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5 de abril de 2014

Extremos da maternidade

Sabe aquela sensação de que a maternidade é a melhor coisa que acontece na vida da mulher? Aposto que cerca de 99% das mulheres podem afirmar que ao engravidar tiveram essa sensação, e pensaram que sua vida seria um mar de rosas dali para frente.
Estar grávida era como se sentir em um feliz comercial de margarina, onde tudo parece perfeito. Ninguém grita, nem se estressa, e falta pouco alguém aparecer saltitando de tanta felicidade.

Ah se a realidade fosse assim... E se viesse alguma mãe realista tentar falar sobre a realidade da maternidade, certamente a futura mãe iria torcer a cara e falar: isso é recalque (hoje em dia tudo é recalque nesse mundo), com direito a beijinho no ombro...

Mas aí aquele pequeno ser esperado com tanta ansiedade por longos 9 meses nasce, e tudo o que eu pensei foi: tem como colocar de volta?
Sim, cara mãe ou futura mãe. A maternidade é linda, emocionante, o maior dom que uma mulher poderia receber. Porém, convenhamos, às vezes tem horas que dá vontade de pegar as malas e fugir rumo às colinas mais distantes (pra não dizer o bom e velho: enche o saco).
Quando vejo alguma mulher falando que não teve nenhuma dificuldade na vida de mãe, dá vontade de perguntar: por acaso seus filhos são de cera?
E não estou falando de apenas ser submetida a meses (no meu caso anos) sem dormir direito, ou nunca mais fazer uma refeição quente e no horário que bem entender. Também tem a birra, teimosia e gritos que tiram qualquer um do sério.

Sou apaixonada pelos meus filhos, mas confesso que tem dias que eles testam minha paciência ao máximo. Admitir que tem dias que enlouqueço e me tranco no banheiro por 5 seg. para conseguir respirar, não me faz sentir "menasmain". Antes de ser mãe sou uma pessoa com desejos, vontades e expectativa.
Às vezes acerto, e às vezes erro. Nem sempre tudo sai como planejado, inclusive ter uma vida pós maternidade de contos de fadas.
Falar em voz alta que meu dia foi estressante e que eu daria tudo por cinco minutinhos de paz, não diminui o amor que sinto pelos meus filhos. Estranho seria pintar uma vida colorida que não existe. Viver proclamando uma felicidade 24h por dia que não chega nem perto da realidade.
A maternidade tem seus extremos assim como tudo na vida. Tem seus dias de alegria, felicidade e sorrisos, e também tem os dias em que tudo o que eu queria era voltar a minha antiga vida, sem me preocupar com nada além de qual o próximo seriado a assistir.

Meu estado de humor depende diretamente de como meus filhos se comportam. Sendo assim, tem dias extremamente agradáveis em que consigo sobreviver tranquilamente, e tem dias mais agitados em que chego ao limite da minha paciência e vou gritar no quintal para expulsar o sentimento de estar fazendo tudo errado.
Com dois filhos então...aí o bicho pega, literalmente. Posso dizer que de 24h, se eu consigo arranjar 10 min. para fazer uma tarefa qualquer que não envolva filhos e gritarias, isso é muito. Um verdadeiro milagre para aplaudir de pé na igreja.
Sinceramente, sinto uma inveja gospel de mães que dizem que a maternidade é só alegria e felicidade. Que não tem um único dia sequer que dá vontade de fazer as malas e pedir demissão.

Amo ser mãe, mesmo com toda gritaria, chororô e dias difíceis. Se pudesse voltar no tempo...bem, não mudaria exatamente nada. Continuaria sendo mãe.
Moral da história: filhos dão trabalho, nos deixam loucas, tem o poder de desestabilizar nossas emoções, mas são as melhores heranças que poderíamos ter.

bjos
10 de março de 2013

Expectativa e realidade, por uma tiazona malvada


Que a vida de mãe não é sempre um lindo arco-íris com unicórnios soltando puns coloridos no final, todo mundo sabe. O que ninguém sabe, é que aqueles comentários das tiazonas malvadas de plantão, que adoram "tocar o terror" nas futuras mamães (opa, muito eu), podem facilitar e preparar bastante a vida da pobre e relegada mãe, que pensa que tudo será mil maravilhas, e quando chega com o bebê em casa, percebe que nem tudo é tão flores assim.

Diferente de um produto que não corresponde as nossas expectativas, e vamos ao SAC reclamar, um bebê não pode ser "devolvido" para a fábrica (e acho que nenhuma mãe o faria. pensando bem...). Temos que lidar com os possíveis "defeitos", como choros constantes, acordar de madrugada 5x, bebê que mama pouco e etc. Não se desespere. Essa que vos fala, é uma das tiazonas malvadas, que adora relatar o lado B da maternidade, para derrubar toda e qualquer expectativa que a futura mãe tenha. Acho que diminuindo a expectativa, acabamos por diminuir a frustração, caso nada saia como a gente imaginou. Então, se você quer continuar com a visão linda e colorida da maternidade, é melhor pular este post.

Expectativa: Ah, meu bebê dorme o dia todo. Um anjinho. Raramente acorda de madrugada para mamar, e quando acorda, logo adormece novamente. Assim eu consigo descansar bastante, por longas 5h às vezes. Nem parece que tenho um RN em casa.
Realidade: Meu bebê era um anjinho que só mamava e dormia...até completar duas semanas, e descobrir que não estava mais no útero - onde descansava placidamente por longos períodos - e se dar conta de que está do lado de fora, com um par de peitos disponíveis pelo tempo que quiser. Sendo assim, ele acorda e mama todo desinteressado por apenas 5 min. Quando penso que ele se saciou e vou deitar para descansar, ele acorda se esgoelando, querendo mais peito. Eu não descanso nem meia horinha, e quando o faço, acordo ainda mais cansada. Todos os vizinhos sabem que tenho um RN em casa, a cara de acabada denuncia.

Expectativa: A amamentação é fisiológica. Foi só colocar o bebê no peito e tchum, pega correta, leite descendo e tudo indo tão bem. Sinto que nasci para este momento: amamentar meu filho. Não dói, tem sempre leite a vontade, e o melhor é que meu bebê mama tudo e esvazia a mama, evitando desconforto. Ele ganha peso normalmente, e não preciso complementar com nada.
Realidade: A amamentação é 90% força de vontade e 10% de...er...força de vontade. É como uma loteria, você nunca sabe se vai ganhar ou não, mas tenta assim mesmo (vai que...). Ou seja: pode dar certo, ou pode dar tudo errado. No primeiro filho tive todos os problemas: leite demorou a descer, mamilo feriu, e complementando na mamadeira, o leite diminui, e meu filho perdeu o interesse em mamar no peito, e desmamou sozinho com 4 meses. Na segunda experiência fui mais feliz. A pega foi correta, dores só mesmo no início, até o mamilo acostumar, leite desceu no terceiro dia, mas minha filha se saciava com o colostro do início. Chegando em casa vieram os problemas. Ela dormia demais, a mama ficava dura, tinha sensação de febre, não conseguia nem dormir de lado. Tive que ordenhar várias vezes para evitar o leite empedrar, até a produção de leite regularizar, o que aconteceu lá pela segunda semana, quando minha filha descobriu que não estava mais no útero. Sendo assim, pode doer e acontecer uma série de eventos, porém, pode tudo ir as mil maravilhas. Não tem momento mais recompensador, do que amamentar quem amamos.

Expectativa: Quando vi meu bebê, logo que saiu de mim, foi amor à primeira vista. Aquela pele toda enrugadinha, o rostinho tão sereno e bravo ao mesmo tempo, e também seu cheirinho. Tudo nele me inspira. Me sinto tão apaixonada, desde o primeiro momento, que às vezes parece que vou morrer de amor.
Realidade: Quando vi meus filhos pela primeira vez, senti sim, um sentimento muito forte, mas não posso afirmar ter sido amor à primeira vista. Não é questão de que eu ame menos meus filhos, em comparação com as mulheres que sentiram aquele amor instâneo, não. Eu amo meus filhos, mas levei um certo tempo para amar ser mãe. No nascimento do Bryan eu estava sozinha, e apavorada com tudo. Nem conseguia assimilar direito o que tinha acontecido aqueles 2 dias internada no hospital. Quando cheguei em casa tive todo problema de amamentação, choro embaixo do chuveiro, e muito, muito baby blues. Me sentia a pior mãe do mundo, e morria de medo de ficar sozinha com meu filho. Aquela criaturinha tão pequena, invadiu o meu mundo. E só me dei conta que aquela fora uma invasão de amor, lá pela segunda semana de vida. Naquele momento sim, quem perguntasse o que eu sentia pelo meu filho, eu poderia responder: amor puro e genuíno. Da segunda vez, eu já sabia o que me esperava, e tentei não criar expectativa sobre amores à primeira vista. Ao ver a minha filha nascendo, e o meu esposo do meu lado, segurando minha mão, me senti realizada, feliz, completa. Já no quarto com minha filha, eu só sabia pensar em como ela era linda (e parecida com o irmão), e tudo fluiu naturalmente. O amor surgiu em escalas, e logo eu estava apaixonada pela minha pipoquinha.
Eu sei que temos 9 meses para nos prepararmos, e acostumarmos com a ideia de uma nova vida em casa, mas para mim, nada te prepara para o momento em que você olha nos olhos do seu filho, e se vê.

