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9 de novembro de 2011

Nomes e suas (ins)pirações - Parte I

Sentada no consultório esperando atendimento, começo a conversar com uma mãe com seu filho de 6 meses:

Eu: Que lindo seu filho, qual o nome dele?
Ela: Francis
Eu:  Lindo nome, como você escolheu? (eu e minha mania de querer saber em quem a mãe se inspirou para colocar o nome no filho)
Ela: O pai dele gostava muito de um sabonete chamado Francis, conhece?
Eu: Sim (é claro que eu conhecia, quando era criança era louca por francis, só porque o sabonete vinha em uma  caixinha, envolvido em um saquinho cheirosinho parecendo TNT. Eu enchia a paciência do meu pai para comprar).
Ela: Então, ai o pai sugeriu o nome, eu achei diferente, gostei muito e falei: pronto o nome tá escolhido, vai ser Francis.
Eu: Ah, legal, um nome único sem dúvida. (suspirando e agradecendo a Deus que meu marido não sugeriu nada parecido, pois o sabonete preferido dele é o Phebo e o meu Dove, boa coisa não ia sair dai).

P.S: O sabonete preferido da minha mãe era Alma de flores (ainda bem que ela não escolheu meu nome no banho!) e hoje eu fiz questão de agradecer a ela por me chamar Jacqueline!

P.S: Meninas, hoje também estou na casa das mamães de toda a blogosfera: o blog Minha mãe que disse, falando sobre a minha experiência com o baby-blues, confiram.
15 de junho de 2011

Das conversas no consultório...

Antes da maternidade eu pensava já ter discutido e conversado sobre todos os assuntos possiveis.
Desde a adolescência sempre curti ler jornal, não só para ficar informada, mas eu queria saber mais de política, economia e outros assuntos que muitos consideram um porre, só para o caso de alguma eventualidade, alguém perguntar quem era o presidente da Coréia (nunca se sabe quando a Coréia vai entrar no assunto).Na minha primeira entrevista de emprego, de cara o dono da loja me perguntou quando valia o dólar em reais (não sei que serventia teria essa informação,se eu estava  concorrendo para o cargo de vendedora, mas OK) e eu respondi prontamente e sai de lá felizinha da vida (e conquistei a vaga).

Nas rodinhas que se formavam na facul, o assunto era outro (proibido para menores de 18), mas foi só eu ficar grávida, que pronto...BUM...eu me tornei uma matraca de primeira.Sempre fui tímida para puxar assunto e fazer amizades, mas era só alguem puxar conversa que eu me soltava, e depois da maternidade ficou pior ainda.
Dos assuntos de bomba atômica para cocô atômico, eu virei uma espécie de "guru da maternidade", só pode, todas as vezes em que estou na sala de espera do consultório, ou do hospital, sempre surge uma mãe e puxa assunto comigo, e essa mãe sempre tem o filho mais novo e vem me pedir dicas! Daí começamos a falar sobre os kilos ganhos na gravidez, quantos kilos perdemos para a amamentação, contar as proezas dos nossos filhos, falar sobre o peso e altura deles, o parto, a recuperação, o sono do bebê e etc. E eu me sinto um poço de conhecimento nessas horas, pois posso dizer que tenho certa "experiência" no ramo. Tem coisas que nem todo livro ensina, e as vezes até gravidinhas vem me perguntar como é a "realidade" da vida pós bebê.

Pois bem, e estamos eu e mais 2 mães no bate papo do consultório, e eis que surge uma terceira mãe se posicionando no trocador para trocar seu baby, que devia ter no máximo 3 meses, como minha cadeira ficava perto do trocador ela virou pra mim, e perguntou se eu podia dar uma "analisada" na caquinha do filho dela. E é claro que fui, ajudar nunca é demais, me sentindo uma "perita" em análises fecais, dei o veredito: com certeza é diarréia. Bem segura do meu veredito final, alias, eu já vi muita caquinha nesses quase 14 meses como mãe (fora os anos que fui berçarista) que foram uma experiência e tanto. Daí a mãe feliz da vida, me pediu para analisar melhor, digamos uma análise do cheirinho do trabalhinho feito pelo baby dela, e lá fui eu prontamente dizer que dava pra sentir dali onde eu estava e que estava normal (se é que aquilo pode ser considerado como normal). Após a minha análise digna de um CSI, a mãe ainda veio me perguntar sobre gofadas de neném, se a limpeza do pênis estava correta, se o remédio para cólica era bom, e o papo foi fluindo (detalhe, eu estava comendo um cachorro quente na hora) de uma maneira que eu jamais imaginava. É, a maternidade nos muda.

Contando...

 

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