30 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Olá meninas. Hoje resolvi fazer uma retrospectiva do maravilhoso ano de 2011. Foi o ano em que muita coisa aconteceu no desenvolvimento do Bryan, e sem dúvida foi uma das melhores fases da maternidade, onde vi meu pequenino bebê se transformando em um bebezão super esperto e semi-independente.
Vamos a retro (já estou com lágrimas nos olhos):

Janeiro 2011

Dia 25 de janeiro você deu seus primeiros passos. Mamãe ficou toda boba, achando que você logo iria andar, mas estava enganada. Você morria de medo da comemoração exagerada da mamãe, e logo que começava a andar, parava, arregalava os olhos de medo e desistia de tentar.
Só pra contrariar, você andava se segurando em tudo, ainda não tinha muita firmeza nas pernas, e mamãe soube respeitar o seu tempo, pois eu sabia que logo você estaria andando e deixaria de ser meu bebê engatinhante.
Você já dormia sozinho em seu bercinho e a madrugada inteira, isso dava uma baita descanso na mamãe aqui.







Com 9 meses você ainda devorava seus pés. Só eu sei como eram gostosos (e ainda são claro), pois eu também adorava morder seus dedinhos.Mas você queria exclusividade, achava graça quando eu mordiscava a sola do seu pé. Eu pensava que enquanto seus pés eram pequenininhos, você estaria ao meu lado para sempre, mas quando eles fossem grandes, eles iriam te levar para onde quisesse, talvez até para longe de mim. Mas hoje eu penso, que independente de onde os seus pés te levarem, você sempre irá retornar para a sua "mordedora de pés" n°1.








Em Janeiro tivemos nosso primeiro Pic nic em família. Estava um calor de matar e seu pai queria te levar no zoo para ver os bichinhos, já que você adorava falar au au (não, não tinha cachorro no zoo). Você teve seu primeiro contato com a grama, e digamos que não foi uma boa experiência. Você chorava e fazia cara de nojinho, quando mamãe queria tirar uma foto sua na paisagem verde. Você bebeu muita água, dormiu, comeu papinha da nestle (você ainda gostava), e depois ficou o tempo todo brincando com a gente.
Na hora de visitar os bichinhos, todos estavam dormindo, e você quase não viu nenhum deles, exceto as aves, mas você não se encantou muito por elas.
Você já falava mama e papa, e nos dava muito orgulho como sempre.


Fevereiro 2011

No comecinho de fevereiro, dia 7, sua gengivinha começou a inchar e sairam novos dentinhos: os incisivos centrais superiores. Você passava a maior parte do tempo mordendo a mãe, o dedo, ou o que estivesse em seu caminho (as vezes até a perna da mamãe).Você começou a ter cara de mocinho, e cada vez mais demonstrava sua personalidade forte, quando alguém negava alguma coisa a você.

No dia 28 de fevereiro você aprendeu a dar tchau. Seu tchau era engraçado: você virava  a mão ao contrário. Mas era lindo, e você dava tchau para tudo e todos.














Março 2011

Em março sua personalidade se mostrou de vez: você chorava sempre que alguém dizia a palavra não, e começava  a balanças a cabela e coçar os olhinhos. Por vezes fazia um bico tão lindo, que a mamãe babona aqui não resistia. Você começou a comer macarrão praticamente todos os dias, pois era seu prato preferido, e você ainda não se dava bem com o arroz. Gostava muito do angu e do feijão da vovó, mas a carne você não aceitava bem.
 Você também ficou mais "grudinho" com a  mamãe neste mês, talvez seja porque seu pai trabalhava muito, mas sempre que ele chegava você exigia a atenção dele.
Seus cachinhos ficaram bem mais evidentes, e eu sempre o chamava de meu anjo loiro (tá bom, as vezes eu chamava de cachinhos dourados também rsrs).
 Você viu o violão da mamãe e do papai pela primeira vez. E se encantou por ele, assim como na foto, você ficava de boca aberta, dedilhando as cordas, como quem já nasce com um talento nato para a coisa. Quando seu pai tocava você ficava prestando atenção em tudo. Mamãe acha que você será um guitarrista de mão cheia. Papai acha que você vai ser canhoto, pois é a mão esquerda que você mais usa, seja para pegar algo, dedilhar o violão, ou coçar o nariz. Só o futuro dirá.
No final de março, no dia 24 mais precisamente, você andou pra valer. Foram 3 passos firmes, que desencadearam aquela comemoração exagerada da mamãe, o que te assustou de início, mas depois te incentivou a andar cada vez mais longe sem o apoio das mãos.
Foi no mês de março que mamãe colocou na cabeça que iria te dar um irmãozinho. Mas como você sabe a cegonha demorou um pouquinho, e você pode aproveitar mais o título de filho único, meu primogênito que amo tanto.





