23 de junho de 2011

Sobre a identidade pós-maternidade

Depois de declarar no post passado que eu sou uma espécie de náufrago (só que sem a barba e a bola Wilson, bem, na verdade eu tenho um amigo imaginário,mas isso não conta né?) depois que Bryan nasceu, percebi que fiquei muito dependente dos programinhas a 3 (eu,Bruno e Bryan).
Além de não cuidar do visual e cultivar a cabeleira (apelidada de primo Itt pelo meu cunhado) por puro comodismo, sinto falta de algumas coisas que eu fazia antes da maternidade.

Depois do Bryan virei a Jacqueline-mãe, deixei de ir no cinema (só fui duas vezes depois do Bryan e acho que sou a única pessoa no mundo que ainda não assistiu a Harry Potter 7), nunca mais encontrei as "zámigas" (apelido que agente usava na faculdade,não vale a pena a explicação boba) para um bate-papo na praça de alimentação, e outras cositas. Algumas coisas eu nem sinto falta, como passar a tarde inteira estudando, eu gosto mesmo é de passar a tarde brincando com o Bryan, tirando uma sonequinha ("lórrico"), escutando musiquinhas infantis e curtindo meu filho, mas sinto falta da minha identidade, dos tempos que eu saia sem me preocupar a que horas voltaria pra casa.Quando eu saio para resolver alguma coisa e não posso levar o Bryan me sinto culpada.Parece que estou "abandonando" meu filho, sendo egoísta ou sei lá o que.

A verdade é que os homens lidam bem melhor com o assunto paternidade. Eles não deixam o futebolzinho pós expediente, a cervejinha com os amigos, o churrasquinho da empresa, ou as festinhas.Pra eles é fácil seguir com a vida de antes.É dificil ver algum pai que largou os estudos ou o emprego pra cuidar do filho,ou que teve que deixar algo de lado para se dedicar a paternidade. Quem assume a maior responsabilidade é a mãe.Além de passar os 9 meses vivendo as modificações no corpo, passamos os 3 primeiros meses com olhos somente para o bebê (e o restante também).

Eu tinha tantos planos para 2011,mas estou vendo o ano acabar e todos os planos engavetados. Decidi não entregar a monografia esse ano (por vários motivos, mas um deles é que não consigo nem pensar em um tema), não vou mais prestar vestibular,não vou mais estagiar, não irei mais entrar na academia.Na verdade eu tenho medo da vida pós-monografia e pós-diploma, pois a ordem natural seria arrumar um emprego e voltar a trabalhar, e como ficaria o Bryan? Eu não queria colocá-lo tão cedo na escolinha, ainda mais nessa fase birra-agressiva em que ele esta vivendo. Me sinto traindo meu filho, deixando de lado e me vem o sentimento de culpa mais uma vez, e fico pensando até quando este sentimento irá durar. Para não dizer que estou deixando minha identidade completamente de lado, vou tocar o projeto da mono (que será uma pesquisa de campo) e vou criar coragem para sair sozinha com meu pequeno.

bjos

11 comentários:

Meriellen disse...

Eu concordo com vc, para os papais é mais fácil... quando eu saio sem meu filho fico com uma dor na consciência e eu nao vai ter jeito, vou ter q voltar a trabalhar, por vários motivos e um deles é por mim mesmo... não se culpe que essa é ordem natural das coisas, minha mae sempre trabalhou e eu não me distanciei dela.. mas mãe é assim ne... morre de medo de ficar sem o filho, sou igualzinha... bjo

Sandra Hellen disse...

Oh amiga! Sabe que ontem mesmo eu estava pensando sobre isso...de quem e a maior responsabilidade nos cuidados e educacao dos filhos, se a mae, o pai ou ambos... Sinto que meu esposo continua com a mesma vida de antes da chegada do Elias, ja a minha...a unica coisa que continua igual e meu nome, e daqui a pouco nem isso, vou ser so a mae do Elias...dureza!!!

Mas um dia as coisas se ajeitam e voltam para o seu lugar, inclusive essa barriga ridicula que insiste em fazer parte da minha cintura.

Bjus
PS: to usando um teclado burrinho, nao fala portugues, por isso ta tudo sem acento..rs rs

Patricia Charleaux disse...

Amiga sei como vc está se sentindo ,mas saiba que essa fase passa e qdo vc menos esperar e se der conta seu pequeno estará mais crescido e vc terá mais tempo pra vc, td isso aconteceu comigo e hoje posso te dizer que tenho mais tempo pra mim, já posso ir as aulas de dança, ao cabeleleiro, tenho tempo pra fazer as unhas, coisa que achei que nunca maisa iria conseguir fazer...mas tenho uma enorme saudade de qdo o joão era pequenino, esse é o lado ruim, eles crescem muito depressa e a saudade fica.Por isso procure brincar muito com o Bryan, curta cada segundo e o resto passa logo!!Bjs.