Calma, nem tudo está perdido. Apenas algumas mulheres se encaixam na categoria da realidade (eu diria uns 99% hahaha). É possível que exista uma mãe que vai amar seu filho à primeira vista, não ter dificuldade nenhum em se adaptar as noites insones, e que não tenha problemas com a amamentação. Sim, existem mães do tipo tupinikim, que só precisam colocar o bebê no peito e pronto. Sem nenhuma preparação, pomada ou reza para o mamilo não ferir.
A maternidade é sentida, e vivida de modo diferente pelas mulheres. Existem aquelas que nasceram para ser mães, que sempre estiveram prontas para este momento, e também existem aquelas - como eu - que se apaixonam à segunda vista, e nem por isso deixam de ser boas mães. Seja como for, se você chegou a este blog, e post, ou está querendo engravidar, ou já está grávida, ou vivendo as dádivas da maternidade. O intuito não é assustar ninguém (só de brincadeirinha rs), mas sim dizer que nem sempre a vida de mãe é mil maravilhas, é tudo uma questão de adaptação. Mas assim como um dia de sol após uma tempestade, os momentos difíceis são recompensados com sorrisos, abraços, pézinhos, carinho e cheirinho. Coisas que só sendo mãe para saber.
4 de maio de 2012

Quem tem medo do bicho papão?


Nos primórdios da minha infância, os pais inventavam todos os tipos de bichos e monstros trancados dentro do armário, para assustarem seus filhos, e consequentemente mantê-los afastados de certos locais proibidos (como por exemplo o armário da cozinha, onde sempre guardavam os biscoitos). A invenção de um "monstro", também se mostrava eficaz na tentativa de fazer a cria obedecer. Acho que o primeiro bicho criado por pais desesperados foi o bicho-papão. Quem nunca ouviu de sua mãe ou pai: - Meu filho, é melhor se comportar senão o bicho-papão vem te pegar.
- Não corre, senão o bicho-papão te leva.
- Acho bom você comer toda a comida, senão o bicho-papão te pega.

Já no meu tempo de infância, o bicho-papão não colocava tanto medo assim. Então, minha esperta mãe recorreu a uma tática mais, digamos, infálivel: O Homem do saco.
Não me pergunte o porquê, mas eu morria de medo do tal homem. Era só a minha mãe falar o nome dele que eu obedecia sem questionar. Minha mãe dizia que ele passava e pegava as crianças desobedientes e despejava em algum lugar (eu sei, cruel).

Quando Bryan nasceu, eu jurava com todas as minhas forças que jamais colocaria medo algum nele. Eu cresci com medo do escuro (até hoje eu tenho), medo do homem do saco, medo do colégio interno e não queria que meu filho sofresse medo algum.

Mas foi ele próprio, que criou um monstro. Eu lhes apresento o monstro do século XXI: o Pu.
Bryan sempre foi destemido (já matou uma barata, pegou uma lacraia morta com as mãos, e vive esmagando as formigas gigantes que aparecem na minha casa, falando: toma pu), nunca teve medo o escuro, ou de fogos. Mas durante uma queima de fogos, ele denominou o barulho como: Pu.
Agora quando eu quero que ele fiquei longe de algum bichinho perigoso (lacraia, barata e outros insetos) eu recorro ao Pu. Ele não tem medo, apenas se afasta e pronto. 

Quem disse que o bicho-papão mete medo? A simples menção ao bichinho faz o Bryan sorrir. É, não se faz mais monstros como antigamente.
5 de dezembro de 2011

Chama a Supernanny - Parte I


Hi girls que ainda continuam por aqui...rs
Resolvi tirar as teias e poeiras de vez do blog (cof cof cof), e estou voltando aos pouquinhos. Ainda não posso fazer postagens diárias, mas prometo vir pelo menos 3 vezes na semana, e sempre retribuir quem comentar por aqui (porque é impraticável visitar os mais de 300 blogs que eu sigo).
Vamos ao assunto do post: Chamem a Supernanny, please!! Bryan está numa fase de desobediência generalizada.
É assim: vocês sabem como sou mole em questão de brigar com ele né? então: ele mexe em algo que não pode, eu falo não, ele volta a mexer, eu faço cara feia, ele faz biquinho-carinha-do-gato-de-botas e eu corro para pegar ele no colo e fica por isso mesmo.
Só que de uns tempos pra cá, o Bryan se deu conta do quanto a mãe tem o coração de margarina, e resolveu me testar.

Sendo assim, raramente ele me obedece, e eu acabo me dando por vencida e deixo ele fazer, ou pegar o que queria. E isso é o maior medo que eu tinha na maternidade: ser uma mãe mole. Mas eu sou, confesso: sou extremamente mole.
Como vou virar uma sargentona estilo Supernanny??? eu não sei, mas eu quero descobrir o poder hipnótico daquela mulher.
Não é possível que um simples cantinho da obediência de jeito naquelas crianças, porque aqui foi a tentativa mais #fail que existiu.

Por conta dos "atos terroristas" do Bryan, eu tive que mudar várias coisas de lugar. Aqui em casa é tudo no alto praticamente, fora as portas do guarda-roupa e cômoda que são "trancadas" com sacolas prásticas no maior improviso. Está difícil domar a minha ferinha!!
E vocês mamães, que métodos usam para manter os pequenos longe das coisas que não podem mexer??

Bjos
21 de novembro de 2011

19 meses

Primeiramente: "cês" me desculpem a ausência no blog de vocês??
Está cada vez mais difícil atualizar o blog, visto que estou me dedicando 100% ao meu blog literário. Com isso acabo nem passando no cantinho de vocês, e sinto uma tremenda falta!!
Eu queria fazer um super post com as atualizações,mas a verdade é que ando bastante desanimada. Em relação a TUDO. Sei lá, mas bateu um desespero de estar chegando aos 30 e não ter realizado metade das minhas metas, e com o fim do ano se aproximando, parece que o sentimento de: não vou conseguir, fica mais apavorante conforme os dias avançam.

Mas vamos falar do Bryan, ele fez 19 meses e está cada vez mais esperto e falante (e muito bagunceiro). Na semana passada levei ele ao pediatra depois de 4 meses (#maedemerda), ele está enorme (85cm) e com 11.500 Kg.
Ele aprendeu várias coisas novas, várias palavrinhas, e interage muito com a gente.
Os 2 aninhos estão chegando e eu me assusto em ver como ele cresceu, e está cada vez mais parecido com o pai. A festinha é assunto para outro post,mas já adianto que desanimei legal também, porque a verba está curta e vou ter que fazer tudo muito simples, mas importante é não deixar de fazer né.
Prometo atualizar com mais frequencia e visitar o cantinho de vocês!!!
Estou sem inspiração hoje, então vou ficar devendo um post decente sobre as novidades do Bryan.
Bjos, não nos abandone...rs

Como quase não tirei foto do Bryan (vergonha) achei essa do inicio do mes:
11 de novembro de 2011

Inimigos do sono (ou coisas que eu exterminaria do mundo)

A lei de Muprhy sempre me perseguiu, e depois que me tornei mãe, aí que murphy não deixou nunca mais, a pobre mãe aqui em paz (não era pra rimar, mas foi). Especialmente na hora do sono (do meu filho lógico). Foi aí que elaborei os 10 inimigos que pertubam o sono do meu filho (e o meu também oras), leia com atenção e tente previnir se puder:

1- Carro de som:
Você acaba de colocar seu filho pra dormir, depois de muito custo, e quando menos espera, passa na sua rua (mas parecendo que está dentro da sua casa) aquele carro de som de propaganda se supermercado dizendo:" Biscoito piraquê por apenas um real e noventa e nove centavos. Aproveite, Rede Economia com muita economia para sua família.", com uma voz de locutor do Cepacol (enxaguante bucal), que você amaldiçoa pelos próximos 10 anos. E não, eu não vou comprar no seu supermercado só porque você alugou um carro de som e sai por todas a rua com o som no último volume, para pertubar o silêncio do meu filho, na verdade eu nunca mais vou no seu supermercado só por causa disso, isso se chama a fúria da mãe que teve seu filho acordado.

2- Moto
Novamente coloco meu filho na cama, ele fecha os olhinhos lentamente e se entrega ao sono profundo, quando derrepente um imbecil louco passa com sua moto fazendo um barulho ensurdecedor, se achando o máximo só porque colocou um cano de descarga com um ronco que ele acha legalzinho, mas não é nada legalzinho, é irritante, acorda as pessoas (incluindo meu filho), e quem faz isso deveria ser preso por pertubar a ordem e o silêncio alheio.

3- Carteiro
Eu amo o carteiro, sério gentem. Ele traz cartas e encomendas que eu aguardo com a maior ansiedade, também traz as minhas contas para pagar (sempre depois do vencimento) e talvez por este motivo eu até goste um pouquinho menos dele. É, eu não amo o carteiro. Eu odeio o carteiro, e principalmente quando ele grita Jacqueline no portão, ou quando ele dá uma de vendedor de porta, e bate palma desvairadamente no meu portão, exatamente na hora da sonequinha do Bryan. Acho que o carteiro sabe tudo sobre mim, sabe que eu tiro uma sonequinha depois do almoço, e que eu odeio pagar as minhas contas com juros por atraso (por culpa dele), por isso ao invés de tocar a campainha (que fica na cozinha e não acorda o Bryan por ser baixa e tocar musiquinha ao invés de fazer dim dom) ele se vinga de mim chamando meu nome para todos do bairro ouvirem. Definitivamente, odeio o carteiro (se eu tivesse um cachorro, o meu carteiro já tinha sido mordido, com toda certeza).