Abril de 2011

Mês de abril foi um mês especial, aliás, é o mês mais especial desde que você nasceu! Você completou 1 aninho. Estava mais esperto ainda do que em todos os meses. Parece que foi ativado um botãozinho de esperteza em abril, pois você aprendeu muitas coisas novas. Passou a comer brocólis, é o seu legume favorito (até quando não sei rs), e também começou a comer e gostar de arroz, o que facilitou em muito a vida da mamãe, pois não precisava fazer sua comida separada.

 Você também disparou no andar, andava com mais confiança, e já começava a correr, aos gritos de: devagar filho.
Você andava com as mãozinhas levantadas, e mamãe achava isso uma gracinha, quer dizer, mamãe te acha inteiro uma gracinha. Você também ficou mais desobediente, mexendo onde não devia, e sempre que eu falava para não mexer você fazia uma carinha sapeca, e amolecia o coração da mamãe. Incrível como eu me tornei mole de uma hora para a outra. Sempre achei que seria uma mãe mandona, mas você é quem manda e desmanda no meu coração.
Em abril você passou a tomar banho no chuveiro, só que no colo, porque mamãe morria de medo de você escorregar no box. Seu pai adorava esse momento, e você também. Mamãe demorou a te levar pro chuveiro, pois morria de medo de cair água no seu ouvido ou olho, coisa de mãe superprotetora sabe? Eu sempre fui assim com você, e acho que continuarei sendo até você ter uns 30 anos. Eu sempre verei você como meu bebê.





Comemoramos seu 1° aninho em casa no dia 1° de abril. Mamãe ficou toda enrolada com os preparativos da festa, e ela teve que acontece uma mês depois, mas não tem importância, o importante foi comemorar este dia tão especial ao seu lado.














 Final de abril fizemos nosso primeiro book em família. Claro que a estrela era você, mas amamos registrar este momento para sempre.







Maio de 2011

No dia 15 de maio fizemos a sua festinha. O tema foi aviação, e você foi vestido de comandante. O comandante do meu coração!
Não tinha tema que combinasse melhor com você, pois toda vez que você via um avião, ficava super empolgado apontando para o céu.
Aviões são a sua segunda preferência, a primeira é carro lógico, que você ama.
Em maio você experimentou seu primeiro danodinho e também aprendeu a falar acabou, e virava as mãozinhas para enfatizar, coisa mais linda de mãe.

 Você começou a mandar beijo para todo mundo, e claro, encantava os corações por onde passava.
Passou a falar mais coisinhas e fazer mais gracinha. Já falava mamãe e papai claramente, e também au au, acabô e outras palavrinhas que a memória da mamãe não lembra. Que fase gostosa.
Você já reconhecia a foto da mamãe do papai no computador , e sempre que nos via apontava e falava: mamãe, papai.
Você também reconhecia sua própria foto, as vezes você chamava de neném, ou então colocava as mãozinhas no peito dizendo: eu, como quem diz: aquele bebê da foto sou eu.

 Como você era genioso meu filho. As vezes quando não queria dormir na cama, você simplesmente entrava embaixo do berço, colocava a fraldinha no chão e dormia por lá.
Cortava o coração da mamãe você preferir dormir no chão gelado, do que aconchegado comigo, mas isso era só quando mamãe brigava por você mexer no no-break do computador, ou desligar alguma coisa.
Você sempre teve uma relação amor e ódio com a escova de dentes, mas nesta fase você se amarrava em escovar os dentinhos. Queria segurar a escova o tempo todo, enquanto eu cantava a musiquinha dos backardigans, que era o seu desenho preferido.
Você também passou a tomar banho no chuveiro comigo, mas desta vez no estrado do box, e os banhos ficaram muito mais divertidos a dois.




