7 de novembro de 2012

Um lenço por favor

A gravidez está mexendo seriamente com meu emocional. Sempre fui emotiva, do tipo de chorar até ao assistir comercial de margarina, e com os hormônios a toda, isso só piorou.
Hoje chorei por dois motivos: o "malportamento" do Bryan e a chegada de algumas roupinhas da minha Bels.
Acho que a ficha ainda não tinha caído, que em pouco tempo terei um RN cheirosinho e fofinho que irá depender de mim. O malportamento ficou até pra escanteio, quando me deparei com as pecinhas minúsculas que enchem o guarda roupa de colorido. Queria poder lavar tudo logo, mas vou esperar o restante das encomendar chegarem, o que deve ser lá pro final de novembro.
E como a vida é um eterno "cuspir pra cima", pasmem: estou me acabando no rosa e lilás. Pra quem me conhece, sabe que não suportava essas cores, já que eu amo preto e rock. Mas tem como resistir a essas fofurices?? Não podiam faltar pecinhas pretas, óbvio. Bryan ficou babando as roupinhas da irmã, e fez questão de me ajudar a guardar tudo.











Pelo direito de resposta.

Obrigada a quem entendeu o dilema do post passado, e me ajudou com opiniões construtivas. Não vou negar que sempre tive medo de expor minha vida pessoal aqui, ainda mais depois de ver que meu blog tem mais de 2.000 visualizações diárias. Não acho meus posts engraçadinhos, e não escrevo para agradar ninguém. Aqui sempre foi um diário da minha vida, um lugar onde posso desabafar coisas que não falo nem para meus pais. Como tenho preguiça de escrever na agenda, sempre escrevo aqui, porque sei que amanhã será um lugar para meus filhos recordarem de tudo.

Então, respondendo ao anônimo covarde que não quis se identificar: Você conhece a palavra imprevisto??? Não, provavelmente não deve conhecer. Pois bem, não preciso explicar minha vida para  ninguém, o fato é que meu marido ganha muito bem, sempre ganhou bem, e por isso eu decidi ter outro filho. Se eu estava tentando engravidar, é óbvio que tinha dinheiro e condição para tal, já que nunca pedi dinheiro para ninguém. O enxoval do meu filho arquei sozinha com tudo! Não espero e nunca esperei ganhar nada de ninguém, até prefiro assim.
Acontece que eu não preciso ter 5 mil reais na poupança, para decidir engravidar. Quer dizer que quem pretende engravidar precisa ter uma poupança? ah vá...jura? se fosse assim o mundo estava despovoado.
Em nenhum momento falei que não tenho dinheiro para comprar o básico. Tanto que o enxoval da minha filha esta sendo todo feito com roupas da carter's, trazida dos EUA. Meu marido pediu contas do antigo emprego para ir para um melhor, obviamente. Esperamos a rescisão, mas como citei no post anterior o patrão não pagou tudo. E um adendo: ele ganha bem, muito bem, melhor até de quem tem diploma de faculdade.
As restrições a que me referi, quis dizer que 60% do salário dele , está comprometido com as encomendas do enxoval. Eu planejo a minha vida perfeitamente, e como citei, não dependo de ninguém para me ensinar como tenho que me planejar para ter um filho.
E não, não sou menina mimada pobre. Posso ser pobre, não tenho vergonha de dizer, mas mimada jamais. Sempre tive pouco na minha vida, e nunca morri por causa disso. Não ligo de comprar coisas em brechó, tanto que as primeiras roupinhas dela foram de brechó, e o carrinho também será de segunda mão. Sou filha do meio e nunca tive mimos e frescuras.
E sim, se eu quero uma bolsa rosa e fazer o meu book gestante, é porque posso bancar com isso. Não estou aqui pedindo dinheiro e doações pra ninguém, por esse motivo não vejo o direito de ninguém falar da minha vida. Vou pensar seriamente em bloquear os comentários anônimos, porque se não tem coragem de se identificar, então procure outro blog para cuidar da vida, porque da minha cuido eu.