4- Pé (eu não exterminaria, mas ele entra para lista)
Eu já não curto muito meu pé. Se tivesse que mudar alguma coisa em mim, a primeira coisa que eu diria seria o pé. Porque? ele é grande (calço 39 e meio), parece pé de homem, é branco, pálido, cheio de calo (que nunca sara) e...é melhor parar por aqui. Mas na hora em que o Bryan dorme, meu pé se vira contra mim. Ele age sozinho, diferente do resto do meu corpo, ele não obedece aos meus comandos. Assim que saio da cama, e começo a andar na pontinha dos pés, feito uma bailarina (eu tento né) para sair do quarto, enquanto  Bryan tira sua sonequinha revigorante da tarde, meus pés se transformam. Do nada meu calcanhar estala, e estala mais uma vez, e como se não bastasse estalar o calcanhar, parece que estou arrastando o pé em alguma terra com cascalho. É um barulhinho de nada, e mesmo assim Bryan acorda e eu fico lá com cara de paisagem querendo rancar meus pés fora e desejando ter feito balé na infância.

5- Cama de mola
Assim que fiquei noiva, sempre desejei ter uma cama de molas (nada de pensar saliências hein). Eu dormia em um colchão duro quando solteira, e sofria com dor de coluna. Engraçado que a maior parte das pessoas que sofrem com dor de coluna, preferem colchão duro, mas eu não. Então casei, comprei minha tão tão sonhada cama de mola. Foi bom o tempo que durou a novidade. Depois que Bryan nasceu a cama nunca mais foi a mesma. Primeiro que as molas parecem que sairam do lugar, pois toda vez que alguém levanta é um barulho danado de mola estalando. E pior ainda é o balanço que a cama faz toda vez que alguém levanta, parece até que estou em uma cama elástica. Quando Bryan dorme na cama com a gente, é um suplício se mexer para achar a posição do sono, é uma malabarismo que vou te contar. Alguém ai sabe quem quer trocar um colchão duro por um de mola?

6- Chuva, trovão e relâmpago
 Chuva, trovão e relâmpago são obras da natureza. E eu amava uma chuvinha, aquele barulho calmante de água caindo no chão, cheirinho de terra molhada, e até um trovãozinho como pretexto para agarrar o marido mais forte a noite. Mas ai eu tive filho, e o barulho calmante de chuvinha caindo no telhado virou um pesadelo. Uma madrugada que o Bruno não estava dormindo em casa, começou a relampejar muito. Bryan estava no berço e acordou todo assustado falando: é o pu (que serve para trovão e fogos). Coloquei ele na cama, e logo começou a chover canivete. Só pode, porque só isso explica o barulho ensurdecedor que fez por causa da água batendo no ar-condicionado. E a chuva ficava mais forte, e era cada trovão que até eu fiquei com medo. Tentei consolar o Bryan, mas cada vez que ele pegava no sono, trovejava mais, e a chuva batendo na calha, e ele acordando. Foram 2 horas acordados e quem disse que eu peguei no sono depois?

7- Fogos 
Fogos é o pesadelo de todas as mães do mundo, a menos que seu filho tenha um sono de pedra (que não é o caso do meu, as vezes). A primeira experiência com fogos não foi tão traumática. Foi no primeiro natal do Bryan, ele tinha 8 meses e dormiu durante todo foguetório. Eu e meu marido ficamos velando o soninho tão calmo dele, e bobos porque ele não acordou nenhuma vez. Mas ele cresceu, e o sono foi ficando mais leve, e sempre que soltam uma sequência de fogos longa, ele acorda assustado falando: é o pu. Ele não tem medo de fogos, pelo contrário, ele até gosta, fica apontando pra cima e falando todo animado: vi o pu? é o pu. Por esse motivo os jogos em dia de quarta, que vão até 00:00 deveriam ser banidos. Vai soltar fogos no...dentro da sua casa pow.

8- Latido de cachorro
Eu não coloquei cachorro em si, porque eu amo cachorro e não quero que eles sejam exterminados da face da terra, nunca. Eu tive 4 cachorros, e  confesso que a adaptação das primeiras semanas era traumática. Uma cachorrinha que tivemos ficava chorando, fungando a noite inteira e eu não aguentei e tive que deixar ela dormir no nosso quarto. Confesso que latido de cachorro me incomoda e muito. Tive uma rotweiller super boazinha que quase não latia, nem parecia que eu tinha cachorro em casa. Mas nas condições atuais (depois de ter tido um filho) eu jamais teria um cachorro dentro de casa. Eu amo cachorro, mas eles na casa dos donos e eu na minha. Além de ter uma alergia braba ao pelo do cachorro, eu não tenho espaço e nem tempo para me dedicar a um animalzinho, por mais que queira que o Bryan tenha essa convivência, acho que vou esperar até a trupe Fayão estar completa, para ter um cachorro novamente.
O latido do cachorro do vizinho vale por mil outros. E o cachorro deles que fica na cobertura, sempre late quando tem alguém passando na rua. Imagine uma sexta, onde a maioria das pessoas que voltam do baile passam pela minha rua? é o cachorro do vizinho latindo sem parar a madrugada inteira. Eu mesma acordo várias vezes.

9- Espirro
Eu e meu esposo espirramos muito. Os dois ferrados de rinite, praticamente sem nariz de tanto assoar e espirrar. E justamente na hora da sonequinha do Bryan vem aquela vontade louca de dar uns 20 espirros em sequência, e quem disse que dá pra segurar?? Pior ainda quando o espirro vem com acompanhado com aquela vontade louca de coçar a garganta (onde eu coço com um barulho gutural), coçar o ouvido, tudo junto e misturado? Várias vezes eu saio do quarto por causa da minha crise de espirro, pois sei como é perigoso prender o espirro.

10- O programa anti-vírus do computador
Sempre que coloco o Bryan para dormir a tarde deixo o computador ligado. As vezes fico assistindo uma série e acabo pegando no sono e esquecendo de desligar a caixinha de som. Quando eu e Bryan estamos no 5° sonho, quem nos acorda? A disgramenta voz do programa anti-vírus avast, com aquela clássica frase: As definições de vírus, foram atualizadas. Mas quem perguntou a ela alguma coisa?

E você, o que mais pertuba o sono do seu bebê?

P.S¹: Não inclui o ronco do marido porque ele pediu pra não falar, ops, já foi.
P.S²: Vai rolar promoção lá no blog literário, se ainda não viu, segue lá e ajude a votar na enquete, votando em qual livro você prefere que seja sorteado, conto com vocês: My book lit
P.S³: Estou voltando a visitar os blogs aos poucos, e lembrem que eu perdi todos os links quando mudei de endereço, então se não visitei o seu deixa o endereço para mim no comentário, por favor. E Alethea do blog Meu canto, não consigo achar seu blog, se ele foi privatizado ainda não recebi o convite, meu e-mail: jakinhaandrade@oi.com.br.
7 de novembro de 2011

Desistindo de (tentar) ser cool

Nos primórdios da minha adolescência (faz tempo hein), as meninas queriam ser descoladas. Eu por minha vez, era exatamente o oposto de uma adolescente cool. Eu usava as calças da minha irmã (meu manequin era 36 e o dela 42, imaginem), com um cinto de couro falso horrível, e para arrematar amarrava aquele casaquinho de lã (da vovó) na cintura (sim, não queria ninguém olhando minha bunda, ou a falta dela). Até os 17 anos eu me recusava a usar sutiã (jurava que não tinha peitos e não precisava) e ia pro colégio com uma blusa pólo (tamanho G) me engolindo, tênis olympikus tamanho 39 (hoje em dia a moda é Nike), calça da mana e casaquinho da vovó na cintura, sempre (não é de se estranhar o fato de nunca só ter beijado na boca aos 17 anos, Bruno saved me).
Eu era magérrima. Daquelas meninas que cresceram ouvindo: cuidado com o vento senão você vai voar, ou se você preferir: Olha a Olívia palito. Entonces conseguir a popularidade no 2° grau era algo inatingível.
Todas as meninas populares e descoladas da minha sala, sempre andavam de saia (e quanto mais curta melhor), enquanto eu parecia uma cópia do meu pai (no jeito de vestir).

9 anos (3 números de manequim e 15 Kg a mais) me separam da garota magra e pálida do colegial (OK, eu continuo pálida). Em toda a minha vida, se usei saia umas duas ou tres vezes foi muito. Vestido então, vixe, só no meu casamento, no casamento da minha mana (que fui madrinha), na gravidez e algumas outras festividades. Mostrar minhas pernas finas e brancas me dá pavor. Eu tenho um certo trauma com saias desde os 20 anos, quando trabalhava. Um belo dia resolvi comprar uma saia jeans (super descolada) e apareci no trabalho com as pernas de garça, de fora. Meus colegas que não podiam perder uma piada, começaram a falar que minha perna era fluorescente. Pronto, estava feito o estrago, eu decidi daquele dia em diante, nunca mais usar uma saia.
E vivi muito bem usando calças o tempo todo. Eu adoro o conforto do jeans. Posso subir escadas sem me preocupar se algum pervertido está espiando por baixo, e posso cruzar as pernas sem medo de parecer a Paris Hilton mostrando a calcinha. E claro, mantenho as pessoas longe da cor fluorescente das minhas pernas pálidas (meus colegas diziam que a claridade poderia cegar).