Junho de 2011

 Junho foi um mês e tanto. Você completou 14 meses e ficou mais sapequinha ainda. Seus cachinhos cresceram bastante e se tornaram motivo de orgulho para  a mamãe, mas só para mim, pois você não curtia  muito os cachinhos teimosos que ficavam insistindo em entrar nos seus olhos. Você queria subir em tudo, e até tentava entrar dentro da gaveta. Você inclusive quebrou a gaveta da cômoda e mais uma porção de coisas. Mamãe te chamava de furacão. E você é de fato um furacão, pois arrebatou e mudou tudo em mim, desde o dia que você nasceu.
Aos 14 meses você também ganhou seu primeiro celular. Que precoce, meu primeiro celular foi com 18 anos, que eu mesma comprei trabalhando. Viu como você teve sorte? rs
Foi um amigo do papai que te deu, e você adorava colocar no ouvido e falava: alô?
Mas você conseguiu destruir seu celular em tempo recorde: uns 2 dias. Mas o amigo do papai de deu outro. Você era irresistível, ainda é.










Quando você inventava uma moda, fazia todos rirem. E foi assim quando você inventou de se enfiar no seu cesto de roupa. Como era engraçado ver você falando lá dentro.
Você tinha várias outras gracinhas, como se esconder atrás do batente da porta e fazer bu quando alguém aparecia, era um susto e tanto.
Aos 14 meses você já tirava sua sandália de velcro sozinho.



Julho de 2011


Em julho você já estava andando por tudo e correndo. Na rua dificilmente queria segurar a minha mão, sempre tão independente!
Você aumentou e muito seu vocabulário e aprendeu várias gracinhas.
Você colocava a mão na boca e imitava índio, coincidência ou não, você nasceu no dia do índio, e seu pai vivia falando que era por isso.
Você já chamava os cachorros na rua com a mãozinha e fazia: tsc tsc para eles.
Sempre que comia uma colher de comida fazia Hum, no maior estilo Ana Maria braga.
Já sabe praticamente o nome da maioria dos objetos, e embora não fale entende o que é a porta, lixeira, toalha, chinelos e tantos outros. Quando eu pedia para você trazer meu chinelo, você prontamente atendia. Uma graça que só vendo.
Foi com 15 meses que sairam seus primeiros molares.


Você também já apertava a mão das pessoas quando elas falavam: prazer em conhecer. Quer dizer, não a mão de qualquer um, já que você ainda estranhava e muito as pessoas que não conheciam, e chegava a chorar para a sua avó (mãe do papai) e avô (pai do papai).
Quando seu pai assoava o nariz, você imitava. E aprendeu sozinho a tirar meleca (écat), mas confesso que eu achava tão bonitinho e te repreendia rindo.
Você aprendeu a falar aguinha, cocó (galinha e passarinhos), também aprendeu a falar cocô e apontar para a fraldinha quando fazia, quer dizer, nem sempre tinha, as vezes era alarme falso. E a palavra cocô se tornou sua preferida. Você falava o tempo todo, até na rua, o que rendia uma vergonha para mim, pois as pessoas pensavam que você devia andar "cagado". Mas não importa quando se é criança, e para mim você sempre será minha criança.


Agosto de 2011

21 de dezembro de 2011

Vivos

Estou completamente relapsa quanto ao blog. Mas já coloquei uma meta para 2012: voltar com 3 postagens por semana, para atualizar sempre e retribuir a visitinha de todos.
E estamos chegando pertinho do natal, faltando alguns dias, e aqui nada de clima natalino. Primeiro não montei a árvore (uma longa história, mas resumindo minha mãe jogou minha árvore de natal no lixo), daí desanimei legal de qualquer outro tipo de decoração. Pior que sempre invento a desculpa: o Bryan não entende mesmo, pra que decorar? mas a verdade é que eu gosto de enfeitar a casa e coisa e tale, mas esse ano não vai ter nada especial.
Desânimo de um lado, ânimo do outro: o projeto do meu blog literário está indo super bem, e eu estou amando ter a oportunidade de ler mais esse ano!!

Essa semana fiquei gripada, mas sem o luxo de repousar. Bryan está sapeca que só, desobedece bastante, e agora está com a mania de querer fazer tudo, e não aceitar não como resposta. Confesso que continua difícil educá-lo, sendo uma mãe molenga-que-deixa-fazer-quase-tudo, mas pra compensar ele tem obedecido o pai (pena que o mesmo passa poucas horas com ele).
Está bastante falante, agora trocou o carro por avião, e não pode ouvir barulho de turbina, que pede silêncio (ele fala sh, com o dedo indicador apontando pra boca, que é para todo mundo ficar quieto) para ouvir melhor.
Depois do incidente com a saia e a queda na rua, eu quase não tenho saido com ele, e essa é outra coisa que quero mudar esse ano, porque ficamos trancafiados boa parte do tempo, e ele fica super estressado com isso.