Sobre o plano de saúde, já vimos com a empresa e cobre o parto sim. O problema é achar um GO que seja adepto do parto normal, e que atenda nas maternidades conveniadas (até agora já achei o GO, dia 14 tenho consulta e vou saber se ele faz parto na Perinatal da Barra). Mas com a graça de Deus iremos resolver tudo...
Desculpa as meninas que sempre comentam aqui e mandam energia positiva, por este desabafo, mas odeio injustiças, e nunca dei o direito de ninguém falar da minha vida.
Bjos
6 de novembro de 2012

Pouco tempo.


Menos de 90 dias pra chegada da Isabela, e não tenho nada arrumado. Do Bryan com 28 semanas já estava tudo prontinho, e cá estou com quase 30 e pensando seriamente que seria uma maravilha ir até as 42 semanas de gestação (nesse caso ela só chegaria em fevereiro).
Nada de bercinho arrumado. Nada de roupinhas lavadas. Nada de mala de maternidade comprada. Nada de plano de parto montado. Nada de ânimo para fazer o chá de fraldas. Nada de ânimo para fazer o book.
E isso não é culpa somente do ânimo. Estamos com restrições orçamentárias sérias (quem nunca?). Acho que só vamos conseguir colocar tudo nos eixos em fevereiro, mas aí ela já nasceu né. O problema é que marido ficou parado 1 mês, não recebeu a rescisão do antigo emprego toda (o famoso: patrão deu uma pernada), e não quis colocar na justiça para não prejudicar o emprego novo. Começou a trabalhar apenas no final de outubro, e só vamos ver a cor do salário no meio do mês. Sei que nada disso é culpa dele, mas não posso deixar de sentir uma raivinha quando ele fala: vai dar tudo certo amor. Eu vivo dizendo que a Bels será a nova Eva, e vai andar peladinha em casa.
Acontece que as pessoas tem prazo para cumprir. Não posso encomendar o kit de berço no final de dezembro, que nunca que ele vai chegar em janeiro. Tenho raiva de homem calmo nessas situações...aff

Para piorar perdi a minha causa na justiça contra a americanas. Os espertinhos apresentaram uma prova de estorno (que eu não solicitei), e se livraram de pagar o valor estipulado pela juíza pelos danos morais. Conclusão: eu estava contando com esse money para pegar o carrinho, encomendar o kit e comprar pelo menos a mala de maternidade (marido já sugeriu que eu leve a azul do Bryan, que tá novinha e linda. mas não rola. quero rosa).Se tem uma lição que eu tirei disso tudo foi: não conte com o ovo....o resto vocês já sabem.
Eu não estou desesperada só pelo fator tempo, e sim pelo fator cansaço. A barriga milagrosamente ainda não pesa, e não sinto as terríveis dores que sentia no cóccix e lá na esquecida (como se ela tivesse se abrindo), que eu sentia na gravidez do Bryan bem antes de completar as 28 semanas. Mas, e quando começar a cansar?
Tive que abrir mão -temporariamente - de fazer a 4D, já que o número da carteirinha do plano não chegou, e só com ele eu conseguiria o desconto. E nem a pau que vou pagar mais de 250 pra fazer a ultra, podendo comprar tudo isso de roupinhas.
Ainda não visitei as maternidade (me chamem de jeca, mas não sei ir em uma porção de lugares sozinha), e estou na luta para achar um GO pelo plano, que me aceite com esse tempo de gestação, seja adepto do parto normal, e ainda faça parto nas maternidades conveniadas. Caso contrário: SUS aí vou eu.
Tá fróids ficar em casa só vendo o tempo passar - que por sinal está passando rápido demais pro meu gosto. Alguém ai me congela e só me acorda no final de janeiro??? E pede peloamordedeus, para que esses 2 meses que faltam, passem na maior lerdeza possível! Obrigada

3 de novembro de 2012

Meu filho agressivo


Sempre fui muito calma em relação ao comportamento do Bryan, que varia muito. Mas desde que o pai viajou, e eu fiquei com a responsabilidade de educá-lo inteiramente voltada para mim, comecei a me desesperar.
Bryan vez ou outra tem verdadeiros ataques de fúria. Do tipo que me chuta (e em uma dessas vezes até a Bels provou da fúria), fica me dando tapas, e quando vou falar ele faz aquela cara do tipo que está cagando e andando para o meu discurso.
Sou a favor da conversa, e avessa ao tapa. Esse é o meu método, porque acho que retribuir a agressão dele com um tapa, só iria gerar mais desconforto. Na cabecinha dele, ele pode pensar: se a mamãe está me batendo, porque eu tenho que parar de bater nela?
Não sei o que originou este "malportamento" dele. Eu tinha medo que essa fase fosse chegar. Quando via algum filho batendo na mãe na rua pensava: Que molenga, provavelmente essa daí deixa o filho fazer tudo.
E agora chegou a minha vez #shame on me.