Mas ontem tudo mudou. Eu decidi sair do enclausuramento diário que eu e Bryan vivemos, para passear um pouquinho na rua e ele poder andar em seu carrinho com mais liberdade. Até ai tudo bem, um típico retrato da família brasileira, se... se não fosse eu ter tido a péssima ideia de usar uma saia, 9 anos depois do fatídico dia na loja. Peguei minha saia de jeans (a única que eu tenho) e sai na rua me sentindo a mãe mais cool do universo.
No começo foi fácil, era só ficar sentada de ladinho (para não correr o risco de aparecer nada) e observar o pimpolho andar no carro. A saia não era muito curta, mas como as minhas pernas são enormes, tudo o que eu visto fica parecendo curto (a menos que eu use uma saia nos pés ou no joelho) Mas como a lei de murphy me persegue, meu filho tinha que cair, justo no dia em que eu resolvo utilizar uma saia. . E ele me cai bem no vão que tem entre o espaço onde ele senta e os pedais do carro. E ficou lá com aquela carinha de: - Mãe, o que você está esperando para me salvar?
Eu não podia esperar ele se levantar, então decidi salvar meu filho, com a mão na parte de trás da saia (para não aparecer nada) e tentando levantá-lo com uma mão só. Pensem no desastre. Por fim, desisti de tentar proteger a retaguarda (nessa hora eu dei graças a Deus por usar calcinhas de vovó), e levantei o Bryan com as duas mãos, e logo olhando para trás, para me certificar que nenhum maníaco ficou observando.
Para meu alívio, ninguém viu a cena (ainda bem) e eu voltei imediatamente para casa, me livrando da saia, e colocando o meu bom e velho (e super confortável) jeans.

Se ser cool significa usar uma saia, eu definitivamente desisto. Acho que o mais perto de cool que eu já cheguei foi usar all star cano alto com bermuda e platinar o cabelo (bons tempos aqueles).
Acho que o fato de ter um filho já me torna cool (ou assim eu prefiro acreditar) e daqui pra frente viva a calça de moleton para passear com o filho pelo bairro.

Bjos
3 de novembro de 2011

Bye Bye privacidade

Eu nunca entendi porque as mulheres gostam de entrar no banheiro acompanhadas. Eu sempre fui o oposto: nunca gostei de ter ninguém no banheiro comigo, mas em certos lugares, como a faculdade, eu não podia evitar. Minhas amigas que me acompanhavam já sabiam: nada de falar, senão o xixi não conseguia sair de jeito maneira. Nem sei como esse trauma começou, só sei que desde que me entendo por adulta, eu nunca consegui fazer xixi em banheiros públicos com gente falando do lado de fora, a mente bloqueia geral, e aquela visão de uma linda cachoeira para me ajudar na "cacentração" sumia.
No período da gravidez foi a pior época da minha vida. Só de lembrar o bebê suga (como o Bryan era chamado antes de descobrir o sexo) apertando minha bexiga já me dá calafrios.

E sabem como mulher adora fofocar no banheiro né? nunca vi, o banheiro da faculdade parecia uma conferência nacional.Algumas meninas retocando a maquiagem, outras fofocando, e outras afogando seus cabelos na torneira, e deixando um bolo de fios entupindo a mesma. Eu tinha MEDO de entrar no banheiro da faculdade, evitava beber qualquer tipo de líquido no horário das minhas aulas (que geralmente começavam as 18:00 e iam até 22:20) para não ter que ir no banheiro, conseguia com maestria mandar na minha bexiga, mas, tudo mudou depois da gravidez. Quem mandava na minha bexiga era Bryan, e eu era obrigada a ir ao banheiro, mesmo fazendo greve de líquidos.
Mas a maternidade está aí para quebrar todos conceitos, esteriótipos, frescurites e traumas.
E foi assim que o trauma da privacidade disse adeus para mim.

Se eu achava que meia dúzia de garotas falando alto no banheiro atrapalhava todo o meu racíocinio para pensar em uma cachoeira, imagine ir ao banheiro com seu filho pulando atrás de vocês, tentando derrubar o sabonete líquido da pia, puxando o rolo de papel higiênico, e o pior: abrindo a lixeira porque simplesmente quer jogar qualquer fiapo que encontre no chão dentro dela.
Como pensar em uma cachoeira com o seu filho destruindo seu santuário de privacidade?
A privacidade do banheiro foi banida, e sabe-se quando ela irá voltar (please, que não demore).
E não adianta trancar a porta com trinco (já que Bryan alcança a maçaneta), o Bryan fica do lado de fora batendo na porta desesperado, como se ver a mãe fazer xixi fosse um passatempo super divertido.
O Bryan tem fixação por banheiro. Ele ama um banheiro,não posso entrar que ele já vai todo feliz e saltitante me acompanhando.Pior ainda quando o estômago não vai bem, anyway, melhor parar por aqui né?
Privacidade? isso não te pertence mais.

Bjos
25 de outubro de 2011

Onde eu me encaixo?

Que as mudanças que ocorre depois da maternidade, são gigantescas, isso toda mulher já sabe. Mas o preço que se paga por elas, julgamos não ser tão grande assim, comparado a todos as mudanças positivas que acontecem em nossa vida quando nos tornamos mãe.
Sempre que penso em finais felizes logo imagino o famoso: Casaram-se e foram felizes para sempre. Este sempre foi o meu ideal de um the end perfeito. Mas aí veio a maternidade e com ela eu pude ver que faltava essa etapa da minha vida, que eu jamais seria completa sem meu filho. Não que eu sempre tenha idealizado ser mãe. Não, ser mãe não era meu ideal até os 21 anos, quando eu me senti tecnicamente pronta para assumir uma criança. Mas antes de ser mãe eu queria realizar alguns sonhos, não queria ser apenas a mãe de alguém. Queria ter estudo, conhecimento, proporcionar uma qualidade de vida diferente ao meu filho, e o principal: eu queria ter estrutura familiar. E só quando completei 1 ano de casada, senti que meu casamento estava pronto para viver uma nova etapa, mas essa nova etapa só aconteceu 4 anos depois, e hoje vejo que foi bem melhor assim.


Eu vivo me perguntando: será que ser mãe é realmente o the end sonhei?

Antigamente nossas avós, bisavós e todos os vós existentes, viviam para gerarem filhos. Muitas deixavam seus trabalhos e se dedicavam 200% se pudesse a maternidade. Bem, algumas avós, porque a minha foi exatamente o contrário. Minha avó sempre foi muito batalhadora. Ela trabalhou desde cedo, e mesmo quando seus 4 filhos nasceram (contrariando a estatística que as mulheres de antigamente tinham no mínimo 7 filhos), ela não deixou de trabalhar. Meu avô faleceu quando meu pai tinha apenas 10 meses, e ela teve que ir a luta sozinha com um RN e outros 2 filhos para criar. Minha avó trabalhou até seus 90, 92 anos, não sei bem ao certo, mas sempre foi o sustento dos filhos, e sei que meu pai tem muito orgulho da mulher que ela foi.
Muitos homens antigamente, apenas viam suas esposas como reprodutoras: a mulher devia ter filhos, permanecer em casa de aventalzinho e com o jantar prontinho para quando o esposo chegasse do trabalho. Não só antigamente, mas alguns homens-ogros nos dias de hoje, também pensam assim: que a mulher foi feita para ter filho e ficar em casa.

No começo da maternidade, não vou mentir, foi exatamente assim que eu me via.
Eu me encaixava na modalidade: mulher que se dedica exclusivamente ao filho. Sempre foi um prazer cuidar do Bryan. Ele é um menino muito carinhoso, e embora me desobedeça e tenha seus ataques de chatice na maioria das vezes, ficar em casa com ele não era nenhum sacrifício.
Mas e quando bate a falta do antigo eu? comofas? Com o antigo eu, quero dizer a Jacqueline que estudava toda a tarde, que se reunia com as amigas para conversar, que passava horas e horas pesquisando referências para a monografia, que fazia planos para prestar concursos, etc e blá blá blá.
Eu sinto que trabalhar faz uma falta danada, e mesmo que seja uma delícia me dedicar ao Bryan exclusivamente, eu quero mais sabe? eu quero realização profissional. Quero ser alguém, quero ter uma profissão, quero uma pós, um mestrado, um doutorado. Quero que meu filho tenha orgulho da minha profissão, que ele saiba que mesmo sendo mãe, eu não estacionei no tempo, não parei minha vida no the end, que eu fui além. Porque um dia ele vai crescer, vai casar, vai ter sua vida e ir embora da minha casa, e eu? onde me encaixo nisso tudo?

Um filho é a decisão mais importante na vida de uma mulher. Um filho deve ser a decisão de um casal. Estudar é uma decisão individual, é um conhecimento para a vida toda, é a busca de uma realização pessoal.Eu sempre prezei muito pelos meus estudos.Sempre tive o sonho de ser farmacêutica e fui buscar meu sonho quando casei. E tenho tantas outras coisas que gostaria de realizar. O Bryan não foi meu the end, mas ele é o princípio de tudo que quero realizar, por ele e por mim.


Bjos

P.S:Pra quem não reparou, mudei o endereço do blog, agora ficou: www.agenteespecialmamae.blogspot.com , quem tinha linkado o antigo, favor trocar,pois com o outro não tem como ver as atualizações. Na mudança de endereço,acabei perdendo toda a minha lista de blogs, e inclui alguns, mas sei que faltam muitos, se puderem deixem o endereço para que eu possa linkar novamente.Obrigada
20 de setembro de 2011

E a maternidade te muda - parte II


Como é surpreendente as coisas que podemos fazer depois que nos tornamos mãe! De perita em análise fecal do bebê dos outros, a uma mãe totalmente sem pudores e nojinho botando a mão na massa (literalmente).

