18 de maio de 2013

Cobranças



Toda mulher que vira mãe passa a cobrar-se de alguma maneira. É o corpo que não volta para o lugar, amamentação que não deu certo, dar ou não papinha da nestlé, deixar ou não de trabalhar e muitos outros questionamentos e cobranças.
Como utilizar a clássica desculpa: O útero não voltou para o lugar, após ter o tanquinho da Claudia Leite esfregado na face de nossos maridos? E como aceitar que a amamentação não deu certo, quando nos deparamos com comerciais de incentivo a amamentação feito por atrizes, que no mínimo devem fazer só isso, quando todo o resto da criação do bebê  fica nas mãos de babás e um exército de enfermeiras?
Eu me cobrei muito durante a gravidez do Bryan. Emplastava a barriga de creme, porque não queria nenhuma estria, comia pouco para não engordar, e no fim de nada adiantou. Fiquei com algumas estrias and engordei 20 horrorosos kilos.
Depois veio a amamentação fracassada, dar chupeta, deixar dormir na cama conosco, fazê-lo dormir no colo, deixar assistir televisão para me deixar fazer as coisas, ad infinitum. A lista de possíveis erros e cobranças é quilométrica.

Com a minha segunda gravidez, decidi não estabelecer nenhum "padrão de qualidade". Não tive altas expectativas, além do parto, já que era meu sonho parir naturalmente. Só que não deu, e eu segui em frente. Decidi não ficar chorando pelos cantos se o parto, ou qualquer outra coisa não saiu como eu planejei. Não é o parto que define uma boa mãe. Se fosse assim não teriam tantos bebês abandonados e jogados na lata de lixo após a mãe parir naturalmente sozinha.
Escolhi amamentar exclusivo. Não porque quero ser, desculpa a palavra:  fodelona, ou vaca leiteira melhor do que as mães que oferecem mamadeira aos seus filhos para "descansar as peitchas" ou ter mais do que 3 horas de sono, e sim porque é mais barato e prático. Não tenho como bancar uma lata de Aptamil ou NAN. Também confesso que tenho a maior preguiça de fazer mamadeira, que dirá esterilizar todo santo dia, três ou mais vezes. O peitinho é prático, barato e posso amamentar deitada, sem precisar levantar no meio da madrugada para esquentar água e diluir leite. Aliado a isso, tem todo o prazer e benefício da amamentação exclusiva. Bebela nunca ficou doente ou resfriadinha, mesmo tendo contato com pessoas mega resfriadas. Das conquistas como mãe, amamentar tem sido a maior delas, e definitivamente a mais prazerosa.

Quem estabelece o padrão para a maternidade perfeita? Ninguém. Nossas maiores inimigas somos nós. Muitas mães passam boa parte da vida frustradas por não ter obtido êxito em alguma questão, quando poderiam estar aceitando que tudo o que fazem pelos filhos prova o quanto está preocupada em ser uma boa mãe. Não existe mãe perfeita.
Não tenho vergonha nenhuma ao admitir que chorei no pós parto do meu primeiro filho, tive medo de fracassar centenas de vezes e me senti culpada por muitos motivos, mas na minha segunda viagem ao mundo da maternidade decidi assumir os riscos das minhas escolhas. Escolhi aceitar que fiz as melhores escolhas, e não são as nossas escolhas que nos definem?
Para de se atormentar porque não teve um parto normal, ou porque não conseguiu amamentar exclusivamente, ou ainda porque pensou em vários momentos em desaparecer nem que fosse por 10 minutinhos para tentar organizar as ideias na mente. Da próxima vez que for pensar se está sendo uma boa mãe, olhe para o sorriso do seu filho (a), e veja que o motivo desse sorriso é o amor que você dedica a ele, independente se ele toma leite artificial ou se come papinha industrializada. Ser mãe seria bem mais fácil se não existissem certas cobranças.

2 comentários:

A mãe do Matheus" disse...

Amada se você soubesse como o seu post de hoje me fez sentir melhor rsss. eu penso como você... tenho medo de não poder amamentar pra falar a verdade haha acho muiiito caro esses leites, ai já me imagino chorando por conta dos benditos.. bem em fim. tbm na gravidez do Matheus me enchi de regras, e no fim? tudo é balela haha Matheus tomou até mucilom! o qual eu abominava, e ele tá ai inteligente, saudável e cheio de saúde... Espero que na próxima gestação de tudo certo, que seja como a do Matheus, que venha com saúde e que seja calmo rss é só o que eu peço hoje.. nada de expectativas pois nessa "fase" as expectativas são quase sempre sinônimo de decepção....

Tu é uma p** de uma mãe haha te admiro de maissssssss mesmo!!!!

beijos em vocÊs três!

Meriene Zamprogno disse...

Ta apoiada! Acho um saco essa cobrança principalmente por parte de outras mães, gente, não existe só uma maneira de criar um filho não!

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