Começa assim: estou na sala, ou lendo, ou com o note na mão, ou simplesmente sentada assitindo TV, e ele deita na ponta do sofá com os pés em cima do meu colo. Do nada ele levanta os pés e me dá chutões. Chutes fortes. E não adianta falar: Filhinho, não faz isso, mamãe não aprova esse tipo de comportamento. Eu preciso sair do sofá, ir para o quarto, ou pro banheiro remoer a culpa disso tudo. Me sinto fraca. Sinto que devo ter errado em algum momento na criação dele. Ele sempre foi muito amado, e fico perdida pensando o que pode ter originado tudo isso. Se é saudade do pai, eu não sei, até porque ele tinha esses episódios com o Bruno, muitas vezes até pior do que é comigo.
E quando ele deu um tapa na minha mãe? Nuss, gerou um desconforto de proporções catastófricas. Isso porque minha mãe é adepta da palmada, e ficou batendo no bumbum dele, e minha irmã no computador falando: Para com isso. E ele me olhando com a carinha de interrogação e dando tapinhas na minha mãe. Puxei ele pro lado, e tirei o foco da minha mãe. Falei pra ele que aquilo era um comportamento muito feio e eu não aprovava. Ele se distraiu e parou. Mas e os julgamentos que ficaram? Ah, criança que faz isso é porque a mãe deixa. Mas o que elas esperam que eu faça? surre meu filho?
E aqui chegamos no x da questão. O que fazer para que as pessoas aceitem meus métodos? Eu já tentei explicar diversas vezes pra minha mãe, mas sinto que sou julgada por não bater no meu filho. Ela vive dizendo: vocês não faziam isso, se fizesse eu daria um tapa só. Mas eu sou diferente.

Mas nem tudo são socos e pontapés. Ele intercala momentos de agressividade, com outros de carinho. Isso é o que me deixa mais confusa ainda. Tem horas que ele pede colo, me abraça (vem correndo de longe, abrindo os bracinhos e falando upa), beija a barriga. Só que os momentos de teimosia, de não me ouvir, são mais frequentes.
Torço para que essa fase passe logo, e que ele não seja agressivo assim quando a irmã nascer. Tenho medo que o ciúme só piore as coisas.
Como vocês lidam com a agressividade do filho?

29 de outubro de 2012

Coisas de menino



Desde o dia em que descobri que teria um menino, mergulhei fundo neste mundo que até então era um desconhecido para mim. Cresci com 2 irmãs e de referência masculina em casa só o meu pai. Sempre escutava que os meninos eram mais agitados, briguentos, carinhosos e bagunceiros ao extremo. Pude comprovar tudo isto com o Bryan. Ele tem muita, mas muita energia, e não sei como tenho pique para acompanhar tanta travessura (que Bebela seja calminha para compensar rs). Mas a experiência com algumas particularidades dos meninos, são extremamentes engraçadas e prazerosas. Irei citar algumas descobertas como mãe de menino, para ficar gravado para posteridade (e que Bryan não zombe da mãe coruja aqui):

- A primeira surpresa foi um jatinho de xixi lindo que recebi ainda na maternidade, juntamente com uma tia minha. Eu não sabia que a "mangueira" dele tinha tanto alcance. E olha que eu estava super longe e mesmo assim ele mirou bem no meu rosto. Desde aquele dia eu trocava a fralda de boca fechada, porque, nunca se sabe né rs

- Nos primeiros dias de vida me atrapalhei inteiramente para cuidar do piupiu. Não sabia se devia puxar o prepúcio, ou se devia lavar só por fora. Com o tempo aprendi e me tornei expert em lavar o dito cujo.