Segue a seguinte cena (não leia se estiver comendo): Todo dia na hora do banho, eu coloco o Bryan no estrado do box sem a fralda, e ele fica quietinho só me esperando entrar.Só que esse dia eu resolvi deixá-lo de fraldinha, quando entrei e tirei a fralda percebi que a mesma estava freada (sabe aquela manchinha de cocô, a qual chamamos de peidinhho colorido?).Como não avistei o cocô propriamente dito, fiquei perguntando se ele havia tentado fazer cocô (como se fosse adiantar), ele me olha, vira as mãozinhas pra cima, profere meia dúzia de palavras em seu dialeto Bryanês, e me olha um tanto desconfiado (imaginando o que viria por ai), me viro,coloco a fralda no lixo e escuto aquele ploct.Encontro o Bryan olhando para baixo, pra bolinha de cocô mais fedorenta do universo e começamos a rir.Pra evitar o pior (que seria ele esmagar o cocô com os pés), não penso duas vezes e meto a mão no cocô estatelado no meu estrado branquinho e limpinho que nunca mais será o mesmo, antes que ele pise em cima.Me viro para jogar o cocô no lixo e só ai fico ciente do ato que acabei de cometer.Respiro fundo e penso que não ia dar tempo mesmo de pegar o papel higiênico.Lavo minha mão com sabonete e cloro e volto para limpar o estrado sorrindo, pensando que a tempos atrás se alguém me contasse essa história, eu faria um ecou de nojo e nunca mais apertaria a mão do sujeito.

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Vou para sala calmamente, quando olho para o chão e avisto minha inimiga n°1: uma barata.
Lembrando que marido não está em casa, solto um grito de pavor e desespero para o único que poderia me salvar: CRENDEUSPAI...filhooooooooo, tem uma barata, vem matar pra mamãe.
Bryan aparece atrás de mim, curioso para ver o que acontecia e só ai me dei conta: Meu filho tem 1 ano e 4 meses e não 15 anos como meu cérebro processou no momento do perigo.Daqui a 14 anos (ou 12, quem sabe aos 5 ele já consiga segurar o chinelo) Bryan estará pronto para se tornar o matador oficial de baratas da mamãe, na ausência do pai.Enquanto isso eu deixei a barata fugir (eu não tenho coragem de esmagá-la).

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Bjos
7 de setembro de 2011

Das distrações




Tá aí uma difícil tarefa: distrair meu filho.Porque o Bryan não é daquelas crianças boas que se enganam facilmente com qualquer coisa, não, meu filho é difícil.
E por causa dessa dificuldade, fica cada vez mais difícil mantê-lo entretido por 2 seg. apenas (nunca escrevi tanto a palavra difícil em apenas 2 parágrafos).

E por vezes as "distrações" se tornam grandes problemas e dores de cabeça, que eu preciso distraí-lo com outra coisa para ele esquecer a distração. Não entendeu? aqui vai alguns exemplo:
Outro dia estava na casa dos meus pais, lá tem vários brinquedinhos (controle remoto, chinelo, jarra de suco, tampa de panela) para ele bagunçar e ficar quietinho, mas depois que ele joga tudo no chão, meio que perde a graça a brincadeira, e foi ai que meu pai teve a brilhante ideia de dar a caixinha de chá para ele brincar.No começo pensei: ah,que legal,ele vai ficar encantado com a caixinha, vai brincar e ficar quietinho. E o que aconteceu?? ele rasgou a caixa inteirinha, em vários pedacinhos, e ficava transferindo os pedacinhos do chão por sofá, do sofá pro chão. E eu pensei: vai ser o "caos" fazer ele largar a caixinha e ir pra casa dormir. Dito e feito,visto que ultimamente ele tem dado "o" escândalo quando falo: vamos pra casa. Ele esperneia, faz corpo mole, chora e tudo mais.Daí meu pai falou: deixa ele levar a caixinha (ou os restos mortais dela).Beleza, catei pedacinho por pedacinho e viemos contentes e felizes. Chegamos em casa ele já colocou os pedacinhos em cima do sofá e ficou por lá.O relógio já marcava 1:00h da madruga, e eu desesperada me perguntando quando aquela "distração" ia deixar de ser legal.A resposta parecia ser: nunca. Nem trocar a fralda ele queria, só quando eu coloquei os pedacinhos da caixa do lado.Pra dormir foi aquela guerra! Ele não queria deixar os pedacinhos na cômoda, e quando apaguei a luz ele chorou muito, mas um choro sentido.Fiquei com a maior dó, pois quando ele chora fica todo vermelho, e dessa vez saiam lágrimas e mais lágrimas e ele chegava a soluçar.Tive que pegá-lo no colo e ninar como se fosse bebê (depois de muito tempo sem fazê-lo) e só após 20 min. ele caiu no sono e eu dei sumiço na caixinha (mas meu pai fez o favor de dar outra no dia seguinte).

Mas não são só as caixinhas que servem de distração.Como ele tem recusado o almoço ultimamente, fui obrigada a recorrer a uma tática que eu não gosto, que é a de ligar a TV enquanto ele come.Ah, a televisão é uma senhora distração.Enquanto assiste discovery kids, ele come numa boa (algumas colheradas), mas é só desligar que ele logo para de comer.Agora vai desligar a TV depois do almoço e falar: vamor escovar os dentes? ele fica brabo.
Outro tipo de distração na rua, que o Bruno inventou foi o tipo de distração mais temida pelas mães de bebezões: a bola de gás hélio. Quer ver uma mãe sofrer? Quer provar do pão que a criança amassou? dê um balão de gás hélio na mão do seu filho de 1 ano e pouco.Vou te dizer: aquilo épracabar com a vida de um serumano.O balão de gás hélio é o sofrimento travestido em formato de balão.É a forma mais cruel de tortura contra uma mãe.

E o Bruno me chegou com o Bryan, após uma breve saída na rua enquanto eu dava um jeito na casa, juntamente com um balão de gás hélio, super descolado em formato de moto.
Na hora em que vi o balão pensei: WTF? mas me controlei, respirei fundo e soltei um: que legal,balão de gás hélio, você sabe que isso vai me dar uma dor de cabeça, não sabe?? e ele sem entender nada.
Por alguns segundos ele não entendeu, porque quando a pessoa avista um balão de gás hélio na rua com seu filho pensa: que legal, é tão maneiro andar com o balão voando.Mas o verdadeiro problema está em casa. Quando o Bryan soltou o balão e ele obviamente foi parar no teto do quarto, foi aquele Deus no acuda.E toda hora eu ou o pai, tinha que pegar a cordinha e trazer o balão perto dele.Pior quando ele cismava que o balão era pipa e ficava correndo pela casa com a linha, ou ainda quando ele queria "sentar" na moto, e o medo daquele troço estourar? E como fazer ele enjoar da distração e dormir? O Bruno teve que esconder o balão e mesmo assim o Bryan ficou 2 dias olhando pro teto e choramingando.
Tem distrações que podem se tornar uma bela dor de cabeça, e por esse motivo balão de gás hélio foi proibido de entrar em casa.

Balão de gás hélio, também conhecido como: O desespero de uma mãe.

Criança quietinha e feliz olhando seu balão no teto.

Criança desesperada querendo alcançar a cordinha do balão.

26 de agosto de 2011

Quiz- o cotidiano

O que você faria ao ver esta cena:

A- Senta e chora o leite, ops, as roupas derramadas, já que brigar não irá adiantar.
B- Coloca as mãos na cabeça e grita como uma louca: ahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
C- Dá risada da situação e pensa que daqui a 15 anos ele que irá dar muitas risadas com sua narrativa da história.
D- Fica feliz ao ver que as lingeries beges horrorosas, remanescentes do pós parto, estão quase exterminadas da sua vida (exceto a cinta e o sutiã de amamentação que estão guardadinhos para a próxima gravidez).
E- Agradece ao seu filho, pois a gaveta estava mesmo precisando de uma limpa.


Eu fui de letra B.

Bjos e bom fim de semana.
25 de agosto de 2011

Pelos poderes de greyscow

He-man vascaíno.Saca a cruz de malta no peito!!



Visualiza a cena: Você está lavando louça e seu filho está em prantos agarrando sua perna direita, aparentemente nada aconteceu, você checa a fralda em busca de um cocô inexistente,e ela está sequinha pois acabou de ser trocada, checa braço,perna,orelha, bumbum e o que mais for preciso em busca de qualquer machucadinho, ao constatar que nada aconteceu, logo pensa que é fome e fica igual uma louca perguntando: quer leitinho filho? abanando a mamadeira na frente dele pensando que se ele lamber os beiços, tal qual os cachorros fazem em frente a uma frangueira, é sinal de que está com fome, a menor reação esboçada por ele você entende aquilo como um sim e vai correndo preparar sua vitamina preferida, dá a mamadeira na mão dele e nada dele mamar.Ele continua inquieto e você resolve dar um banho bem quentinho para ver se ele se acalma, e após sair do banho continua inquieto e impaciente, já sem saber o que fazer e quase invocando os poderes de greyscow, seu filho pega sua mão, pega seu carrinho preferido, e senta no chão, e se pudesse falava: mamãe vem brincar comigo.E nem os poderes de greyscow dão conta de tanto amor, grude e fofura!!
Porque ser requisitada para brincar de carrinho com o filho,não tem preço, para todas as outras coisas existe uma lava-louça (item que estou precisando urgente).

bjos
22 de agosto de 2011

Profissão: mãe


Engraçado quando eu tenho que responder qual a minha profissão.Fico totalmente sem graça de responder: dona-de-casa, não que seja vergonhoso, pelo contrário, mas acho que isso não define totalmente as minhas atividades nos últimos 16 meses.Eu gostaria de responder assim:

