Mostrando postagens com marcador menina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador menina. Mostrar todas as postagens
20 de julho de 2012

Sobre preferências

Quando estava planejando engravidar pela primeira vez, aos 21 anos, nunca passou pela minha cabeça qual sexo meus filhos teriam.
Desde a época do namoro, eu e Bruno tinhamos bem definido o nome caso nosso filho fosse menino. Eu sempre brinquei com ele que iria colocar Bryan Adams (nome de um dos meus cantores preferidos). O que era brincadera acabou virando coisa séria. Sempre que conversávamos sobre filhos, o nome Bryan surgia, e eu sabia que a preferência dele (apesar dele nunca ter falado) era ter um filho homem.
90% dos homens com que eu convivi e perguntei, tinham preferência por ter um filho do sexo masculino. Acho que isso vai da identificação, porque eles sabem que o filho será uma cópia deles, é como se fosse "se ver" mais novo. E também tem as brincadeiras típicas de pai e filho:  levar pra jogar bola, soltar pipa, brincar de lutinha e outras coisas.
Mas além de tudo isso, o filho homem é o responsável por passar adiante o sobrenome da família (sorry dad, o Fayão morreu com a gente rs), a continuação de um sobrenome por gerações e gerações.

Quando engravidei do Bryan meu coração me dizia que eu seria mãe de menino. Não era só preferência, eu tenho uma forte identificação com o mundo masculino, tanto que nunca fui uma menina peruinha, que andava de rosa e perninha cruzada. Sempre fui muito moleca, eu e minha irmã mais velha brincávamos com o que tinha, claro que tínhamos algumas barbies, mas também sempre gostamos de brincar de carrinho.
E acho que a preferência também resultou do fato de ter sido criada com 2 irmãs, ou seja, na minha casa de cueca só o meu pai. Meu pai também era louco por um filho homem (Ok, ele pode negar, mas eu vi a foto de um cartaz escrito Thiago, colado acima do bercinho do "suposto" filho homem que ele e minha mãe achava que teria, mas que na verdade era a minha irmã Nathalia).
A cara do meu pai ao descobrir que o Thiago virou Nathalia.
E minha intuição e minha enorme identificação com o mundo masculino, e porque não confessar: sim, uma certa preferência em ter um filho homem se realizou com o Bryan. Mas aí vieram os planos para o segundinho, e nunca, em nenhum momento eu pensava: agora vamos tentar uma menininha né amor?
E fiquei grávida, e o que mais ouço: tomara que venha uma menininha para formar um casal. E quer saber? jamais ficaria triste se viesse outro menino. Eu amo ser mãe de menino, amo brincar de carrinho, ver meu filho todo empolgado brincando de fazer gol no meu armário, adoro quando ele se enche dos meus apertos e beijos excessivos, amo o mundo azul, amo a praticidade de vestí-lo apenas com camiseta e cueca para ir na esquina quando estou com pressa, amo poder eu mesma cortar o cabelinho dele, adoro ver um pedacinho do homem que eu amo, no rostinho do meu filho, ou nas suas atitudes.
Sou muito sortuda em poder amar dois homens, e se vier mais um serei a mulher mais feliz de todas.
Não entendo certas mulheres que se frustam quando fazem a ultra e descobrem que terão um filho do mesmo sexo, não me passa pela cabeça como uma mãe pode pensar em uma coisa tão boba. Eu quero mais é que meu filho (a) venha com muita saúde.
Se eu tiver uma menina será um mundo completamente diferente ao qual eu terei que me adaptar, e vou ficar imensamente feliz em ver minha cópia pela casa, mas não faço disso o meu ideal.
Eu sempre quis ter filhos, independente do sexo! Eu não estava treinando para ter uma menininha, e sim para ter um filho, seja qual for o sexo dele.
Não ligo em formar um casalzinho, ficarei feliz com o que Deus enviar, pois pra quem achava que não teria filho nenhum, duas bençãos é mais do que eu poderia imaginar e querer.

Contando...

 

Blog Template by BloggerCandy.com