- Nos dias atuais, Bryan morre de rir quando eu vou lavar o piupiu. De uns tempos pra cá a criança deu pra sentir cócegas bem lá. Eu morro de rir junto com ele e corto um dobrado pra deixar tudo limpinho e sem sabão.

- Bryan já herdou uma mania feia característica dos homens: viver com a mão lá. É como se os homens quisessem checar que o bilau está inteirinho no lugar, porque nunca vi. Eu acho nojento (homem grande) quando vejo um homem conferindo os documentos - ou mudando de posição - seja lá o que eles fazem com ele, ainda mais depois que um professor meu, confessou para a sala de aula que na verdade a expressão: coçar o saco é pura mania. Ele disse que é automático e quando vê já foi (a menos que a pessoa não tenha uma higiene adequada, e realmente coce, o que não deixa de ser nojento).
Bryan ainda fica só no piupiu mesmo (assim espero). Outro dia o surpreendi com a mão dentro da fralda e perguntei:
- O que é isso? isso são modos?
- Passa mão no piru.
E ficou lá com a mão até tirar e vir colocar na minha boca para eu morder (ele adora quando mordo a mão dele). Na hora eu dei muita risada, mas expliquei que é feio ficar com a mão lá, o que não adiantou de nada, pois vez ou outra ele tasca a mãozinha lá.

- Meninos acordam com ereção. Eu pensava que essa fase só iria chegar lá pelos 13 anos, e que o pai seria o responsável por explicar todo funcionamento da coisa pra ele. Só que não. Desde novinho o piupiu do Bryan sobe e tem horas que fica tão duro que é impossível fechar a fralda. Hoje em dia ele dá aquele sorrisão quando eu falo: - Ô filho, já de piru duro. E quem disse que pra baixar é fácil? Eu fico esperando um tempão, e às vezes fecho a fralda com aquele volumão assim mesmo.

- A pelinha que reveste a glande (prepúcio) vem bem grudadinha quando o bebê nasce. Com o tempo, conforme a mãe vai estimulando e puxando para baixo, a pele tende a soltar (se não soltar é chamado de fimose, e muitos meninos precisam operar). Eu sempre cuidei direitinho dessa parte, até porque morria de medo de ter que vê-lo passar por uma cirurgia cedo. Mas a pele não tinha soltado inteiramente até os 2 anos, foi quando a pediatra recomendou passar uma pomadinha e sempre massagear. Já contei aqui que ele adora essas massagens. Um belo dia eu estava no banho afastando o prepúcio dele, quando vejo a glande todinha pra fora e na hora me deu uma emoção tão grande, chamei minha mãe (não ria filho) e comecei a chorar dizendo: - Mãe, olha que bonitinho, soltou tudo...onw que fofo. Meu bebê tá crescendo e se tornando um homem... E Bryan me olhando com aquela carinha apavorada, eu perguntando a minha mãe se era daquele jeito mesmo que ficava, e ela confusa, porque nunca tinha cuidado de um piupiu de bebê. Foi hilário a cena. Só mãe mesmo pra chorar com o bilau do filho.

- Agora que a criança já descobriu que a puxar a pelinha o piupiu sai pra fora, ele vive fazendo isso na hora do banho e ainda mira o jato de xixi no meu pé sempre que eu vou ligar o chuveiro. Ele já fazia isso com o pai, e agora tem uma nova cobaia nos testes de mira rs

-  Se você é mãe de menino, um dia terá esse diálogo durante o banho:
Bryan olha desconfiado pra mim e pra ele, e fica nessa de olhar até que solta a pérola:
- Cadê piru da mamãe?
- Mamãe não tem filho. Mamãe é mocinha (ahan rs) e mocinhas tem perereca (juro que ainda não tinha pensado como iria nomear a dita cuja pra ele, já que pepeca soava infantil e o nome científico nem pensar. na hora o que saiu foi isso). Só meninos tem piru.
Ele volta a olhar desconfiado, aponta e fala sorrindo:
- Mamãe tem peeéca.
Outro dia eu estava explicando que a irmãzinha ia sair e gesticulei pra região baixa e falei: por aqui. E ele disse:
- Bebê vai sair pela peeéca.