Minha profissão? ser mãe! Pois é, tenho um patrão super exigente,ele tem horário pra acordar, mamar, almoçar, jantar,tomar banho e ai de mim se não cumprir meus horários.Além disso eu tenho que ficar sempre a disposição para levá-lo para passear, pois ele fica entediado se ficar muito tempo em casa sem fazer nada.Todo dia eu invento uma nova maneira de brincar e distraí-lo, e ainda tenho que criar musiquinhas para fazê-lo rir.Sou pós graduada na arte de trocar fraldas no escuro, com experiência comprovada na carteira por 16 meses.Não possuo horário de almoço, eu faço lanchinhos e boquinhas, e almoço mesmo só se o patrão estiver dormindo, aliás, eu ainda preciso fazer o patrão dormir a tarde e a noite, essa tarefa não requer muito esforço, pois o meu patrão já adormece sozinho, mas no começo da minha profissão de mãe, eu precisava embalar, ninar, andar correndo pra lá e pra cá, pois ele gostava de dormir no balanço do colo. O serviço de casa está incluso na minha profissão, e faço sem cobrar honorários, pois para o bem estar do meu patrão a casa tem que estar limpa, para isso varro e passo pano no chão todos os dias, duas vezes, para que ele não suje os pés ou encontre algum objeto que possa machucar seus lindos pézinhos.Lavo banheiro, a louça, tiro lixo, tiro o pó dos móveis, lavo roupa e o que mais for necessário para manter a casa em ordem, o que nem sempre é possível, visto que meu patrão exige minha presença muitas vezes no dia, e por vezes eu preciso postergar os serviços para outro dia ou para quando meu patrão dorme definitivamente, que acontece por volta das 23:00h. Não tenho horário de lanche ou janta, faço quando necessário, ou quando o patrão permite.
Sou pós graduada também na arte de recolher brinquedos que se encontram espalhados pela casa, faço esse serviço várias vezes por dia, quantas vezes forem necessárias, pois meu patrão ama retirar tudo do lugar.Sou doutora na arte de consolar e dar colo quando meu patrão mais precisa, seja porque ele se machucou ou está com alguma dor. Também preciso assistir aos programas preferidos junto com meu patrão, ele se diverte quando danço e canto suas músicas preferidas do Hi-5. Não tenho folgas, trabalho de segunda a segunda com muito prazer. Férias? nem sei o que é isso,não tenho direito a férias, e quer saber? nem preciso, os dias que passo com meu patrão parece uma verdadeira colônia de férias, com direito a risadas embaixo do edredom, soprar espuma no banho, cócegas, pique-esconde e novidades todo dia.
Meu trabalho nunca caiu na rotina, pois cada dia eu assumo uma função diferente, um dia sou cantora, outro catadora de brinquedos, dançarina, enfermeira e tantas outras que o meu patrão requerer.
Não possuo salário fixo,nem direito ao 13°, e muito menos férias remuneradas, meu pagamento é feito em sorrisos, abraços calorosos, mãos macias me acariciando, e ainda sou chamada carinhosamente de mamãe, mamy e mãe pelo meu patrão, o qual eu amo muito! Me diz, tem profissão melhor que ser mãe??
18 de agosto de 2011

Cocô adorado


Desde que o Bryan aprendeu a colocar a mão na barriga (ou fralda) e falar cocô*, minha vida não tem mais sossego.É uma série de alarmes falsos: eu correndo pra checar a fralda, não encontrando nada, ele rindo e logo depois repetindo tudo.
Só que em uma dessas "checadas" de fralda, depois de vários alarmes falsos, nem pestanejo em meter logo o dedão dentro da fralda e para minha surpresa meu dedo encontra aquele bolo, digamos, fedido e grudento que facilmente se entranha pela minha unha (que seguindo a lei de Murphy sempre está grande nesse momento) e deixa meu dedo com um odor nada agradável (não adianta lavar com sabão, bucha ou água sanitária, o cheirinho ficará por lá por cerca de 24h, vai por mim).E o grito instantâneo de: sujei minha mão com merda....ahaaaaaaaaaaaaaaaaa, é impossível de segurar e o Bryan? morre de rir com tudo isso.

Então lição n°1: DANGER: nunca, never, jamais, em hipótese alguma, coloque o dedo para checar a fralda do seu filho, pois você não sabe o que poderá encontrar pela frente.

Mas voltando ao título do post, o cocô não sai da boca do Bryan, ops, a palavra cocô.Depois de mamãe é a palavra mais falada, e por vezes ele até confunde (ah é tão parecido, vai) mamãe com cocô.Eu já virei cocô várias vezes (não, nem me sinto ofendida, é cute né), a vó virou cocô (nem culpo, porque vovó e vovô é tão parecido com cocô que até rima), o passarinho (que ele chama de cocó) já virou cocô também. E é um tal de cocô pra lá, cocô pra cá, na rua, na igreja, aonde estiver.Pior quando as pessoas, que não sabem que cocô é a palavra preferida do Bryan, e o ouvem falar repetidas vezes, logo deduzem: Ih, seu filho tá cagado. E como explicar o inexplicável? tenho que dar aquela respostinha em meio a um sorrisinho colgate: Não, ele não fez cocô, até porque se fizesse na mesma frequência que fala ele seria um pato, não um bebê.É que a palavra preferida dele é cocô. E ali jaz uma mãe, morta de vergonha!!

* Das 29077321837871387184801 vezes que ele coloca a mão na fralda e fala cocô, apenas 2 são verdadeiras, e justamente nessas 2 eu checo a fralda com o dedo.Porqueeeeeeeeeee??

P.S¹: Juro que ainda vou patentear uma fralda, que virá com um dispositivo idêntico aqueles pinos que avisam quando o peru está pronto, só que nesse caso o pino avisará que tem cocô na fralda, e os dias com o dedo sujo de caquinha estarão contados.

P.S²:Aguardo com muita ansiedade o dia em que Bryan trocará a fala cocô pela: Mãe vem me limpar!

Besos

10 de agosto de 2011

Rapidinhas

Bora dar uma rapidinha? (sem maldade viu people)
A vida de mãe me consome, não estou reclamando viu, só queria estar mais tempo presente no blog, fazer postagens todos os dias, pois ideias não me faltam, o que pega é a falta de tempo de sentar a buzanfa no PC, por causa do nascimento dos molares (tem 2 que já rasgaram a gengiva e eu acho que tem outro querendo sair) Bryan está super bebê panda comigo,  só quer ficar grudado (o que é uma maravilha), mas fora as atividades que toda dona de casa precisa realizar (e as vezes não consegue, sacome?), está impossivel conciliar tudo. Então vamos as rapidinhas da semana (para o blog não criar teias, ou vocês pensarem que eu engravidei e sumi):

1- Primeiro agradeço a torcida de todas, mas não foi dessa vez.Fiz um teste hoje (31°DC) e deu negativo.O sentimento é que meu corpo me traiu, sério, senti todos os sintomas (desejos, cólicas, fisgadas e tudo o mais), mas eu não desisto. A monstra ainda não apareceu, e hoje foi só o primeiro dia de atraso, queria ter calma, paciência, mas essas palavrinhas foram banidas do meu dicionário.Agora é paciência (hello, ela foi banida) pra esperar a danadinha descer, ou tomar o remédinho pra descer, again.

2- Marido foi transferido para além dos confins (Silva Jardim) que fica longe pacas de onde moramos. Com isso voltamos ao esquema de nos ver somente uma vez na semana, que será no domingo, dia dos pais, e também nosso aniversário de 9 anos de união.Nem preciso comentar, mas vou, que estou chateada. Imagina: se eu não engravidei com ele em casa todos os dias do PF, pensem se vou, tendo só um dia na semana para treinar? tá, eu sei que pra Deus nada é impossível, e o Bryan é prova disso, pois foi somente 1 noite e pimba (too much information, I know), estava ele lá, nossa surpresa inesperada (trabalhada no pleonasmo).
É isso, enquanto ele trabalha lá, eu choro um cadinho daqui de saudades, porque é ruim demais ficar longe dele, um dia que seja. Sempre fomos muito unidos, ele é praticamente minha segunda pele, e dói não ter ninguém pra conversar a noite, ou reclamar sobre o clima, ou até mesmo ouvir minhas criticas sobre o bumbum das meninas da fazenda (sim,eu assisto aquilo). Só desejo que o domingo chegue logo!!

3- Parei de ser sedentária (aleluia) e resolvi caminhar todos os dias com Bryan (já ele não tem escolha e é obrigado a me acompanhar), são caminhadas curtas, vamos até a esquina, ou o mercado, loteria, só para o Bryan sair de casa um pouco, respirar ar puro (quanto a isso eu não garanto), ver uns au aus, pegar um solzinho. Ele tem amado, é só falar para colocar a roupinha que ele logo pega a sandália, e fica sentado no sofá esperando eu colocar, quando eu coloco ele fica na porta me chamado, e ai de mim se resolver voltar atrás e não sair! E ontem na nossa saidinha ele ganhou seu primeiro ralado no joelho, tudo porque ele anda muito distraído na rua e não olha pro chão, quando vi já tinha ido, a sorte que não machucou muito, ele nem chorou, mas tá lá o raladinho para registro futuro.

4- Aposentei o aspirador nasal. Agora Bryan tira suas próprias melequinhas e ainda coloca na minha roupa (cute não?).

5- Estou no clima dos preparativos da festinha do Pequeno Principe (agora sai minha gentem), ainda não comecei, mas já comprei várias coisinhas, e em breve venho com mais dicas sobre festas.

bjos e volto em breve.


27 de julho de 2011

Ele cresceu...


E chegou o momento que eu mais temia: perceber que meu filho está crescendo e não tenho mais um bebezinho em casa. É claro que o crescimento foi gradual, mas chega uma etapa que você para, olha pro seu filho e pensa: como foi que você cresceu tão rápido e eu não vi?
E Bryan já chegou na fase onde todo mundo que olha fala: Mas já está um rapazinho. Eu sabia que essa fase ia chegar, é lógico que todos os bebês lindos, fofos, carecas e banguelinhas um dia serão adultos, mas é difícil imaginar o SEU filho adulto.

