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6 de junho de 2012

E como o Bryan lidou com a notícia?

Aqui em casa estamos todos baita resfriados. O que serviu para o Bryan ficar amuadinho e super manhoso esses dias. Não sei se isso tudo coincidiu com a descoberta da gravidez, ou se é o famoso terrible two, o verdadeiro culpado de tudo, mas os dias especialmente as madrugadas tem sido tenebrosos.
Quando descobri a gravidez (vou fazer um post ainda contando sobre isso), o Bruno logo pegou o Bryan e falou: você vai ser o irmão mais velho. Óbvio que o bichinho olhou com aquela carinha assustada e repetiu a palavra: irmão.
Depois ele veio beijar minha barriga, e a simples menção ao bebê ou a barriga, ele corre para dar um beijinho coisamaislindademãe.
But, após alguns dias o Bryan mudou da água para o vinho. Passou a pedir colo com frequência, se jogar no chão fazendo manha, e acordar de madrugada. Não, você não leu errado, Bryan regrediu e passou a acordar de madrugada chorando e pedindo colo. Não adianta estar na poltrona ou deitada no sofá, ele quer colo em pé! E ai de mim se recusar. Ele abre o berreiro, e eu já tentei deixá-lo chorando, mas ele não para.

Tem sido difícil. Minha coluna não é mais a mesma, e com o resfriado tenho sentido muita dor no corpo e de cabeça, agora imagina acordar às 4:00 da madruga para embalar uma criança de 13Kg?
Não deu outra, comecei a sentir cólicas, mas como não tenho sangramentos estou tranquila ainda.
Ontem completei 7 semanas e os sintomas sumiram. Nada de enjôo (graças a Deus), nem muito cansaço (alguém tem que limpar a casa néan?), mas o sono tem me dominado. Para piorar tudo, Bryan às vezes se recusa a dormir de tarde. Tem dormido lá pelas 16:00, quando antes às 14:00 já estava com sono.
Não sei vocês mamães de crianças com 2 anos, mas esta fase está sendo a "peor". Pior no sentido que eu suponho que ele entenda tudo que eu falo, mas resolve me ignorar.
Aonde eu errei, não sei, mas sinto que fracassei em alguma etapa. Quando ele fica nervoso me chuta e se eu der mole ele me bate de mão aberta. Eu tento falar com carinho e paciência, mas sabe quando a criança finge que nem escuta?
Eu só espero que essa fase terrível passe logo. Quero meu bebê carinhoso e dorminhoco de volta. Não aguento mais acordar de madrugada chorando junto com ele, pensando onde eu errei.
bjos
29 de junho de 2011

Tem como remediar?

Daí que aquele bebê anjo (by teste EDB), que mal dava trabalho (depois do 2° mes), que era carinhoso, obediente, chorava no primeiro não, parava tudo e obedecia a minha voz, decidiu aumentar o estoque de cabelos brancos da mamãe aqui e me deixar com a cara no chão na maioria das vezes.
E ao mesmo tempo que ele desobedece, faz birra, se joga no chão, fica nervoso, ele também sabe como conquistar o coração da mãe: manda beijinhos, entre uma ordem desobedecida e outra, e ouso dizer que ele sabe, sim nos altos dos seus 14 meses, como enlouquecer sua mãe e ao mesmo tempo "abrandar" sua situação.

Então agora estamos assim: Tira Bryan do banho, ele pega os potes de shampoo e condicionador e lança na pobre mãe, como se não bastasse,ainda sai distribuindo tapas voadores, que pegam no rosto, braço, e outro dia ele acertou em cheio meu nariz que até sangrou.
E não é só na hora do banho, se ele não quer sair de algum lugar (da casa da vovó por exemplo), e eu vou pegá-lo no colo, ele faz corpo mole, deita no chão, grita e pra acabar me bate (forte devo dizer).

Nunca pensei que o Bryan fosse ficar assim, pois ele sempre foi muito obediente, com 7,8 meses só de ouvir a palavra não ele abaixava a cabeça e começava a chorar e parava na hora, mas aos 13 meses sua personalidade mudou radicalmente.Parece que ele usa um tampão no ouvido e não me ouve, e isso gera uma série de comentários (que não estou sendo firme, que eu não era assim quando bebê e etc).
Eu falo firme sim,só não grito (fui criada aos gritos pelo meu pai e odeio que gritem comigo) mas olho bem nos olhos dele, sem rir, sem achar graça e falo que não quero que aquele tipo de comporamento se repita, e sabe o que ele faz? joga beijinho e continua fazendo algo de errado.