Aproveitando o natal, semana passada fomos no shopping. Senhor Bryan nos deu uma correria, quase se perdeu no shopping em um momento de distração do pai (a sorte é que logo o encontramos), correu pra tudo que é lado, mas o papai noel que é bom não vimos :(
Aproveitamos para comprar o primeiro presentinho de natal. Eu queria comprar mega blocos para ele montar, mas o pai achou que ele não ia gostar, então escolhemos um posto lava jato. E ele se amarrou...nos carrinhos que vieram, porque o postinho que é bom ele desmontou tudo (próximo post mostro as fotos).

O projeto baby #2 ficou para 2012 mesmo, talvez mais pro final do ano. Vi que seria loucura total ter outro filho agora. Primeiro porque o Bryan não entenderia, e eu quero ele participando de tudo, e segundo por causa da faculdade. Enfim, talvez lá para meados de julho eu volte a tentar, nunca se sabe.
Essa postagem não vai ter foto, porque ainda não passei pro PC, mas prometo que logo volto com fotos do mocinho loiro e mais notícias.
Bjos
5 de dezembro de 2011

Chama a Supernanny - Parte I


Hi girls que ainda continuam por aqui...rs
Resolvi tirar as teias e poeiras de vez do blog (cof cof cof), e estou voltando aos pouquinhos. Ainda não posso fazer postagens diárias, mas prometo vir pelo menos 3 vezes na semana, e sempre retribuir quem comentar por aqui (porque é impraticável visitar os mais de 300 blogs que eu sigo).
Vamos ao assunto do post: Chamem a Supernanny, please!! Bryan está numa fase de desobediência generalizada.
É assim: vocês sabem como sou mole em questão de brigar com ele né? então: ele mexe em algo que não pode, eu falo não, ele volta a mexer, eu faço cara feia, ele faz biquinho-carinha-do-gato-de-botas e eu corro para pegar ele no colo e fica por isso mesmo.
Só que de uns tempos pra cá, o Bryan se deu conta do quanto a mãe tem o coração de margarina, e resolveu me testar.

Sendo assim, raramente ele me obedece, e eu acabo me dando por vencida e deixo ele fazer, ou pegar o que queria. E isso é o maior medo que eu tinha na maternidade: ser uma mãe mole. Mas eu sou, confesso: sou extremamente mole.
Como vou virar uma sargentona estilo Supernanny??? eu não sei, mas eu quero descobrir o poder hipnótico daquela mulher.
Não é possível que um simples cantinho da obediência de jeito naquelas crianças, porque aqui foi a tentativa mais #fail que existiu.

Por conta dos "atos terroristas" do Bryan, eu tive que mudar várias coisas de lugar. Aqui em casa é tudo no alto praticamente, fora as portas do guarda-roupa e cômoda que são "trancadas" com sacolas prásticas no maior improviso. Está difícil domar a minha ferinha!!
E vocês mamães, que métodos usam para manter os pequenos longe das coisas que não podem mexer??

Bjos
21 de novembro de 2011

19 meses

Primeiramente: "cês" me desculpem a ausência no blog de vocês??
Está cada vez mais difícil atualizar o blog, visto que estou me dedicando 100% ao meu blog literário. Com isso acabo nem passando no cantinho de vocês, e sinto uma tremenda falta!!
Eu queria fazer um super post com as atualizações,mas a verdade é que ando bastante desanimada. Em relação a TUDO. Sei lá, mas bateu um desespero de estar chegando aos 30 e não ter realizado metade das minhas metas, e com o fim do ano se aproximando, parece que o sentimento de: não vou conseguir, fica mais apavorante conforme os dias avançam.