No quarto mês de vida seu brinquedo preferido era um mordedor e brincar de "achar" a mamãe, hoje as brincadeiras dele são outras, ele não curte mais rir pra minha cara de palhaça e nem quando faço vozinha esganiçada de criança, ele curte brincar sozinho, quer comer sozinho, mamar sozinho (mentira, eu não consigo dar a mamadeira pra ele e sair de perto) e se acha o independente quando eu deixo ele solto no quintal e ele logo corre para longe de mim.

Fico horas olhando ele dormir, me lembrando do dia que ele entrou em casa pela primeira vez.
O mundo era então um desconhecido para ele. Dependia do meu colo, da minha companhia para dormir, do meu peito para se alimentar... quando ele fez 8 meses foi o dia que eu sabia que estava "perdendo" um bebezinho e ganhando um bebezão: ele já não queria mais ser ninado para dormir. Ele pegou a fraldinha, deitou na cama e dormiu sozinho. Aquele dia senti um aperto no coração. Sempre sinto esse aperto quando percebo que ele está deixando de ser um bebezinho e se tornando uma criança.

Antes eu tinha que advinhar se a fraldinha estava recheada com o n°2, hoje ele já coloca a mão na barriga e fala:- mamã cocô; apontando pra fraldinha e ao mesmo tempo que morro de orgulho em ver meu filho crescendo, sinto uma imensa saudade do tempo de RN.
E aquele bebê que só dependia de leite pra viver, hoje come a mesma comida que eu como e já segura sozinho sua frutinha.

É impossível não desejar em um certo ponto que o nosso filho cresça logo, comece a andar, falar, chamar de mamãe,durma a noite inteira, desfralde logo, comece a ser mais independente (...)E o que eu mais quero agora é que o tempo passe devagarinho, para eu aproveitar todos os minutinhos de sua infância.
Eu não sabia que sentiria falta daqueles chorinhos na madrugada, das noites sem sono ou do tempo que eu não tinha tempo nem de ir ao banheiro.


Eu olho pro Bryan e vejo que ele perdeu aquele jeitinho e carinha de bebê, ele está crescido e eu já consigo visualizar como será o Bryan criança, adolescente (morrendo de vergonha quando eu cismar de beijá-lo na bochecha na frente dos amigos,e ajeitar seu cabelo com a mão lambida) e adulto (levando a véia coroca aqui pra passear no xópis...rs). E por mais que eu queira parar ou pausar o tempo para curtir mais, sei que isso não pertence a mim, sei que meu filho não pertence a mim, um dia ele vai morar em outra casa e eu vou morrer de saudade de tudo (e vou matar as saudades lendo o blog, vendo os vídeos e as fotos), um dia vou rever as lembranças e pensar que boba eu fui pedindo para o tempo voar só para ter algumas horinhas de sono e descanso...

Já consigo me imaginar brincando com ele de super herói, contando histórinhas para ele dormir, levando para o primeiro dia na escolinha, soltando pipa juntos, assistindo ao seu primeiro jogo de futebol na escola, mandando abaixar o som, jogando guitar hero juntos, comemorando e colando seu boletim cheio de notais azuis na geladeira, repetindo milhares de vezes para levar o casaco, dando conselhos sobre a nova namoradinha, elogiando o quarto arrumado, reclamando quando o quarto estiver bagunçado, marcando em cima no horário dele chegar em casa, rindo de suas piadinhas, sentindo orgulho quando ele for pro serviço militar, chorando de me acabar (de felicidade) no dia em que entrarei com ele na igreja no dia do seu casamento (...)

Acho que já sei porque quero tanto ter mais filhos: porque é muito bom fazer parte do desenvolvimento e crescimento de alguém. É bom olhar para meu filho e ver que está fazendo um bom trabalho.É bom me sentir parte de algo, sentir que estou dando o meu melhor na criação de alguém.
Eu quero muito reviver tudo novamente. Teste, ultras, enxoval, descoberta do sexo, mexidinhas, parto, cheirinho de bebê, roupinhas minúsculas no varal, amamentar novamente, primeira papinha (...)

Ainda dói lembrar quando você era meu bebezinho, quando eu te acalmava e tentava amenizar sua dor no meu colo, quando meu colo era o lugar que você mais queria estar. Dói pensar que um dia vou passar o dia inteirinho sem a sua companhia, mas compensa saber que você será para sempre um pedacinho de mim pelo mundo!!
Não era pra ser um post-meloso-declaração, mas, agora já foi...só quero dizer que me orgulho de ser sua mãe e que você será para sempre o bebezinho da mamãe (mas pode deixar que eu não vou te chamar assim na frente dos amigos.rs).

Bjos
26 de julho de 2011

A maníaca da fila


No início da adolescência eu sempre fui quietinha, comportadinha, paradinha. A legítima: mosca-morta da sala.
Se alguém mandava indireta eu fingia que não era comigo, e se alguém mandava uma direta eu fingia que não era comigo também. Eu era um ser incapaz de arrumar encrenca e confusão, pelo contrário eu corria das briguinhas de garotas, sempre me relacionei melhor com os meninos (no auge da minha fase machão aos 15 anos) e por isso eu nunca gostei de fazer parte do grupinho das "garotas" porque nele estariam embutidos fofocas,inveja e puxões de cabelo.

Foi quando aos 15 anos tive minha segunda briguinha escolar (a primeira foi coisa pouca aos 11 anos) a dita cuja (hoje em dia ela é mãe de uma linda menina e somos "amigas" de orkut) vivia me zoando por eu ser alta e magrela (por esse motivo todas as minhas calças ficavam pescando siri), e cismava de me colocar apelidos. E em um dos meus dias de fúria eu parti pra cima dela e mandei uma bofetada, e começamos a brigar, ela puxava meu cabelo, eu o dela, arranhões pra lá, tapas pra cá, ao coro de : briga briga briga do colégio inteiro.Foi o show dos horrores e eu fiquei com a fama de brigona na escola e ainda tenho que carregar o título de: pessoa de difícil convívio no meu histórico escolar.

9 anos me separam do fim do segundo grau e os dias de hoje,mas a minha atitude e meu jeito,digamos um pouco exaltado não mudaram até hoje.Eu sempre fui nervosa,daquelas pessoas que balança o pézinho incessantemente.Sempre fui muito ansiosa também, o que caracterizo como um defeito, pois não consigo esperar por nada (não sei como aguentei ficar grávida por 40 semanas).E depois que a maternidade literalmente "comeu meu cérebro", eu passei a ser a chata-impaciente-barraqueira-maníaca-da-fila.

Eu nunca tive paciência pra fila.NEVER. Até para receber o pagamento eu era a última, todo mundo ficava contente e feliz na fila e eu ia trabalhar normalmente e só quando todo mundo tinha recebido eu ia atrás da menina do financeiro pegar meu envelope. Não entendo como o povo brasileiro gosta de uma fila, eu detesto, pago para não ter que ficar em uma.Odeio o clima do banco, fico estressada, nervosa, dá vontade de gritar.
E depois da gravidez ,onde entrei para o seleto grupo das "pessoas preferenciais" passei a odiar ainda mais a fila.
Primeiro porque o povo nunca respeita a fila preferencial.Sempre tem uma senhora querendo aparentar 60 anos (quando tem fila preferencial todo mundo quer ser velho), alguém fingindo ter um problema na perna, ou mocinhas que fingem estarem grávidas.E segundo porque tem filas preferenciais que são uma verdadeira enganação, pois sempre fica somente 1 caixa atendendo, enquanto a outra fila anda rapidinho por ter mais que 5 caixas (especialmente em bancos)

E daí que meu dia de fúria aconteceu nas lojas americanas da minha cidade.Quem já foi sabe que as lojas americanas são um cocô quando assunto é fila. Aqui são quase 20 caixas, só que operadores de caixa mesmo só uns 3 e olhe lá.E s e formam as filas quilométricas de pessoas querendo comprar honestamente suas barrinhas de chocolate,suas pringles na promoção, seus livros,fraldas e etc.
E nesse dia eu cismei de levar Bryan para dar um passeio conosco (tadinho,o bichinho raramente sai).Andança vai, andança vem, eu e meu marido logo procuramos a fila preferencial (porque né mole não carregar 10Kg pra cima e pra baixo). Eis que finalmente encontro, lá no cantinho,escondidinha, a fila preferencial e cheia de "gente não-preferencial" nela. Já começei a bufar e falar pro meu marido: amor,pergunta a mocinha do caixa se aqui realmente é a fila preferencial. E lá foi marido na maior educação confirmar. Ele volta com aquela carinha calma falando: sim amor,estamos na fila certa.

Eu vendo aquele bando de "senhorinhas" muquiranas, e 2 mocinhas que de grávidas não tinham nada, me revoltei. Se eu fosse o Hulk teria ficado verdinha de ódio na hora.E começei a jogar piadinha pra caixa:- Ô queridinha, "cê" tem certeza que aqui é só preferencial? porque tem um "montidigenti" que não é preferencial e está na minha frente.Marido com toda aquela pacência de Jó,só ria da minha cara. Mas entendam a "situachion": eu estava sem almoçar,pressão baixa,sentindo calafrios,braços dormentes e com um bebêzão que não queria ficar no colo por nada (e quando eu colocava no chão ele derrubava tudo).
As caras de pau fingiam que nem era com elas, começaram a falar umas com as outras que quando chegaram ali não tinha placa de preferencial, que nhé nhé nhé, só tinham 2 itens pra pagar, que a outra fila era quilométrica e blá blá, e meu sangue subindo e fervendo.Porque se uma fila estava gigante e a outra menor,era óbvio e evidente que aquela se tratava de uma fila preferencial, caso contrário porque as outras pessoas iriam preferir ir pra fila mais longa? é só pensar!!

