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21 de fevereiro de 2014

O desmame (que não aconteceu)

Daí que eu sempre sonhei em amamentar exclusivo. Era um desejo frustrado desde a gravidez do Bryan, já que sucumbi a praticidade da mamadeira, e tive muita dificuldade com a pega errada dele.
Quando Bebela nasceu a única certeza que eu tinha era que iria amamentar exclusivo em livre demanda. Isso quer dizer que era só ela suspirar que eu tascava peitchas nela.
Não foi fácil, e qual etapa da maternidade é? Isso gerou muita culpa em não poder dar atenção ao Bryan, pois teria que estar sempre disponível a Bebela. Na verdade isso rola até hoje (já me conformei que culpa e eu andaremos juntas de mãos dadas até o fim da minha vida).

Passaram os 6 meses de amamentação exclusiva, e eu continuei amamentando em LD. Era prazeroso, eu sempre gostei de amamentar, pois é uma interação sem igual entre mãe e filho, além de ser econômico (porque convenhamos, leite tá caro, e já basta um bezerro em casa - leia-se: Bryan) e muito prático (até hoje tenho preguiça de levantar pra fazer a mamadeira do Bryan, e lavar tudo depois).
Depois dos 6 meses, e de toda privação de não poder nem ir na esquina com medo dela acordar e requisitar o peito, achei que estava na hora tentar ver como ela se sairia sem os peiticulicos disponíveis a todo instante. A minha primeira saída foi na bienal do ano passado, quando ela tinha 8 meses. Amamentei de madrugada, deixei a mamadeira com o pai, e fui ser feliz.
O primeiro impacto foi os seios encherem muito. Muito do verbo: os peitos pareciam silicone de tão duros, e cada pontada eu via estrelas. Não conseguia me distrair, e só pensava na minha filha em casa com aquele bico de plástico que ela não conhecia. Demorei a ligar, e quando liguei marido falou que ela estava bem, que havia mamado na mamadeira, bem pouco, mas ainda assim tinha sugada alguma coisa. Pra encurtar a história: eu acabei pedindo para que ele levasse ela até lá, e só assim consegui relaxar e me sentir menos culpada. Depois dessa saída só teve mais uma sem ela, e o restante mesmo só idas rápidas ao mercado ou o centro comercial da minha cidade.

Daí que ela completou 1 ano, e eu pensei: uau, já amamento a 12 meses, o que é mais do que eu imaginava. Confesso que eu pensava em amamentar até os 6 meses, e depois intercalar o peito com a mamadeira, o que não aconteceu.
Nunca me imaginei amamentando uma criança grande. Acho lindo amamentação prolongada (eu mesmo mamei até os 7 anos), mas não achava que era pra mim, sabe? Acho que pelo fato de ficar "presa" e não poder ter uma saída tranquila com medo de que minha filha sentisse falta do peito para dormir de tarde.
Então quando ela completou 12 meses eu tentei (em vão) desmamá-la. Achei que estava na hora porque ela já não dorme direito tem 1 ano. Toda noite ela acorda umas 4 vezes pra mamar. 365 dias insones é dose, viu. E na minha mente imaginativa de mãe, eu imaginei que dando mamadeira ela iria ficar cheinha, e me deixar dormir pelo menos 5 horas seguidas.
Fora o sono irregular e precário, eu já estava meio que de saco cheio de amamentar (ok, joguem pedras). Bebela vez ou outra mordia o peito, ou ficava mamando de 5 em 5 seg. Qualquer coisa a distraia, e ela parava de mamar, descia do meu colo, pra 5 segundos depois querer voltar pro peito. E eu ficava impaciente com isso, doida pra ela mamar logo e eu ir resolver minha vida (arrumação da casa, e outras coisas).
Deixei ela algumas vezes sem mamar depois do almoço. Ela ficava irritada, esfregava o olho, abaixava minha blusa, e só faltava abocanhar o peito com blusa, sutiã e tudo. Senti mais uma vez culpa por não respeitar o tempo dela.
Logicamente ela não estava pronta para largar o peito, e eu acho que nem eu. Essa tentativa durou apenas 1 semana. Resolvi dar mais um tempo pra ela. Ela AMA mamar, só dorme se for no peito, e eu estava pensando apenas na minha impaciência e falta de liberdade.
A verdade é que eu ainda fico impaciente em algumas vezes. Mas ela reduziu bastante o ritmo de mamadas. Continuo amamentando em LD, e assim seguiremos até ela demonstrar que está na hora de deixar essa etapa tão linda de nossas vidas.
4 de agosto de 2013