Mas vamos falar do Bryan, ele fez 19 meses e está cada vez mais esperto e falante (e muito bagunceiro). Na semana passada levei ele ao pediatra depois de 4 meses (#maedemerda), ele está enorme (85cm) e com 11.500 Kg.
Ele aprendeu várias coisas novas, várias palavrinhas, e interage muito com a gente.
Os 2 aninhos estão chegando e eu me assusto em ver como ele cresceu, e está cada vez mais parecido com o pai. A festinha é assunto para outro post,mas já adianto que desanimei legal também, porque a verba está curta e vou ter que fazer tudo muito simples, mas importante é não deixar de fazer né.
Prometo atualizar com mais frequencia e visitar o cantinho de vocês!!!
Estou sem inspiração hoje, então vou ficar devendo um post decente sobre as novidades do Bryan.
Bjos, não nos abandone...rs

Como quase não tirei foto do Bryan (vergonha) achei essa do inicio do mes:
11 de novembro de 2011

Inimigos do sono (ou coisas que eu exterminaria do mundo)

A lei de Muprhy sempre me perseguiu, e depois que me tornei mãe, aí que murphy não deixou nunca mais, a pobre mãe aqui em paz (não era pra rimar, mas foi). Especialmente na hora do sono (do meu filho lógico). Foi aí que elaborei os 10 inimigos que pertubam o sono do meu filho (e o meu também oras), leia com atenção e tente previnir se puder:

1- Carro de som:
Você acaba de colocar seu filho pra dormir, depois de muito custo, e quando menos espera, passa na sua rua (mas parecendo que está dentro da sua casa) aquele carro de som de propaganda se supermercado dizendo:" Biscoito piraquê por apenas um real e noventa e nove centavos. Aproveite, Rede Economia com muita economia para sua família.", com uma voz de locutor do Cepacol (enxaguante bucal), que você amaldiçoa pelos próximos 10 anos. E não, eu não vou comprar no seu supermercado só porque você alugou um carro de som e sai por todas a rua com o som no último volume, para pertubar o silêncio do meu filho, na verdade eu nunca mais vou no seu supermercado só por causa disso, isso se chama a fúria da mãe que teve seu filho acordado.

2- Moto
Novamente coloco meu filho na cama, ele fecha os olhinhos lentamente e se entrega ao sono profundo, quando derrepente um imbecil louco passa com sua moto fazendo um barulho ensurdecedor, se achando o máximo só porque colocou um cano de descarga com um ronco que ele acha legalzinho, mas não é nada legalzinho, é irritante, acorda as pessoas (incluindo meu filho), e quem faz isso deveria ser preso por pertubar a ordem e o silêncio alheio.

3- Carteiro
Eu amo o carteiro, sério gentem. Ele traz cartas e encomendas que eu aguardo com a maior ansiedade, também traz as minhas contas para pagar (sempre depois do vencimento) e talvez por este motivo eu até goste um pouquinho menos dele. É, eu não amo o carteiro. Eu odeio o carteiro, e principalmente quando ele grita Jacqueline no portão, ou quando ele dá uma de vendedor de porta, e bate palma desvairadamente no meu portão, exatamente na hora da sonequinha do Bryan. Acho que o carteiro sabe tudo sobre mim, sabe que eu tiro uma sonequinha depois do almoço, e que eu odeio pagar as minhas contas com juros por atraso (por culpa dele), por isso ao invés de tocar a campainha (que fica na cozinha e não acorda o Bryan por ser baixa e tocar musiquinha ao invés de fazer dim dom) ele se vinga de mim chamando meu nome para todos do bairro ouvirem. Definitivamente, odeio o carteiro (se eu tivesse um cachorro, o meu carteiro já tinha sido mordido, com toda certeza).

4- Pé (eu não exterminaria, mas ele entra para lista)
Eu já não curto muito meu pé. Se tivesse que mudar alguma coisa em mim, a primeira coisa que eu diria seria o pé. Porque? ele é grande (calço 39 e meio), parece pé de homem, é branco, pálido, cheio de calo (que nunca sara) e...é melhor parar por aqui. Mas na hora em que o Bryan dorme, meu pé se vira contra mim. Ele age sozinho, diferente do resto do meu corpo, ele não obedece aos meus comandos. Assim que saio da cama, e começo a andar na pontinha dos pés, feito uma bailarina (eu tento né) para sair do quarto, enquanto  Bryan tira sua sonequinha revigorante da tarde, meus pés se transformam. Do nada meu calcanhar estala, e estala mais uma vez, e como se não bastasse estalar o calcanhar, parece que estou arrastando o pé em alguma terra com cascalho. É um barulhinho de nada, e mesmo assim Bryan acorda e eu fico lá com cara de paisagem querendo rancar meus pés fora e desejando ter feito balé na infância.