Mas a americanas é uma loja ingrata,desprovida de gerente ou pessoa de comando (eu odeio a americanas com todas as minhas forças,mas infelizmente lá é o único lugar que vende barras de chocolate e batata pringles na promoção) e sendo assim eu rodei a loja inteira,me queixando do "causo" da fila para todos funcionários e o que eu ouvia era: -Não posso fazer nada senhora.
Ora bolas, pra que serve então a fila preferencial se não respeitam?? Só sei que deu aloka em mim e eu fui pra porta  falar com a segurança ,e ver se ela poderia resolver o problema.Daí veio um outro rapaz, e botou ordem na fila,falando que a caixa não ia fazer o pagamento de quem não era preferencial. As senhorinhas que não tinham como dar o migué dá barriga sairam bufando e me chamando de: a maníaca da fila.Mas as 2 mocinhas que estavam na minha frente continuaram alegando estarem no comecinho da gravidez (tá,sendo que uma estava comprando absorvente),mas é muita cara de pau da pessoa, quase que eu pedi pra ver o teste beta,porque se for assim eu nunca mais vou sair da fila preferencial,vou sempre dar o migué com a minha barriguinha tímida,dizendo:- Acabei de descobrir que estou grávida.

Mas tive que engolir o nervosismo e esperar elas passarem.
Eu não entendo porque o povo nunca respeita a fila preferencial, parece que o placa está lá de enfeite.
O episódio serviu para refletir o quanto estou nervosa e a minha facilidade de armar um barraco (sim,sou a miss barraco).
Eu senti medo de mim! Parecia uma louca enfurecida.
A sorte é que meu marido é o Jó em pessoa, muito relax, tranquilex, na dele, e tem sido meu freio nesses tipos de situação.
18 de julho de 2011

Feeling good

E hoje eu me sinto bem, mas bem no sentido literal da palavra. Confesso que a pressa em engravidar me deixou ansiosa, deixei de curtir várias coisas, deixei de pensar e executar tantas outras, a verdade é que por mais que tenhamos muito em nossa vida sempre queremos mais, e eu sou assim, uma pessoa que sempre quer mais, e sempre tem vezes que isso atrapalha e muito.

Como o remédinho milagroso funcionou e meu corpo voltou, finalmente a funcionar normalzinho, eu passei a me sentir bem comigo mesma.Tá que ainda falta mudar o visu (preciso voltar a ser loira), comprar umas roupinhas pra mim, sair mais, ir ao cinema (tipo,o E.T aqui ainda não viu HP 7), mas estou me sentindo bem com a família que eu tenho, com as coisas que conseguimos conquistar, com meu filho lindo que a cada dia me traz mais felicidade.
E se tem uma coisa que mudamos quando nos tornamos mãe é a satisfação com o simples...você pode ter a conta bancária zerada, a casa toda bagunçada, mas se tem o sorriso do seu filho, está tudo perfeito.

E são essas coisinhas que eu não estava vendo claramente, a pressa, as preocupações, os "se", as dúvidas acabaram ofuscando a real felicidade, mas hoje eu decidi seguir com calma, deixar rolar, curtir meu filho, concluir a novela da minha mono, fazer as coisas que gosto, passear, sair e conhecer mais a cidade maravilhosa onde moro, aproveitar os sorrisos, as novidades, me deixar levar pela maré, agradecer a Deus por tudo o que tenho, e esperar o positivo com calma, pois sei que minha hora vai chegar e não adianta querer correr, tudo tem seu tempo determinado!

E essa tem sido minha trilha sonora...


Feeling good (muse)

Pássaros voando alto, vocês sabem como eu me sinto
Sol no céu, você sabe como eu me sinto
Bambus balançando sozinhos, vocês sabem como eu me sinto
É um novo amanhecer é um novo dia e é uma nova vida para mim
E eu estou me sentindo bem


Peixe no mar, você sabe como eu me sinto
Rio correndo solto, você sabe como eu me sinto
Flores nas árvores, vocês sabem como eu me sinto
É um novo amanhecer é um novo dia e é uma nova vida para mim
E eu estou me sentindo bem


Libélulas todas soltas no sol
Vocês sabem o que quero dizer, você não sabem?
Borboletas todas se divertindo
Vocês sabem o que quero dizer
Dormir em paz
Quando o dia está terminado
E esse velho mundo é um novo mundo e um mundo ousado para mim


As estrelas quando brilham, vocês sabem como eu me sinto
O aroma do pinheiro, você sabe como eu me sinto
Yeah liberdade é minha vida
E você sabe como eu me sinto
É um novo amanhecer é um novo dia e é uma nova vida para mim
E eu estou me sentindo bem
11 de julho de 2011

Maternidade, um universo paralelo.

Desde que me tornei mãe,percebi que meu mundo geralmente gira em torno de fraldas, papinhas, fraldas, mamadeira, fraldas, birra, fraldas, chupeta, fraldas e mais fraldas.É como se o título de mãe viesse com todo um histórico junto, como se fosse uma nova vida, como a coroação de uma rainha ou um rei, só que nesse caso a rainha (mãe) é quem irá servir aos súditos (filhos).
Existe todo um universo paralelo a vida real, e esse universo é a "maternidade". Mas esse universo paralelo só conhece quem vive, quem recebe o título de mãe.
Para muitos "seres normais" o universo da maternidade não passa de uma fantasia. Mas para nós "seres dotados do título especial" esse universo é real e cheio de suas particularidades.

Esse universo, só é compreendido única e exclusivamente por quem já foi ou quem é mãe.É como se as outras coisas do mundo se desligassem automaticamente, e tudo o que pensamos, sentimos e queremos dependesse única e exclusivamente de um ser: nosso filho.
Para você ter uma ideia do quanto a pessoa se desliga do mundo, eu só fui saber que ipad existia semana passada (plantinha desinformada), também não sei quem é o presidente da Lituânia, não sei cantar a nova música do Luan Santana, não sei qual o modelo mais novo de celular da motorola, só fui saber que Bin Laden estava morto por causa do twitter, não sei qual a roupa da moda, não sei quem ganhou o último big brother, não sei quem matou quem na novela. Mas eu sei o nome de todos os integrantes do Hi-5, sei qual legume é mais nutritivo, sei quantas calorias tem a maioria dos alimentos, sei o nome e a dosagem da maioria dos remédios que meu filho usa ou provavelmente irá usar (e isso não aprendi só na faculdade), sei o nome da maioria das doenças, sei todas as vacinas da caderneta de cabo a rabo, sei todas as musiquinhas de abertura dos desenhos, sei a data de cada dentinho que saiu, sei a data da primeira vez que ele andou, sei o peso e altura de cada mês de vida dele, sei qual a melhor comidinha que ele gosta, e sei também todas as comidas que ele detesta, sei trocar fralda no escuro, sei vesti-lo sem acordá-lo.

Nos últimos 14 meses meu universo tem sido a maternidade, eu leio folheio o jornal só por ler, e mesmo assim pulo todas as páginas e vou logo para as fofocas (confessei),não sei muito de economia, mas em compensação sei tudo do mundinho da maternidade, quando uma atriz fica grávida acho que eu fico sabendo até antes dela mesma.Sei o nome que elas escolhem, sei se foi cesárea ou parto normal, sei com quantos kilos e centimetros o novo bebê nasceu, e acho que vejo a foto antes mesmo dos familiares.É como se tudo o que você quisesse saber gerasse em torno da maternidade, como se só esse assunto tivesse um real interesse, uma espécie de: poxa, não sou a única no mundo que só pensa no filho!
Pelo twitter e blogs fico sabendo de TUDO, sei o que o filho da amiga blogueira come, se está dormindo bem, se está dodói, como vai a rotina.Mãe que é mãe se une, se abraça, na tristeza ou na alegria.Mães se entendem, se entrosam, ajudam uma a outra, e estão sempre dispostas a responder qualquer tipo de pergunta, qualquer dúvida, por mais cabeluda que seja (tipo analisar o cocô do filho alheio).Ao mesmo tempo que nos desligamos de tantas coisas, nos conectamos ainda mais a maternidade conhecendo outras mães.

O título de mãe vem com um pequeno efeito colateral: a amnésia. Esse título faz com que esqueçamos de como a vida era antes do bebê; como era ter um sono longo e interrupto por mais de 5h, como era comer em silêncio em um restaurante, como era ver uma série ou filme sem ter que dar pause, como era a vida sem o "caça a chupeta" ou "caça ao brinquedo preferido", como era ver a casa limpa por longas 24h, como era ter tudo no lugar, como era comer comida quente, como era comer sempre no mesmo horário, como era viver sem cheiro de cocô espalhado pelo ar, como era a vida sem discovery kids, como era ter a roupa de cama limpa por mais de 1 dia, como era sair sem se preocupar a que horas voltar, como era tomar um banho sem ter que sair toda ensaboada para socorrer o filho, como era a casa sem os gritos do filho, como era uma ida calma e tranquila ao shopping sem ter que fazer uma "maratona são silvestre" atrás do filho, como era a casa sem os brinquedos espalhados, como era comer algo sem o filho pedir.

O título de mãe também traz muita coisa boa e recompensas maravilhosas, traz sorrisos, gemidinhos, mãozinhas pequenas que agarram dedos, balbucios, trocas de olhares que emocionam, chorinho com lindos biquinhos, abraços, ouvir a palavra mamãe com frequência, e sempre se emocionar como se fosse a primeira vez, carinhos, sorrisos ao dormir, sorrisos ao acordar, ver seu coração batendo do lado de fora...
De uma coisa eu sei bem: eu amo fazer parte desse universo paralelo!!

bjo

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