Relato amamentação

Bryan mamando com 1 mês de vida
Estamos na semana do aleitamento materno (1 a 7 de agosto) e decidi vir fazer o relato da minha experiência com a amamentação.
Quando engravidei a primeira vez, imaginava que a amamentação era algo natural, e portanto não precisava me preparar, nem ler nada sobre o assunto, já que seria moleza: só colocar o bebê no peito, e voilá.
No primeiro dia eu tentei amamentar, aliás, esse era meu maior sonho, conseguir amamentar exclusivo. Como não pesquisei nada sobre pega correta, assim que Bryan começou a mamar somente pegando meu mamilo, a dor foi excruciante. Ainda na maternidade meu mamilo começou a soltar camadas de pele, e ferir. O pediatra chegou a brincar dizendo que ficaria pior, que provavelmente meu mamilo iria cair (ele falou em tom de piada, mas convenhamos que com isso não se brinca). O leite demorou 3 dias para descer, o peito ficou duro, Bryan não dava conta de mamar tudo, e quase tive mastite, já que tive febre, só que com a bombinha manual consegui aliviar o incômodo. Desde o primeiro dia Bryan mamou complemento. Juntou o fato de não receber apoio no hospital, e o mamilo ferido, e acabei sucumbindo a mamadeira. Chegando em casa, pensei que em um ambiente mais tranquilo (fiquei muito estressada no hospital), eu teria mais facilidade para amamentar. Ledo engano. O mamilo esquerdo foi o que mais feriu, chegando a sangrar e sair pus. Quando vi meu filho golfando sangue entrei em desespero. Me recusei a amamentá-lo. Aquele momento era de tamanha aflição e dor. Eu chorava quando amamentava, e não era nada prazeroso. Cada vez mais fui introduzindo o complemento, e ele mamava muito pouco no seio. Com o tempo, comecei a usar as conchas, e começou a sarar. Bryan fez 1 mês e finalmente aprendeu a sugar corretamente. Eu alternava o peito e a mamadeira, mas confesso que dava mais a mamadeira. Dava a desculpa que tinha pouco leite, mas é óbvio que a produção diminui por conta da mamadeira. Com 4 meses e alguns dias, Bryan aceitou o peito pela última vez. A amamentação estava começando a se tornar prazerosa, e fiquei muito triste em vê-lo recusar o meu peito. Com 5 meses introduzi os alimentos, e assim seguimos.

Com a minha segunda gestação foi tudo diferente. Eu me preparei, me emponderei, e disse que amamentaria exclusivo até os 6 meses. Comprei uma pomada super recomendada, assisti a vários vídeos de pega correta, e quando Isabela nasceu foi tudo muito natural. Senti uma conexão muito grande com ela, logo assim que ela veio para o quarto. A enfermeira tinha dito que o tempo em que eu me recuperava da anestesia, ela tentou dar uma mamadeira para ela, e advinhem? ela não quis mamar. Fizeram testes de glicose nela, e como continuou normal deixaram assim. Ela mamava sempre que solicitava. Eu só marcava o tempo para alternar os seios, mas desde o início sempre amamentei em LD.
Com a pega correta, meu mamilo não feriu. Sempre foi prazeroso,e um momento de tamanha conexão entre a gente. Ao contrário de muitas mulheres que não recebem apoio, eu sempre recebi apoio do meu esposo e da minha familia, já que minha mãe amamentou as 3 filhas exclusivamente, ela sempre me incentivou a prosseguir. A Pediatra também sempre frisou a importância da amamentação até o 6° mês.
Saber que eu estava oferecendo o melhor a minha filha, sempre me deixou orgulhosa da minha decisão. Nunca fiquei cansada ou sem vontade de amamentar, pelo contrário, às vezes acordava a Bebela quando passava muito tempo, para que ela pudesse mamar. Nunca pensei que meu leite era fraco, ou pouco. Com o tempo a demanda foi se ajustando as necessidades dela, e no dia 21 de julho completamos 6 meses de amamentação e carinho.
Apesar da introdução das papinhas, continuo amamentando com muito amor! Não tem momento mais sublime e apaixonante do que quando ela me olha, e faz carinho no meu rosto, quando está mamando. Pretendo continuar até ela não querer mais. Esta é a tarefa mais gratificante de ser mãe. Saber que eu fui insubstituível nos 6 primeiros meses me deixa ainda mais orgulhosa de todo tempo que dediquei a este momento.
O peito não é só alimento,é consolo, carinho, conexão. Amamentar é o maior ato de amor que uma mãe pode ter com seu filho.

Sei que tem mães que não conseguem, e nem por isso deve se sentir inferior. A mamadeira quando é oferecida com amor, também é capaz de criar um vínculo enorme de carinho com o bebê.