 E vocês mamães? algum "causo" engraçado?
E que venham novas experiências e descobertas sobre o mundo feminino, com a minha Bels. \o/

P.S: Eu sei que as minhas experiências se resumiram só a bilau, mas mães de menino, vamos combinar: é tão engraçadinho e lindo um piupiu em miniatura. Só mãe pra falar uma coisa dessas rs
26 de outubro de 2012

Sobrevivendo sem o papai

E hoje é o segundo dia sem o marido em casa. Parece que estamos meses longe um do outro, e se não fosse o Bryan me fazendo cia, seria muito mais difícil suportar os dias sem ele.
Nos falamos todos os dias pelo telefone, e Bryan também adora contar suas aventuras para o pai.
O primeiro dia foi de partir o coração, já que Bruno saiu assim que ele dormiu. Quando Bryan acordou ficou procurando o pai pela casa, e quando falei que ele foi trabalhar ele começou a chorar e falou: - Leva Baian pra tabaiá. Ele se recusou a almoçar e ficou super pra baixo, notei que nem brincar ele queria.
A primeira tarde foi tranquila. Ele não fez nenhuma birra ou pirraça, e dormiu tranquilamente a sonequinha da tarde. Ocasionalmente perguntava pelo pai, mas aceitava quando eu falava que ele foi trabalhar. A noite também foi tranquilo, exceto a hora que ele acordou de madrugada, chorando muito chamando o pai. Acabou que nós dois choramos, e eu expliquei que o papai tinha ido trabalhar, mas que o amava muito e estava com saudades de dormir com ele. Ele segurou minha mão, e só assim conseguiu pegar no sono novamente. Essa madrugada foi a mesma coisa, ele chamou pelo pai chorando, ainda com os olhos fechados. Acho que daqui pra frente ele vai acabar se acostumando com a ausência do pai. O fróids é que minha mãe viaja dia 6 de novembro, e já vejo que ele vai ficar cheio de saudades dela, já que na ausência do pai, ele tem chamado muito pela avó.
O bom é que estamos 2 dias sem jogos de celular \o/, já que eu sempre escondo o meu, e só deixo ele pegar na hora em que fala com o pai. Por enquanto ele está aceitando de boa. E também tem dormido sem TV ligada, já que o pai sempre cedia quando ele pedia.

Até agora tenho dado conta da dupla jornada: cuidar do Bryan e da casa. Isso porque Bryan já tem a rotina definida, então o tempo que sobra consigo atualizar os blogs (materno e literário), leio um pouco e arrumo a casa. Bryan me ajuda muito nesse quesito (olha o trabalho infantil aê gente): coloca a roupa na máquina, cata os brinquedos do chão para que eu varra a casa, e agora deu uma de gari, e quando eu tiro o lixo ele faz questão de pegar e colocar no cesto de fora gritando: - Tirei lixo mamãe, olha.
A hora mais complicada é o banho, pois como eu sou uma girafa ambulante, preciso abaixar bastante para esfregá-lo e lavar o piupiu. Preciso de um banquinho urgente!
Algumas pérolas que ele soltou esses dias:

Notando o sumiço do celular:
- Mamãe o papai levou gan gan?
- Sim filho.
- Levou cateia (carteira)?
- Também
- Não levou o Baian?
- Não pode levar, senão mamãe morre de saudades.

Na hora de dormir:
-Bryan, vai pro canto filho, mamãe tá quase caindo da cama.
- O canto não, canto é do papai.
- Tá bom filho, a gente dorme agarrado então.
E assim dormimos de conchinha todas as noites.

Procurando em quem colocar a culpa:
Bryan solta aquele pum antes de dormir
Eu: Nossa filho, peidou né?
Bryan: Não, foi o papai.
Eu: Mas o papai não tá aqui filho, foi você safadinho.
Bryan: Ih, foi o Baian.

Aprendendo um sentimento novo:
Ele me ouve falando ao telefone com o Bruno, que estava com saudade, vira pra mim e diz:
- Mamãe, saudade do papai.

Primeira arte na ausência do pai: Subiu no tanque e bateu o lábio inferior. Na hora nem chorou, só deu um gritinho e quando vi aquele sangue todo escorrendo,fiquei apavorada. Mas apesar do machucado feio que ainda não cicatrizou, ele tem mamado normalmente. Sente o biquinho da criança pra hora da foto (papai pediu para registrar tudo).