*Rê* disse...

è jac.. pros homens e sempre mais facill.. eles podem ter 20 filhos praticamente pra eles nao mudam nada... so tem que por mais grana em casa.nos nao,com 2,3 filho, tem que se cuidar pra isso pra aquilo o corpo muda em casa muda...vc fica mais tempo com o filho que ele..è sempre assim..igualdade nisso eu acho que nunca existira.

Olha o nome do meu bb agente nao falou sobre isso pq vamos conversar sobre essas coisas juntos...sem contar que agente quer confirmar,entao o assunto aqui em casa de nenem menino ja foi encerrado pq ainda nao temos certeza neh??? mais ele ta todo bobao!!!kkkkkk

Mamãe Cláudia disse...

Realmente, para os homens tudo é mais fácil... e não seria diferente com o quesito filhos...
E nós, mulheres, sempre deixamod algo de lado pelos filhos...
Mas a recompensa para as mães é sempre maior... vemos mais sorrisos, ganhamos mais beijinhos e abraços e nos sentimos melhor assim!!!
Bjs

Carol disse...

Queri, é bem assim mesmo!

Demorou um bom tempo aqui em casa pro papai perceber que tinha uma cria em casa, e obrigação de voltar logo depois do trabalho... hehehehe

Mas o importante é a gente não se sentir por baixo, pois essa é uma tarefa nobre, e quem cresce muito com essa experiência somos nós mães e quem ganha com esse carinho e dediicação são nossos fio!

Beijoooos

Eu e minhas três bonecas... disse...

A famosa CULPA qua tanto nos persegue...
Beijos
Gabi

Lara disse...

Olha, ando igual a vc... Cheia de idéias, mas nada vai p frente...
Me convenci que ano que vem continuarei com meus planos, que vou tambem cuidar de mim! E ponto, rsrs...
Nao podemos nos sentir culpadas, alem de maes somos mulheres, seres independentes e precisamos da nossa identidade sim!! Um beijo no Bryan lindo!!!

Thaís disse...

super to assim... vendo o ano ir embora com os meus projetos...

Priscila disse...

oie Flor, lendo seu post pude me lembrar do meu dia a dia (como se eu pudesse esquecer,...rsrsrs), é assim mesmo viu, a gente que é mãe se sacrifica e se dedica 100% aos filhos, o pai acaba se didicando menos...pois desde o começo é a gente que sente tudo primeiro..as dores...os sintomas..é uma coisa que mesmo que a queira, não conseguimos nos separar deles..rsrsr...

Quanto a sair com seu filho eu te digo..saia com ele sim...é muito bom sair sozinha com filho..tudo mundo olha pro seu filho e sorri..que menino lindo...ae vc ganha o seu dia..rsrsrs...é tão gostoso...

Então menina..eu não perdi tempo, arrumei logo dois de uma vez,rsrsrs...esse negocio de exame de sangue nunca errar é mentira...pois o meu deu negativo e no fim..descobri que estava gravida, mas corre atras pra saber, faz outro exame, faz de urina tambem, conversa com seu médico. No meu caso, eu sentia um pouco de enjoo, sentia muito sono e não conseguia me alimentar direito, minha imunidade abaixou muito e tive uma infeccção muito forte...

Eu não estava preparada pra ter filhos...e de repente veio dois, então vc imagina...é uma luta constante..sofro pra aprender, mas aprendo...hoje em dia eu não consigo imaginar como seria meus dias sem eles..amoooo demais...mas não sofra antes da hora viu...se for pra ser..será...

Bjo pra vc..adorei de te conhecer..

An@ Paul@... Mamãe do Pietro disse...

ai amiga. . . me senti abraçada, pois o mesmo sentimento rola a quase 10meses aqui. São tantas as vontades que vão ficando engavetadas, que várias vezes me pergunto, mas até qdo isso vai ficar assim? Pq pros pais é tudo tão simples e tudo volta ao normal desde o 1º mês de vida do bebê... pq pra nós tudo é extremamente + difícil e qdo inventamos em fazer algo sozinhas, ou ficar longe por mais tempo q o necessário, nos faz sentir uma culpa do tamanho de um trem?!!!
Eu tive q voltar a trabalhar desde os 6m do Pi, e desde de lá venho sentindo uma certa culpa por não poder estar com ele, cuidando, paparicando e ao mesmo tempo aprendendo. É COMPLICADO AMIGA... bem complicado viu. Enquanto der, vá ficando em casa com o Bryan, que vc não vai se arrepender.

Mil bjos :)

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