29 de junho de 2013

Lactância selvagem – por Laura Gutman

Bebela mamando com menos de 1 mês de vida
A maioria das mães que consultam por dificuldades na lactância estão preocupadas por saber como fazer as coisas corretamente, em lugar de procurar o silêncio interior, as raízes profundas, os vestígios de feminidade e um apoio no companheiro, na família ou na comunidade que favoreçam o encontro com sua essência pessoal.

A lactância genuína é manifestação de nossos aspectos mais terrenais, selvagens, filogenéticos. Para dar de mamar deveríamos passar quase o tempo todo nuas, sem largar a nossa criança, imersas num tempo fora do tempo, sem intelecto nem elaboração de pensamentos, sem necessidade de defender-se de nada nem de ninguém, senão somente sumidas num espaço imaginário e invisível para os demais.Isso é dar de mamar. É deixar aflorar nossos rincões ancestralmente esquecidos ou negados, nossos instintos animais que surgem sem imaginar que ainda estavam em nosso interior. E deixar-se levar pela surpresa de ver-nos lamber a nossos bebês, de cheirar a frescura de seu sangue, de chorrear entre um corpo e outro, de converter-se em corpo e fluidos dançantes.

Dar de mamar é despojar-se das mentiras que nos contamos toda a vida sobre quem somos ou quem deveríamos ser. É estar desprolixas, poderosas, famintas, como lobas, como leoas, como tigresas, como canguruas, como gatas. Muito relacionadas com as mamíferas de outras espécies em seu total afeiçoo para a criança, descuidando ao resto da comunidade, mas milimetricamente atenciosas às necessidades do recém nascido.

Deleitadas com o milagre, tratando de reconhecer que fomos nós as que o fizemos possível, e reencontrando-nos com o que tenha de sublime. É uma experiência mística se nos permitimos que assim seja.

Isto é tudo o que se precisa para poder dar de mamar a um filho. Nem métodos, nem horários, nem conselhos, nem relógios, nem cursos. Mas sim apoio, contenção e confiança de outros (marido, rede de mulheres, sociedade, âmbito social) para ser uma mesma mais do que nunca. Só permissão para ser o que queremos, fazer o que queremos, e deixar-se levar pela loucura do selvagem.

Isto é possível se se compreende que a psicologia feminina inclui este profundo afinco à mãe-terra, que o ser uma com a natureza é intrínseco ao ser essencial da mulher, e que se este aspecto não se põe de manifesto, a lactância simplesmente não flui. Não somos tão diferentes aos rios, aos vulcões, aos bosques. Só é necessário preservá-los dos ataques.

As mulheres que desejamos amamentar temos o desafio de não nos afastar desmedidamente de nossos instintos selvagens. Costumamos raciocinar, ler livros de puericultura e desta maneira perdemos o eixo entre tantos conselhos pretensamente profissionais.

Há uma idéia que atravessa e desativa a animalidade da lactância, e é a insistência para que a mãe se separe do corpo do bebê. Contrariamente ao que se supõe, o bebê deveria ser carregado pela mãe o tempo todo, inclusive e sobretudo quando dorme. A separação física à que nos submetemos como rotina entorpece a fluidez da lactância. Os bebês ocidentais dormem no moisés ou no carrinho ou em seus berços demasiadas horas. Esta conduta singelamente atenciosa contra a lactância. Porque dar de mamar é uma atividade corporal e energética constante. É como um rio que não pode parar de fluir: se se o bloqueia, desvia seu volume.

Dar de mamar é ter o bebê a colo, o tempo todo que seja possível. É corpo, é silêncio, é conexão com o submundo invisível, é fusão emocional, é loucura.

Sim, há que ser um pouco louca para maternar.


Texto escrito pela Laura Gutman, argentina, terapeuta familiar e escritora.

P.S: Faltando pouco para completar 6 meses de amamentação exclusiva, me deparei com este texto lindo, e resolvi postá-lo para comemorar esse momento tão maravilhoso e especial na minha vida.

18 de maio de 2013

Cobranças



Toda mulher que vira mãe passa a cobrar-se de alguma maneira. É o corpo que não volta para o lugar, amamentação que não deu certo, dar ou não papinha da nestlé, deixar ou não de trabalhar e muitos outros questionamentos e cobranças.
Como utilizar a clássica desculpa: O útero não voltou para o lugar, após ter o tanquinho da Claudia Leite esfregado na face de nossos maridos? E como aceitar que a amamentação não deu certo, quando nos deparamos com comerciais de incentivo a amamentação feito por atrizes, que no mínimo devem fazer só isso, quando todo o resto da criação do bebê  fica nas mãos de babás e um exército de enfermeiras?
Eu me cobrei muito durante a gravidez do Bryan. Emplastava a barriga de creme, porque não queria nenhuma estria, comia pouco para não engordar, e no fim de nada adiantou. Fiquei com algumas estrias and engordei 20 horrorosos kilos.
Depois veio a amamentação fracassada, dar chupeta, deixar dormir na cama conosco, fazê-lo dormir no colo, deixar assistir televisão para me deixar fazer as coisas, ad infinitum. A lista de possíveis erros e cobranças é quilométrica.