Eu me pergunto onde errei?? o que estou fazendo de diferente de antes? quero tentar aceitar que é só uma fase, que vai passar, mas sinto que fracassei em alguma parte.Ouvir minha mãe dizer que nessa idade eu nunca fiz uma malcriação ou birra me deixa muito chateada, parece que não estou sendo boa mãe, que não tenho controle sobre meu próprio filho.
Meu medo maior é quando o segundo baby chegar, como Bryan iria reagir tendo um irmãozinho, se o ciúme faria tudo piorar, se ele iria me desobedecer pra chamar atenção ou algo parecido, mas não vou sofrer por antecipação.
Será que vendem algum tônico da obediência??

bjos
23 de junho de 2011

Sobre a identidade pós-maternidade

Depois de declarar no post passado que eu sou uma espécie de náufrago (só que sem a barba e a bola Wilson, bem, na verdade eu tenho um amigo imaginário,mas isso não conta né?) depois que Bryan nasceu, percebi que fiquei muito dependente dos programinhas a 3 (eu,Bruno e Bryan).
Além de não cuidar do visual e cultivar a cabeleira (apelidada de primo Itt pelo meu cunhado) por puro comodismo, sinto falta de algumas coisas que eu fazia antes da maternidade.

Depois do Bryan virei a Jacqueline-mãe, deixei de ir no cinema (só fui duas vezes depois do Bryan e acho que sou a única pessoa no mundo que ainda não assistiu a Harry Potter 7), nunca mais encontrei as "zámigas" (apelido que agente usava na faculdade,não vale a pena a explicação boba) para um bate-papo na praça de alimentação, e outras cositas. Algumas coisas eu nem sinto falta, como passar a tarde inteira estudando, eu gosto mesmo é de passar a tarde brincando com o Bryan, tirando uma sonequinha ("lórrico"), escutando musiquinhas infantis e curtindo meu filho, mas sinto falta da minha identidade, dos tempos que eu saia sem me preocupar a que horas voltaria pra casa.Quando eu saio para resolver alguma coisa e não posso levar o Bryan me sinto culpada.Parece que estou "abandonando" meu filho, sendo egoísta ou sei lá o que.

A verdade é que os homens lidam bem melhor com o assunto paternidade. Eles não deixam o futebolzinho pós expediente, a cervejinha com os amigos, o churrasquinho da empresa, ou as festinhas.Pra eles é fácil seguir com a vida de antes.É dificil ver algum pai que largou os estudos ou o emprego pra cuidar do filho,ou que teve que deixar algo de lado para se dedicar a paternidade. Quem assume a maior responsabilidade é a mãe.Além de passar os 9 meses vivendo as modificações no corpo, passamos os 3 primeiros meses com olhos somente para o bebê (e o restante também).

Eu tinha tantos planos para 2011,mas estou vendo o ano acabar e todos os planos engavetados. Decidi não entregar a monografia esse ano (por vários motivos, mas um deles é que não consigo nem pensar em um tema), não vou mais prestar vestibular,não vou mais estagiar, não irei mais entrar na academia.Na verdade eu tenho medo da vida pós-monografia e pós-diploma, pois a ordem natural seria arrumar um emprego e voltar a trabalhar, e como ficaria o Bryan? Eu não queria colocá-lo tão cedo na escolinha, ainda mais nessa fase birra-agressiva em que ele esta vivendo. Me sinto traindo meu filho, deixando de lado e me vem o sentimento de culpa mais uma vez, e fico pensando até quando este sentimento irá durar. Para não dizer que estou deixando minha identidade completamente de lado, vou tocar o projeto da mono (que será uma pesquisa de campo) e vou criar coragem para sair sozinha com meu pequeno.

bjos
2 de junho de 2011

Meu filho agressivo??