25 de outubro de 2012

Precisamos falar sobre a escola


Daí que marido encasquetou que Bryan precisa ir para a escolinha no ano que vem. Meu plano sempre foi colocá-lo apenas em 2014, assim ele teria 3 para 4 anos, que foi a idade que eu entrei na escolinha.
 Porém, como analisar não custa nada, aceitei fazer uma visita a escolinha que tem na rua de casa. Levamos o Bryan e ele ficou eufórico ao ver as crianças maiores correndo pelo pátio, na hora do recreio. Pensei que ele iria se assustar, mas que nada. Queria entrar na salinha do maternal e tudo. Na hora de conversar sobre preços, na recepção, ele ficou chorando querendo voltar para a bagunça.
Chegando em casa veio o medo. Confesso que às vezes é difícil aceitar que meu filho está crescendo. Não sei se existe algum nome científico para o que estou sentindo, mas classifico como não querer desapegar.
Entre meus maiores medos, o maior deles é ele não se adaptar, e isso ficou claro de que não será um obstáculo, já que o piá veio chorando o caminho inteiro, falando: - Que estudar.
Mas bicho-mãe sempre é atormentada por um batalhão de "e se": E se ele pegar piolho? e se ficar sempre doente? e se não respeitaram minha decisão de não oferecer salgadinho e refrigerante? (vale dizer, que na hora do recreio, todas as crianças da sala estavam com um pacote de biscoito de vento e refrigerante ou suco para beber), e se tiver algum amiguinho brigão? e se algum amiguinho machucá-lo? e se ele sentir muito sono a tarde? (o horário de aula é de 13:00 às17:00)...etc.

Sei que a intenção do meu marido, é boa e pura, já que ele acha que eu vou surtar com um RN em casa, tendo que dar conta de distrair o Bryan nesse meio tempo, e ainda achar um tempo para descansar. Mas e seu eu realmente surtar?
Minha opinião está muito dividida. Dói o coração ter que colocá-lo tão cedo na escola. Eu escolhi não trabalhar, justamente para estar perto do meu filho, e acompanhar seu desenvolvimento. Nunca passou pela minha cabeça deixá-lo na escola para ter uma hora pra mim, dormir ou malhar. Não julgo quem faz, mas eu jamais teria coragem. Parece que o estou abandonando, ou sei lá, estou querendo me livrar da cia dele. Este é o meu sentimento, meu pensamento. Meu coração se pesa de culpa.
Sei que o Bryan não é um bebezinho, e que será inevitável que ele vá para a escola um dia, mas estou com um sentimento de perda tão grande.
Maridón diz que minha dificuldade já começa com o fato de não aceitar que ele está crescendo e deixando de ser bebê. Acho que é por isso que está sendo tão difícil iniciar o desfralde. Parece que fazê-lo sair das fraldas, é fazê-lo sair do status de meu bebê. Também tem a mamadeira que eu não consigo tirar dele. Não sei se com a chegada da Isabela, eu vou perder este pensamento, já que aí sim terei um bebê que precisará de mim para tudo.
Outra coisa que me desagrada, é ver que as escolas mudaram todo o sistema (ou o governo, sei lá quem). Agora a criança entra na primeira série apenas com 6 anos. O que significa que Bryan teria que fazer maternal, Jardim I, Jardim II e só depois primeira série (que agora é conhecido como primeiro ano) se tiver 6 anos completos, coisa que o Bryan não terá, já que nasceu em abril.

Por enquanto decidi dar um tempo, e ver como será janeiro. De qualquer forma, podemos realizar a matricula no final de janeiro, já que as aulas só começam em fevereiro. Sei que a escola tem seus prós, pois a própria diretora afirmou que o desfralde iniciado com a criança na escola, se torna mais viável, pois ele veria os coleguinhas pedindo para ir no banheiro, mas isso ele já faz em casa.
Estou uma confusão de sentimentos. Eu preferia que o marido tivesse sugerido uma diarista para me ajudar na limpeza, já que eu realmente vou precisar de ajuda nessa parte rs

P.S: O título do post, é inspirado no livro Precisamos falar sobre o Kevin. Já li, e recomendo.

Contando...

 

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