Com a minha segunda gravidez, decidi não estabelecer nenhum "padrão de qualidade". Não tive altas expectativas, além do parto, já que era meu sonho parir naturalmente. Só que não deu, e eu segui em frente. Decidi não ficar chorando pelos cantos se o parto, ou qualquer outra coisa não saiu como eu planejei. Não é o parto que define uma boa mãe. Se fosse assim não teriam tantos bebês abandonados e jogados na lata de lixo após a mãe parir naturalmente sozinha.
Escolhi amamentar exclusivo. Não porque quero ser, desculpa a palavra:  fodelona, ou vaca leiteira melhor do que as mães que oferecem mamadeira aos seus filhos para "descansar as peitchas" ou ter mais do que 3 horas de sono, e sim porque é mais barato e prático. Não tenho como bancar uma lata de Aptamil ou NAN. Também confesso que tenho a maior preguiça de fazer mamadeira, que dirá esterilizar todo santo dia, três ou mais vezes. O peitinho é prático, barato e posso amamentar deitada, sem precisar levantar no meio da madrugada para esquentar água e diluir leite. Aliado a isso, tem todo o prazer e benefício da amamentação exclusiva. Bebela nunca ficou doente ou resfriadinha, mesmo tendo contato com pessoas mega resfriadas. Das conquistas como mãe, amamentar tem sido a maior delas, e definitivamente a mais prazerosa.

Quem estabelece o padrão para a maternidade perfeita? Ninguém. Nossas maiores inimigas somos nós. Muitas mães passam boa parte da vida frustradas por não ter obtido êxito em alguma questão, quando poderiam estar aceitando que tudo o que fazem pelos filhos prova o quanto está preocupada em ser uma boa mãe. Não existe mãe perfeita.
Não tenho vergonha nenhuma ao admitir que chorei no pós parto do meu primeiro filho, tive medo de fracassar centenas de vezes e me senti culpada por muitos motivos, mas na minha segunda viagem ao mundo da maternidade decidi assumir os riscos das minhas escolhas. Escolhi aceitar que fiz as melhores escolhas, e não são as nossas escolhas que nos definem?
Para de se atormentar porque não teve um parto normal, ou porque não conseguiu amamentar exclusivamente, ou ainda porque pensou em vários momentos em desaparecer nem que fosse por 10 minutinhos para tentar organizar as ideias na mente. Da próxima vez que for pensar se está sendo uma boa mãe, olhe para o sorriso do seu filho (a), e veja que o motivo desse sorriso é o amor que você dedica a ele, independente se ele toma leite artificial ou se come papinha industrializada. Ser mãe seria bem mais fácil se não existissem certas cobranças.
14 de julho de 2012

Providências para a amamentação

A primeira coisa que eu pensei quando descobri estar grávida novamente, foi no parto e na amamentação. As duas experiências não foram do jeito que eu havia sonhado, e sempre pensei em mudar isso em uma segunda gestação.
Na gravidez do Bryan confesso que não me preparei para amamentar. Eu achava que isso era algo instintivo, natural, que toda mulher já nascia sabendo e não precisava fazer nada. Ledo engano. Quem acompanhou o nascimento do Bryan, e leu alguns relatos aqui no blog, sabe que a amamentar foi doloroso e muito difícil. Nos primeiros dias eu pensei em desistir, confesso, mas fui firme e amamentei mesmo com os seios rachados, sangrando e praticamente despencando. Não consegui amamentar exclusivo, que era meu propósito, portanto tive que complementar com leite artificial, e é claro que o espertinho preferiu a mamadeira ao invés de sugar os peitchos. Aos 4 meses Bryan mamou pela última vez. Coloquei ele no seio e ele virava o rostinho impaciente, chorando sem querer saber de sugar. Sofri, mas aceitei com o tempo.
Dessa vez pretendo fazer tudo diferente. Quero amamentar até os seis meses exclusivo (e o que vier depois é lucro), não só porque é o melhor alimento materno, e porque protege de doenças, mas porque é econômico, prático e o vínculo mãe e bebê durante a amamentação é uma coisa linda e emocionante que existe. Claro que a economia pesa né, pois do Bryan nós chegamos a gastar mais de 225 reais de leite por mês, e esse é um dinheiro que poderia ser investido em outras coisas.
Preparei uma listinha de providências para janeiro:

1) - Ler, ler e ler
E a primeira providência foi ler e ler muito sobre o assunto.Olhei várias matérias sobre a posição correta do bebê na hora da pega. Também assisti muitos vídeos.

