumbum, braço e coxa. Mas no pós parto após a amamentação, quando perdi todos kilos adquiridos, o que ficou foi a linda barriguinha de 2 meses de gravidez ,que parece que nunca vou me livrar dela.
Em partes não me senti muito mal pela barriga grande, e sim pela falta de cuidado geral. Eu não curtia me olhar no espelho pois lá estavam (estão) as terriveis estrias (que eu não havia visto na gravidez porque fica bem na parte baixa da barriga), pequenas sim, quase imperceptiveis, mas ainda assim estão lá, e pensar que eu poderia ter evitado tudo regulando minha alimentação, cortando alguns péssimos hábitos e controlando o peso.

Fora isso a falta de vontade de me cuidar após a gravidez, sempre me desanimou. Eu nunca fui de andar maquiada, e como meus cabelos são lisos eu sempre passei reto de salão de beleza, no máximo ia pra fazer sobrancelha, buço e olhe lá, achava um desperdicio gastar 20 reais fazendo unha,porque ao chegar em casa eu teria que lavar louça e o meu rico dinheirinho ia todo pro ralo. Mas hoje avaliando bem tem cuidados que eu vejo que faz falta, principalmente quando o assunto é cabelo, as vezes eu fico dois dias sem lavar (miss pig), pois fico o dia inteiro a disposição do Bryan e quando vou tomar banho já são 21:00 e nem a pau o cabelão de 90cm seca até a hora de dormir.

Tem também o comidismo, eu mesma já sou acostumada com o corte de cabelo que uso a 3 anos (ou seria a falta de corte? porque ele está reto e só viu a tesoura da minha mãe pra aparar 2 dedinhos ano passado), com as minhas boas e velhas roupas, em falar nisso , a última vez que comprei roupas foi quando estava grávida, e mesmo assim só comprei porque as que tinha não me serviam mais, e hoje quando olho algum objeto de desejo na vitrine, converto em quantas latas de leite poderia comprar com aquele dinheiro (não só com roupas, e sim sapatos, produtos de beleza, e ontem mesmo fiquei na dúvida se comprava um creme de hidratação que custaria umas 3 latas de leite ninho, óbvio que não comprei).

Eu não me importo se ando mal vestida (basicamente saio de calça, blusa poló e havaianas, sempre), o que eu me importo é se meu filho está bem vestido, bem alimentado, bem cuidado.No começo eu queria voltar logo a vida social, ao trabalho, para poder ganhar meu dinheiro e comprar alguns luxinhos, brinquedos pro Bryan, roupas de marca, mas abdiquei disso para acompanhar o crescimento e desenvolvimento dele e não me arrependo de ter escolhido ser mãe 24h, claro que um dia quero retornar ao mercado de trabalho, ter meu dinheirinho, mas por enquanto prefiro cuidar de casa, do Bryan.

No começo da gravidez eu achava que o comodismo seria uma situação reversivel, que logo após o pós- parto eu passaria a me cuidar mais, me arrumar, nem que fosse passar um batonzinho para sair, mas agora 1 ano após me tornar mãe vejo que a maternidade me mudou por completo. Nos primeiros meses a maior dificuldade era o trancafiamento dentro do quarto, não ter tempo nem de ir ao banheiro, deixar de tomar banho com medo que a cria chorasse querendo mamar, aos pouquinhos tudo foi se ajeitando, Bryan passou a mamar mamadeira e assim eu podia sair e deixá-lo com alguém, depois ele foi interagindo mais conosco e os passeios sempre o incluiam, após as primeiras vacinas eu já tinha mais coragem de levá-lo nos passeios, e me fazia um bem danado poder sair de casa, respirar um ar puro que não fosse do meu quarto todo fechado. O corpo foi voltando ao normal, só na 1° semana de amamentação foram 10Kg perdidos, e as calças 46 que eu usava na gravidez foram ficando largas, e eu já entrava nas 42 de antes (meu sonho mesmo é voltar ao manequim 40),a rotina foi se ajustando e hoje digo que voltei 90% a ser o que era antes de engravdar, só faltam os 10% que correspondem a emprego,mas procuro não me preocupar com isso, pois sei que quando chegar o dia de ter que ir trabalhar e deixá-lo vou sofre muito,independente da idade que ele tiver,já que estou muito acostumada a ficar meu dia inteirinho com ele!

Apesar de todas mudanças, digo que a maternidade me fez um bem danado,me mostrou lados que eu não conhecia,me deu motivos para viver 1 dia após o outro sem reclamar da vida, pois tenho o sorriso do meu filho e isso não tem preço!

Essa blogagem foi ideia da Débora do blog O mundo de Vicente,dá uma passada lá e confira os blogs que também estão participando!
25 de abril de 2011

As mil fases

Já tive fase de rebelde, calminha,santinha e bagunceira. Já tive fase morena,ruiva,loira e até hennê já passei no cabelo pra ver se ficava mais preto!
Já tive fase de curtir rock, curtir uma fossa, curtir Rick Martin e até Spice Gils.
Já quis ter cabelo enrolado e dormi com bob no cabelo, no maior estilo dona florinda, por dois dias.
Já tive fase que me achava magra demais e fase em que me acho gorda.
Já tive fase de querer ser mais velha e também de querer ser mais nova.
Já tive fase de querer muito estudar, e fase de matar aula.
Já tive fases em que plenejava demais as coisas e fases em que preferia a surpresa,o desconhecido.