Bryan sempre foi um bebê calminho (exceto os primeiros meses que eram aquela choradeira clássica por causa das cólicas) nunca puxou um cabelo, nunca reparei muito ciúme da parte dele quando eu estou com outra criança no colo, nunca bateu em ninguém, sempre foi pacifico, na dele, sério como sempre, vez ou outra distribuia um sorrisinho, mas de uns meses pra cá tudo mudou.
Lembram o amiguinho dele? o Daniel (que é 1 mes mais velho), os pais dele são grandes amigos nosso, conheci primeiro a Roseli quando ainda fazia biologia, e ela é a única amizade daquele tempo que mantenho contato direto, acho que por causa da maternidade (se tem uma coisa que pode afastar ou aproximar alguem, essa coisa é a maternidade) depois que eu descobri a gravidez ela passou a me dar muitos conselhos (e olha que eu sou mais velha 4 anos) e a partir daí vivemos grudadas...rs

Bem,mas vamos ao título do post, o primeiro bebê que Bryan teve contato foi o Daniel, eu e Rose já faziamos mil planos quando eles ainda estavam na barriga, que eles iriam ser melhores amigos, ir pra São Januário juntos assistir os jogos do vascão, quem sabe montar uma banda de rock (já que ambos os pais são guitarristas), e é muito engraçado ficar imaginando como será a amizade dos dois quando forem maiores, poderiam falar que são amigos de infância, etc, blá blá... Mas depois que Bryan completou 12 meses ele passou a ver o Daniel como concorrência. Bryan não suporta que ele pegue seus brinquedos, não gosta quando eu pego o Dan no colo, não deixa o Dan entrar no seu "espaço" da cômoda, e começou a fazer o que eu mais temia: agredir o amiguinho. Ontem eles vieram assistir o jogo do Vasco, e Bryan puxou o cabelo dele com tanta força que deu pena, Dan começou a chorar de soluçar, apesar dele ser mais fortinho que Bryan ele é super sensível, se alguem sai do quarto onde ele está, pode ser eu ou Bruno ele começa a chorar, ele é muito carinhoso e sentido. E minha cara foi no chão, briguei firme com o Bryan, dessa vez ele não riu, mas voltou a puxar o cabelo dele mais 2 vezes, o empurrou e pra finalizar ficava toda hora tirando os brinquedos da mão dele.

Maridóviski queria dar tapinha na mão, mas quer saber? eu não concordo com este método, acho que não ensina nada a criança, falei para ele só chamar a atenção sério e se ele voltasse a fazer colocá-lo no colo afastado do Daniel (nada de berço...rs).Se tem uma coisa que estamos sempre conversando aqui é sobre a criação do Bryan, como os dois são pais de 1° viagem, ficamos perdidos as vezes sem saber o que fazer, mas uma coisa que sempre combinamos é de nunca bater, nem tapinha na mão, nem no bumbum, em lugar nenhum, acho que tapa gera tapa e isso seria base para ele repetir o comportamento dele, do tipo: se mamãe e papai me batem vou bater também.Eu apanhei algumas vezes quando era criança, e só lembro de ficar chamando minha mãe de chata e desejar que ela tivesse um treco para nunca mais me bater, já o Bruno apanhou demais coitado, a própria mãe admite que as vezes era dura demais, uma vez relatou que deu uma surra de toalha molhada (palavras dela) e que Bruno ficou roxo ,cheinho de hematomas, e depois ela sentiu pena e foi abraçá-lo...se é pra se sentir culpada depois prefiro não fazer.

E depois de ter falado firme que ele não podia fazer mais aquilo, eu ensinei ele a fazer carinho no amiguinho, assim como ele faz com agente, nessa questão ele sempre foi muito carinhoso, de passar a mão no meu cabelo com a maior delicadeza, e depois ainda colocar a fraldinha no meu rosto para fazer o que eu chamo de "cafungar" (ele coloca o rosto bem coladinho no meu e esfrega), depois do chororô dos dois, Bryan se aproximou do Dan e começou a fazer carinho no cabelo dele,e os dois ficaram bem pelo resto da noite, e entre tapas e carinhos todos se salvaram (exceto pela vergonha que estou sentindo até agora).

Com todo esse ciúme fico pensando como seria a reação do Bryan ao irmãozinho (a), será que ele vai ver o irmão (ã) como concorrência? será que vai ter ciúmes do novo bebê? Esses pensamentos me deixam bem confusa sobre o ter ou não o 2° filho tão próximo.Se bem que minha mãe deu um espaço de 7 anos quando teve minha irmã caçula, e eu sentia muitos ciúmes e tentei até afogar a bichinha na banheira.Acho que só "vivendo" na pele pra saber. E as mamys de 2 filhos, como fizeram para lidar com o ciúme??

bjos

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