2) - Conchas de amamentação
Com a experiência de amamentar o Bryan, descobri que meus mamilos são facilmente esfolados, ou seja, nem pensar passar bucha ou toalha para prepará-los, isso só iria machucar. A única preparação que eu irei fazer é usar a concha desde a 38°semana de gravidez, pelo menos 1 vez ao dia, como minha antiga GO havia recomendado. Ela foi de grande ajuda, já que ajudou a formar o bico e facilitou muito a cicatrização.
A concha eu já tenho, pois usei da outra vez. O bom é que as conchas armazenam o leite que vaza, fazendo com que o mamilo fique em contato com o leite, que é um ótimo cicatrizante natural.

A minha é dessa marca e modelo


3)- Pomada de amamentação
Não vou dizer que ajudou muito, porque quando eu comprei meu mamilo estava praticamente caindo, e também a marca não foi aquela brastemp. Mas dessa vez eu comprei A pomada de amamentação, e vou usá-la a partir da 38° semana. Já li vários relatos dizendo que a pomada Lansinoh é milagrosa...oremos. Ela é composta de 100% lanolina ultrapura, que evita rachaduras e ajuda na cicatrização. E é super prática pois não precisa tirar antes do bebê mamar.
4)- Pensamento positivo e perseverança
Não sei se esse quesito vai funcionar muito, porque eu tive muita paciência para amamentar o Bryan, but, confesso que depois de ver sangue saindo do mamilo e o tamanho da ferida que abriu, eu só pensava em acabar com meu sofrimento. Eu amamentava chorando e às vezes me pegava pensando que a amamentação não era pra mim.
Dessa vez estou tendo lindos pensamentos felizes, de mães que amamentam sem dor, e bebês que nascem sugando que é uma beleza.

5)- Não comprar mamadeira, e leite artificial
Isso não funcionou da primeira vez, visto que assim que cheguei em casa implorei pro Bruno ir na farmácia e comprar os dois. Mas dessa vez acho fundamental não ter nenhum desses paliativos em casa, para não abalar minha confiança.


Agora é só esperar o Nicolas ou a Isabela nascer e saber como vai ser essa segunda experiência!!!
20 de novembro de 2010

Mais sobre a matéria: Mãe vaca

Quando me deparei com a comparação achei no mínimo ridícula.
Depois fui ler a matéria (se ainda não leu clique AQUI) para tirar minhas conclusões, e sinceramente? não vi nada demais na tal matéria. A jornalista apenas colheu um apunhado de informações e depoimentos e colocou numa matéria, até ai não vejo nada demais. Pode ter se tornado polêmica pela foto, talvez, mas o texto, não vi nada que justificasse tamanho estardalhaço por uma matéria.

Li sim muitos comentários de mal gosto, de mulheres que se acham as melhores só pelo fato de terem amamentado seus filhos até os 6 meses, e falam da amamentação como obrigação: TEM QUE AMAMENTAR E PRONTO. Perála, não é bem assim que a banda toca...
Não vou em defesa daquelas que não quiseram amamentar por puro preconceito,ou estética, ou sei lá o que, mas sim preciso respeitar a opinião delas.
Que sociedade é essa que vivemos, onde não aceitamos a opinião das outras pessoas que pensam diferente de nós? Só porque eu casei na igreja de véu e grinalda, posso ir contra uma pessoa que decidiu ir morar junto ao invés de casar? não, eu respeito a opinião alheia, cada um faz suas escolhas.
Então seria muita hipocrisia minha chegar e dizer: abomino a mãe que deixa de amamentar o filho pensando que o peito vai diminuir ou vai cair, só porque eu penso diferente dela. Eu não, o problema é dela, ela faz as escolhas que ela quer, ninguém é obrigado a pensar igual. Não concordo, não entendo, mas respeito a opinião.E quem esta perdendo é ela, pois amamentar é um ato puro de amor onde mãe e bebê só ganham!

Lembro de quando estava grávida de 8 meses, procurando lenços umedecidos para comprar em uma farmácia me deparar com uma jovem, deveria ter no máximo uns 18 anos grávida, comprando uma lata de NAN com a mãe do lado. Na hora eu estava com minha mãe e fiz um comentário que hoje vejo como de muito mal gosto: -Olha lá mãe, coitado desse bebê, provavelmente ela esta comprando leite porque não quer amamentar para não ficar com os peitos caídos.
E me lembrei desse comentário ainda na maternidade, quando implorei para que a enfermeira me desse um copinho de leite para oferecer ao meu filho que estava a horas chorando no meu peito porque não conseguia sugar.
É muito fácil criticar quando não vivemos a real situação.

