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20 de dezembro de 2013

Do desapego e a escolha da escola

Daí que eu sempre tive em mente que Bryan só iria pra escolinha quando chegasse a hora certa. Foi exatamente pra isso que eu optei ficar em casa, ao invés de trabalhar. Não consigo terceirizar a criação dos meus filhos. É um troço meu, sabe? Acho que nem Freud explica. Eu prefiro estar presente no dia-a-dia deles, do que trabalhar pra ganhar uma grana e comprar brinquedos caros. Acho que tempo ninguém compra, e eu sempre quis acompanhar a evolução deles de perto.
Nem preciso dizer que admiro quem trabalha, né? Eu não ia conseguir. Ia chorar de saudade, me sentir culpada, e não renderia nadinha.

Quando engravidei, marido sugeriu colocá-lo no maternal, para que eu tivesse um tempo livre com a Bebela. Na mente dele, cuidar de dois em casa era humanamente impossível (e ele já viveu a experiência por dois dias, e quase surtou). Na hora em que ele sugeriu isso, eu chorei. Chorei porque na minha mente de mãe-apegada, isso seria trair meu filho. Como assim mandá-lo pra escola, e só ficar com a Bebela? Parecia que eu estaria querendo "me livrar" dele.
Conversei com maridóviski, e disse que Bryan só iria mesmo quando fosse pra estudar. Como ele faz aniversário em abril, ele irá entrar ainda com 3 anos no Jardim.
E chegou o dia que eu mais temia: fazer a matrícula. Eu já chorei na hora de visitar as escolinhas. Só visitei duas, porque queria algo perto de casa, e tem duas escolinhas na minha rua. A primeira que visitei foi onde minha irmã estudou, e onde a minha professora de jardim dá aula (essa tomou formol). Bryan amou. Entrou na salinha, cumprimentou os amiguinhos e queria ficar por lá. A vantagem dessa escolinha é que tem piscina, e um amplo espaço pra brincar. A segunda escolinha é no final da rua, e abriu tem pouco tempo. Não gostei da vibe de lá. Achei a diretora marrenta, as professoras meio mau humoradas, e pra completar na última chuva do RJ lá alagou.
O único diferencial seria os R$50,00 a mais na mensalidade. Optei pela primeira escolinha, onde senti confiança, e é bem mais pertinho de casa, o que facilita na hora de levá-lo junto com a Bebela.
Fiz a matrícula, e Bryan todo empolgado queria entrar na salinha e estudar. Ainda meu deu tchau e falou: - Pode ir embora mamãe, vou estudar.
Decidi matriculá-lo no horário da tarde, assim dá tempo de dar almoço, e levá-lo (ele irá pegar 12:45 e sairá 17:45). Fora que vai chegar cansado, pra tomar banho, jantar e cair na cama.

O diretor que estava lá riu da minha cara quando perguntei se muita mãe chorava no primeiro dia de aula. Ele disse que quem choram são as crianças, e muitos pais até tem que ficar por ali, para ver como está sendo a adaptação da criança. Falei pra ele que em fevereiro ele verá a primeira mãe a chorar.
Sério gente, meus olhos já marejaram quando eu peguei o carnê das mensalidades. Chegando em casa ainda experimentei os uniformes (meu gigante tá vestindo tamanho 6), e quem disse que eu conseguia segurar a emoção??
Meu menino tá crescendo, isso é óbvio. Mas pela primeira vez vamos ter uma mudança drástica na rotina. Ele não irá passar 24h sob minha proteção. Ele irá pra escola, encontrará amiguinhos, irá ter deveres de casa, etc. É um novo ciclo pra ele, e também pra mim.
Vou ter mais tempo para me dedicar a arrumação da casa, e também pra Bebela.
Não quero nem imaginar quando chegar fevereiro. Coração fica apertado, e sei que eu vou sofrer muito mais do que ele. A adaptação será a minha. Terei que praticar o desapego. Mas fico feliz ao saber que ele está bastante empolgado com essa nova etapa, e que ele não irá sofrer de saudade minha rs

bjos

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