E chegou o momento que eu mais temia: perceber que meu filho está crescendo e não tenho mais um bebezinho em casa. É claro que o crescimento foi gradual, mas chega uma etapa que você para, olha pro seu filho e pensa: como foi que você cresceu tão rápido e eu não vi?
E Bryan já chegou na fase onde todo mundo que olha fala: Mas já está um rapazinho. Eu sabia que essa fase ia chegar, é lógico que todos os bebês lindos, fofos, carecas e banguelinhas um dia serão adultos, mas é difícil imaginar o SEU filho adulto.
No quarto mês de vida seu brinquedo preferido era um mordedor e brincar de "achar" a mamãe, hoje as brincadeiras dele são outras, ele não curte mais rir pra minha cara de palhaça e nem quando faço vozinha esganiçada de criança, ele curte brincar sozinho, quer comer sozinho, mamar sozinho (mentira, eu não consigo dar a mamadeira pra ele e sair de perto) e se acha o independente quando eu deixo ele solto no quintal e ele logo corre para longe de mim.
Fico horas olhando ele dormir, me lembrando do dia que ele entrou em casa pela primeira vez.
O mundo era então um desconhecido para ele. Dependia do meu colo, da minha companhia para dormir, do meu peito para se alimentar... quando ele fez 8 meses foi o dia que eu sabia que estava "perdendo" um bebezinho e ganhando um bebezão: ele já não queria mais ser ninado para dormir. Ele pegou a fraldinha, deitou na cama e dormiu sozinho. Aquele dia senti um aperto no coração. Sempre sinto esse aperto quando percebo que ele está deixando de ser um bebezinho e se tornando uma criança.
Antes eu tinha que advinhar se a fraldinha estava recheada com o n°2, hoje ele já coloca a mão na barriga e fala:- mamã cocô; apontando pra fraldinha e ao mesmo tempo que morro de orgulho em ver meu filho crescendo, sinto uma imensa saudade do tempo de RN.
E aquele bebê que só dependia de leite pra viver, hoje come a mesma comida que eu como e já segura sozinho sua frutinha.
É impossível não desejar em um certo ponto que o nosso filho cresça logo, comece a andar, falar, chamar de mamãe,durma a noite inteira, desfralde logo, comece a ser mais independente (...)E o que eu mais quero agora é que o tempo passe devagarinho, para eu aproveitar todos os minutinhos de sua infância.
Eu não sabia que sentiria falta daqueles chorinhos na madrugada, das noites sem sono ou do tempo que eu não tinha tempo nem de ir ao banheiro.
Eu olho pro Bryan e vejo que ele perdeu aquele jeitinho e carinha de bebê, ele está crescido e eu já consigo visualizar como será o Bryan criança, adolescente (morrendo de vergonha quando eu cismar de beijá-lo na bochecha na frente dos amigos,e ajeitar seu cabelo com a mão lambida) e adulto (levando a véia coroca aqui pra passear no xópis...rs). E por mais que eu queira parar ou pausar o tempo para curtir mais, sei que isso não pertence a mim, sei que meu filho não pertence a mim, um dia ele vai morar em outra casa e eu vou morrer de saudade de tudo (e vou matar as saudades lendo o blog, vendo os vídeos e as fotos), um dia vou rever as lembranças e pensar que boba eu fui pedindo para o tempo voar só para ter algumas horinhas de sono e descanso...
Já consigo me imaginar brincando com ele de super herói, contando histórinhas para ele dormir, levando para o primeiro dia na escolinha, soltando pipa juntos, assistindo ao seu primeiro jogo de futebol na escola, mandando abaixar o som, jogando guitar hero juntos, comemorando e colando seu boletim cheio de notais azuis na geladeira, repetindo milhares de vezes para levar o casaco, dando conselhos sobre a nova namoradinha, elogiando o quarto arrumado, reclamando quando o quarto estiver bagunçado, marcando em cima no horário dele chegar em casa, rindo de suas piadinhas, sentindo orgulho quando ele for pro serviço militar, chorando de me acabar (de felicidade) no dia em que entrarei com ele na igreja no dia do seu casamento (...)
Acho que já sei porque quero tanto ter mais filhos: porque é muito bom fazer parte do desenvolvimento e crescimento de alguém. É bom olhar para meu filho e ver que está fazendo um bom trabalho.É bom me sentir parte de algo, sentir que estou dando o meu melhor na criação de alguém.
Eu quero muito reviver tudo novamente. Teste, ultras, enxoval, descoberta do sexo, mexidinhas, parto, cheirinho de bebê, roupinhas minúsculas no varal, amamentar novamente, primeira papinha (...)
Ainda dói lembrar quando você era meu bebezinho, quando eu te acalmava e tentava amenizar sua dor no meu colo, quando meu colo era o lugar que você mais queria estar. Dói pensar que um dia vou passar o dia inteirinho sem a sua companhia, mas compensa saber que você será para sempre um pedacinho de mim pelo mundo!!
Não era pra ser um post-meloso-declaração, mas, agora já foi...só quero dizer que me orgulho de ser sua mãe e que você será para sempre o bebezinho da mamãe (mas pode deixar que eu não vou te chamar assim na frente dos amigos.rs).
Bjos