Sim eu apóio a amamentação,quer seja ela exclusiva, complementada, etc, eu concordo que o melhor leite é o leite materno, quis muito amamentar até os 6 meses exclusivo e depois continuar a amamentar, relutei muito em dar complemento pro meu filho, chorei, me senti a pior das mulheres, fiquei deprimida, ouvi muita besteira, fui humilhada em público por dar mamadeira ao meu filho, e não concordo com toda essa pressão que se faz sobre amamentação.

A maioria que vem aqui sabe minha história, para mim a amamentação não teve nada de fisiologico e natural, apenas colocar o bebe no peito e voilá. As coisas foram muito mais complicadas, Bryan não pegou corretamente, meu mamilo rachou, sangrou, saiu pus, ficou um bom tempo inflamado porque insisti e muito, e não me arrependo, faria tudo novamente, porém quando acertei a pega e o mamilo cicatrizou era tarde demais, Bryan tinha 3 meses e não queria mais saber do peito, ele preferia a mamadeira com seu fluxo contínuo e sem muito esforço para mamar, eu já quase sem leite, pois mal me alimentava e estava muito deprimida por não ter conseguido amamentar esclusivamente, fui tentar a relactação, consegui amamentar vários dias sem complementar, porém Bryan decidiu desmamar. Eu escutava vários conselhos, e cheguei a deixar ele sem mamar por 5 horas,só para forçá-lo a pegar meu peito, mas ele não queria mais, então parei de me auto-torturar e respeitei o tempo dele.

Ouvi que meu filho ia ficar doente, que ele iria ficar obeso tomando só leite de lata, que ele não teria imunidade, que ele não seria esperto igual as outras crianças que mamam no peito,que ele teria atraso no desenvolvimento, que ele era coitadinho, que era um crime dar mamadeira, que eu era preguiçosa, que inventava desculpas, que ele não teria afeto por mim...
Meu filho nunca ficou doente, é super saúdavel, não é obeso, a imunidade dele é ótima (meu marido e eu já ficamos resfriados diversas vezes e ele não), ele se desenvolve normalmente, faz coisas avançadas para a idade, é muito carinhoso comigo.

Minha mãe amamentou todas as 3 filhas até os 6 meses exclusivamente, ela não teve problema nenhum, o mamilo dela não rachou, a pega sempre foi correta, ela tinha disponibilidade de tempo, e eu ainda mamei mais tempo que minhas irmãs: mamei até os 7 anos. Sim,você não leu errado, quando minha mãe ficou grávida da minha irmã mais nova eu continuava mamando e só dormia se ela me desse peito. Ela mesmo fala que foi complicado me desmamar,porque eu não entendia o porque de não poder mais dormir com a minha tetê (que era como eu chamava) . Foi complicado mas aos 7 anos e meio desmamei.
Quando cheguei do hospital me sentindo a mais fraca das mulheres por não ter conseguido amamentar corretamente, minha mãe foi quem mais me apoiou! Eu esperava que ela não entedesse, afinal ela conseguiu e poderia pensar que eu era obrigada a conseguir também, mas não, ela fez o que ninguém mais fez: me ajudou a ver que a amamentação deve ser feita sem pressão.Deve ser feita por amor, não pelo pensamento: tenho que amamentar exclusivo até os 6 meses. Ao invés de ouvir criticas, ouvi conselhos da pessoa que era referência para mim no quesito amamentação.
 Apesar de ter mamado exclusivamente minha imunidade sempre foi baixa, tive muitos problemas respiratórios, tenho bronquite asmática, sofro com sinusite, tive pneumonia, e sempre fui abaixo do peso, minha mãe lutava para que eu comesse corretamente.

No próximo filho farei tudo diferente com certeza, irei ler mais sobre o assunto, procurar mais ajuda, e não ter aquele pensamento de que preciso amamentar ou serei uma mãe frustada!
Farei tudo sem pressão, sem imposições, e se não conseguir não ficarei me torturando achando que sou a pior mãe do mundo.
Amamentar é um ato de amor, e não deve ser encarado como obrigação.
Apesar do assunto ser polêmico decidi expor a MINHA OPINIÃO, porque assim como eu, sei que existem muitas mães que não tiveram sucesso na amamentação, independente do motivo, e que se sentiram inferiores com isso.
Por isso digo: Pocure ajuda, leia bastante sobre o assunto, e persista: seu filho e você só irão ganhar com a amamentação, mas se por acaso não conseguir, não se sinta pior, bola pra frente pois o mais importante é o amor presente não só na amamentação, mas nos cuidados, nos gestos, nos carinhos, em cada troca de roupa, banho, e interação que você possui com seu bebê!