Já tive fase de colar e fase em que dava cola. Já tive fase de sair pra beber, fase de me apaixonar, fase de querer desapegar, fases em que confiei, e outras que desconfiei até da minha sombra.
Já tive fase de ter muitos amigos, e fase de não ter ninguém por perto.

Já tive fase de querer chorar sozinha e outras de querer desabafar com alguem.
Já tive fase de viajar, e fase de querer ficar em casa.
Já tive fase de ser namorada, noiva, amante, esposa e agora mãe.
Já tive fase de sonhar, e fase de viver a realidade.
Já tive fase de me encontrar e fase de me perder.
Já tive fase de treinante, fase de espera, fase de me desesperar.
Já tive fase de não acreditar e de ter esperança.
Já tive fase de sonhar com um positivo e fase de não querer um positivo.
Já tive fase de me amar e fase de amar alguém.
Já tive fase de esperar, fase de viver, fase de me conhecer, fase de ser mãe...
De todas as fases da minha vida, a melhor fase é com certeza a que vivo: sendo mãe de um menino tão especial como o meu filho Bryan Lucas é pra mim!!
17 de janeiro de 2011

E a maternidade te muda...


Não leia o post se você acabou de comer ou está comendo!! :)

Confesso que antes de mergulhar no mundo gravídico e o bebezistico, eu tinha nojinho de certas coisas: como tirar o lixo da pia após lavar a louça. Eu torcia a cara, pegava um sacola de supermercado e tirava com a pior cara possível.
Isso sem falar em comida misturada (sim eu tenho complexo de Monk e separo tudo no prato, ou seja, feijão não mistura com arroz, que não pode ser acompanhado de macarrão e os legumes não podem encostar no feijão e assim por diante).
Também sempre tive pavor de vômito. Nossa, era só ver alguém colocando os bofes pra fora que eu ficava péssima. Na verdade eu tenho trauma de colocar os "bofes pra fora", raramente vomitei na vida adulta. Lembro que quando ficava enjoada, chamava minha mãe e era uma luta contra o enjoo, pois eu respirava fundo, e lutava contra o mal-estar e por fim ia dormir com o desconforto (eu não servia pra ser bulímica). A minha sorte na gravidez foi que nunca enjoei a ponto de querer vomitar, e olha que eu comia demais.

E tudo mudou depois que fiz minha estréia no mundo da maternidade, as vezes me surpreendo com a naturalidade com que falo de cocô, xixi, peido na frente de qualquer um (inclusive em um blog).
E eu imaginava que teria pavor de golfadas e etc, mas não foi bem assim. O Bryan parece que me puxou, porque se golfou umas 10 vezes nesses quase 9 meses de vida, foi muito. Mas também as vezes que fazia caprichava. E eu nunca tive nojo de limpar, e as vezes passava um paninho e esquecia de trocar a roupa e ia dormir com aquele aroma azedinho(podem falar: que porquinha...rs)
Isso sem falar nos primeiros "recheios" da fralda. Eu levei um susto ao me deparar com a primeira fraldinha recheada (e bota recheio nisso), encontrei um cocôzinho molenga e preto (parecia que meu filho tinha ingerido petróleo). Claro que fui toda assustada consultar as outras mamães na enfermaria se aquilo era normal, e me tranquilizei que era. E sob olhares de várias mães experientes (a maioria no 3° filho) troquei a primeira fraldinha, cheia de medo de me sujar, gastei uns 10 lenços, e no fim ainda fui contemplada com um xixizinho.

Com o tempo a experiência chegou e hoje eu troco as fraldas tão rápido que meu marido fica bobo (e ele sempre recheia a fralda enquanto estou almoçando ou jantando).E enquanto ele fica de lado reclamando do cheirinho eu fico lá: - Hum,mas que cocô mais cheirosinho! (tá meu filho deve me achar uma louca)
E as vezes rola de sujar as mãos, ou até o cocô sair pulando pela cama (pois é, as vezes eles criam perninhas e rolam na cama quando eu puxo a fralda com força, e sem a menor cerimônia eu meto a mãozona e cato o  fugitivo).
Isso sem contar nos puns que meu lindo filho solta. E mãe bicho-bobo como eu sou, fico lá incentivando:- Isso amor, que peidinho cheiloso. Hum solta outro pra mamãe!!

De algumas coisas eu não tenho nojo, pois estagiei em Análises clínicas, ou seja, eu ficava muito no setor de fezes e urina, e as vezes tinha que comer na salinha ao lado, com aquele cheirinho característico. E quando se trata do meu filho eu não tenho nojo de absolutamente nada.
E estou pronta para quando a etapa do desfralde vier (será?!) e pelo que leio de relatos por aí, rola uns cocôzinhos fora de lugar, xixi pela casa e claro a clássica frase: -Mamãe vem me limpar!!

Bjos

Contando...

 

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