Bjos
9 de julho de 2010

Enfim noticias

Ai que saudade de postar aqui!!!
Post rapidinho só pra dizer que não, eu não sumi...rsrs tô aqui minha gente, só que com o tempo contado!! Bryan acabou de dormir depois de muito lutar contra o sono e não sei quantos minutos durará essa cochiladinha, então vou ser breve!
Meu lindo tá cada vez mais esperto!!! Agora deu pra querer virar, vê se pode...e como a cama é de mola e toda molenga fica fácil para ele executar as manobras.

O único problema é que ele enjoou do leite, ou sei lá o que! Ele não tem mamado quase nada! Eu faço 90mL e ele mal mana 60mL, faz cara feia, cospe, começa a rir e esquece da mamadeira. Tô ficando desesperada com isso já!! Ainda tô dando peito, mas o leite é pouco demais pra ele, pois ele mama 5 minutos e acabou, fica nervoso e depois não quer mais saber...Tô tentando tomar mais água, mas não está adiantando nadica de nada!!
E a consulta com a nova pediatra é só dia 24. Até lá vou surtar...Já chorei, pedi ajuda aos universitários (mamãe), mas não sei o que ele tem!! O lado bom é que o intestino dele tá regularizado! Ufa, tá fazendo cocozinho quase que todos os dias, e eu adoro...rsr.
E as cólicas foram embora quando ele completou 2 meses, a última creio eu que tenha sido por causa da vacina...surpreendentemente...um alivio!! Não sei se é porque troquei o luftal pelo mylicon...mas resolveu e muito, agora ele solta pum até quando tá rindo e se assusta com o barulho, muito engraçado esse meu filho!

A mania de comer a mão continua! Tem horas que ele enfia a mão toda e parece que vai vomitar...dou bronquinhas, mas até parece que ele entende né? kkkkkk ele começa a rir....ele tá tão risonho, ri pra todo mundo, adora uma atenção. Quando minhas amigas vem aqui ficam brincando com ele, e quando para de brincar pra falar comigo e deixa de olhar pra ele, ele não gosta, fica brabo e começa a gritar! Ele adora uma atenção!!

Como sei que minhas próximas idas ao pediatra será em carreira solo, fiz um novo investimento! Dessa vez em uma bolsa que vira mochilinha, e assim poderei carregar bebê e mochila tranquilamente, já que estando nas costas não atrapalha! E vou aposentar temporariamente o meu "malão" só para saidas mais longas e com o papai!
Olha o modelinho aqui que lindo:



E fotinhas do principe "branco de neve" pra não perder o costume rsrs:






besos
P.S: tenho olhado o blog de todas, só não dá pra comentar as vezes,espero que entendam e não me abandonem...rsrs
17 de maio de 2010

Relato do parto e esclarecimentos!!

Finalmente terminei o relato!!

Sempre quis parto normal, mas cheguei as 40 semanas (pela data da última menstruação), e desde há 38 semana estava com 1 cm de dilatação e o Bryan não estava encaixado. Sendo assim o médico decidiu pela cesárea, que foi marcada para o dia 19/04.
Então acordei as 8:00 da manhã do dia 19/04, e mal podia conter o nervosismo e a ansiedade, pois em breve eu ia conhecer meu anjinho...
Maridão também acordou, tomou o café longe de mim (pois eu estava em jejum desde o dia anterior e morrendo de fome..rsrs)

Tomei um banho daqueles bem demorados, e curti o que seria o último dia com o barrigão! Sentia-me muito feliz e ao mesmo tempo com saudades de tudo o que vivi nas 40 semanas que meu anjinho esteve aqui dentro de mim!
Fomos pro hospital e ai que a novela começou, a internação demorou demais (porque antes tive que passar por outra consulta, onde constataram que a dilatação não tinha evoluído e que meu bebê estava alto e o colo do útero grosso), eu quase desmaiei de tanta fome e pressão baixa, e pra completar meu marido não pode assistir o parto, o que me deixou muito triste!

17:00: Só à tarde conseguimos a internação, eu nem preciso dizer que estava azul de fome, a pressão cada vez mais baixa e com dores que me acompanhavam desde a 37 semana.
Despedi-me do meu marido, e chorei muito...vesti a camisola,e fui pro CC.

17:25: Deitei na cama, amarraram meus braços, colocaram o soro (daí a fome passou), colocaram a sonda, e deram a anestesia (que não doeu nadinha, tomei a anestesia deitada). A única coisa desconfortável que senti foi muita náusea (mas passa rapidinho se inspirar o ar com o nariz e expirar com a boca) e muita falta de ar.

17:35: Ouvi o chorinho mais lindo do mundo. Meu príncipe nasceu com 3,442 Kg e medindo 50 cm. Teve apgar 8/9.
Me trouxeram ele para dar um beijinho, e esse foi o momento mais emocionante que vivi em toda minha vida, senti um amor imenso, inexplicável!! Logo que dei um beijinho nele ele parou de chorar...Parecia que eu estava vivendo um filme...a emoção é grande demais, no instante que você olha pro rostinho do seu filho, você não consegue parar mais de olhar, me bateu um aperto quando levaram ele pro berçário, eu não via a hora de estar com ele em tempo integral!

2:00: Não consegui dormir depois da cirurgia porque senti muita coceira (essa foi à única reação que tive depois da cirurgia)e porque queria muito ver meu filho, abraçar, cheirar, pegar no colo... a enfermeira veio me acordar pra tomar banho. Esse foi o momento mais crítico depois de tudo, porque dói bastante levantar . Mas depois do banho fiquei outra (o banho revigora muito). Ainda mais porque logo meu príncipe estaria no quarto comigo.

2:35: Trouxeram meu príncipe, ele ficou os dois dias e meio comigo no quarto no bercinho.
Eu não dormi os dois dias no hospital, pois o Bryan só dormia no meu colo, e como meu leite não desceu ele chorava muito quando sugava e não vinha nada!

O pós cirúrgico foi tranqüilo. Quando cheguei em casa não sentia dores (graças também aos remédios) somente gases (eu devia ter acreditado que falar muito após a cesárea dá gases). O único lado ruim dos remédios é que eles me deram muitas náuseas (esse foi o lado ruim do pós cirúrgico que eu havia falado, a cefalexina me deixou muito mal).
O corte cicatrizou super bem (uma dica é fazer compressa de água morna na parte acima do corte, que fica um pouco inchado, que rapidinho normaliza).
No começo como meu leite não havia descido, compramos uma lata de leite artificial e passamos a dar a ele, porque eu não queria ver meu filho chorando de fome e eu sem nada pra dar...fui criticada (e ainda sou) por essa atitude, mas o que importava era ver meu filho se alimentando.
Tudo o que falam sobre instinto de mãe é a mais pura verdade. Na hora que aparece determinada situação, o instinto fala mais alto e nós sabemos o que fazer.
A amamentação agora está a mil maravilhas (se não fosse eu ter pouco leite, e ter que complementar com leite artificial).
Falo que no inicio foi difícil, não pra causar terrorismo em nenhuma futura mamãe, eu só estou relatando o que EU passei (em relação a amamentação)!! Não quero dizer que todas as mamães irão ter problemas em amamentar, mas é bom se preparar antes (usar as conchas, a pomada, ver bastante vídeos sobre como o bebê tem que pegar no seio, ingerir bastante líquidos) porque eu achava que essa parte da amamentação estava garantida e que eu iria tirar de letra.
No inicio tive muita tristeza sim, não com meu filho, jamais, ele é o maior presente que Deus me deu, mas sim porque todos falavam que eu tinha que amamentar, que era errado dar leite artificial pra um recém nascido, que eu não devia dar chupeta e etc (muitas pessoas que me visitaram diziam isso) foram essas coisas que me deixaram muito triste, porque eu não conseguia amamentar e na minha cabeça eu não era uma mãe completa. Quando olhava meu esposo dando mamadeira pra ele me sentia a pior mãe do mundo, porque meu leite não descia, porque meu mamilo não cicatrizava...enfim...mas essa foi a minha EXPERIÊNCIA, não estou querendo assustar ninguém! Eu sei que é preferível ler coisas positivas em relação a amamentação, mas esse é o relato do acontecimento dos fatos, o que aconteceu comigo!!
Depois de muito insistir , finalmente consegui (com a ajuda das benditas conchas e da pomada Memê). Amamentar é tudo de bom, é uma troca de carinho, de olhares que só nós dois temos, é um momento só nosso, é o melhor momento que estou vivendo!

Já se passaram 4 semanas com meu príncipe aqui, e a maior lição que aprendi é: Ser MÃE é viver no paraíso!! E não padecer como dizem por ai.
Ser MÃE:
É acordar as 2 da madrugada com seu filho chorando e não se importar, porque o simples fato de olhar nos olhos do seu filho é motivo de alegria.
É amamentar, mesmo que com dor, por saber que a amamentação é uma troca de amor, de carinho, de calor, é a maior demonstração de amor entre mãe e filho!
É dormir em um espaço minúsculo da cama, só pra sentir o corpinho do seu filho aconchegado a você num dia de frio.
É esquecer todos os conselhos dados e seguir o que o coração mandar.
Ser mãe é o melhor presente que Deus me deu!!
Bryan meu filho, muito obrigada, pois você me ensinou a ser mãe! Te amo


Olhar esse rostinho todos os dias, é o maior motivo da minha alegria!!


Besos a todas

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