5- Cama de mola
Assim que fiquei noiva, sempre desejei ter uma cama de molas (nada de pensar saliências hein). Eu dormia em um colchão duro quando solteira, e sofria com dor de coluna. Engraçado que a maior parte das pessoas que sofrem com dor de coluna, preferem colchão duro, mas eu não. Então casei, comprei minha tão tão sonhada cama de mola. Foi bom o tempo que durou a novidade. Depois que Bryan nasceu a cama nunca mais foi a mesma. Primeiro que as molas parecem que sairam do lugar, pois toda vez que alguém levanta é um barulho danado de mola estalando. E pior ainda é o balanço que a cama faz toda vez que alguém levanta, parece até que estou em uma cama elástica. Quando Bryan dorme na cama com a gente, é um suplício se mexer para achar a posição do sono, é uma malabarismo que vou te contar. Alguém ai sabe quem quer trocar um colchão duro por um de mola?

6- Chuva, trovão e relâmpago
 Chuva, trovão e relâmpago são obras da natureza. E eu amava uma chuvinha, aquele barulho calmante de água caindo no chão, cheirinho de terra molhada, e até um trovãozinho como pretexto para agarrar o marido mais forte a noite. Mas ai eu tive filho, e o barulho calmante de chuvinha caindo no telhado virou um pesadelo. Uma madrugada que o Bruno não estava dormindo em casa, começou a relampejar muito. Bryan estava no berço e acordou todo assustado falando: é o pu (que serve para trovão e fogos). Coloquei ele na cama, e logo começou a chover canivete. Só pode, porque só isso explica o barulho ensurdecedor que fez por causa da água batendo no ar-condicionado. E a chuva ficava mais forte, e era cada trovão que até eu fiquei com medo. Tentei consolar o Bryan, mas cada vez que ele pegava no sono, trovejava mais, e a chuva batendo na calha, e ele acordando. Foram 2 horas acordados e quem disse que eu peguei no sono depois?

7- Fogos 
Fogos é o pesadelo de todas as mães do mundo, a menos que seu filho tenha um sono de pedra (que não é o caso do meu, as vezes). A primeira experiência com fogos não foi tão traumática. Foi no primeiro natal do Bryan, ele tinha 8 meses e dormiu durante todo foguetório. Eu e meu marido ficamos velando o soninho tão calmo dele, e bobos porque ele não acordou nenhuma vez. Mas ele cresceu, e o sono foi ficando mais leve, e sempre que soltam uma sequência de fogos longa, ele acorda assustado falando: é o pu. Ele não tem medo de fogos, pelo contrário, ele até gosta, fica apontando pra cima e falando todo animado: vi o pu? é o pu. Por esse motivo os jogos em dia de quarta, que vão até 00:00 deveriam ser banidos. Vai soltar fogos no...dentro da sua casa pow.

8- Latido de cachorro
Eu não coloquei cachorro em si, porque eu amo cachorro e não quero que eles sejam exterminados da face da terra, nunca. Eu tive 4 cachorros, e  confesso que a adaptação das primeiras semanas era traumática. Uma cachorrinha que tivemos ficava chorando, fungando a noite inteira e eu não aguentei e tive que deixar ela dormir no nosso quarto. Confesso que latido de cachorro me incomoda e muito. Tive uma rotweiller super boazinha que quase não latia, nem parecia que eu tinha cachorro em casa. Mas nas condições atuais (depois de ter tido um filho) eu jamais teria um cachorro dentro de casa. Eu amo cachorro, mas eles na casa dos donos e eu na minha. Além de ter uma alergia braba ao pelo do cachorro, eu não tenho espaço e nem tempo para me dedicar a um animalzinho, por mais que queira que o Bryan tenha essa convivência, acho que vou esperar até a trupe Fayão estar completa, para ter um cachorro novamente.
O latido do cachorro do vizinho vale por mil outros. E o cachorro deles que fica na cobertura, sempre late quando tem alguém passando na rua. Imagine uma sexta, onde a maioria das pessoas que voltam do baile passam pela minha rua? é o cachorro do vizinho latindo sem parar a madrugada inteira. Eu mesma acordo várias vezes.

9- Espirro
Eu e meu esposo espirramos muito. Os dois ferrados de rinite, praticamente sem nariz de tanto assoar e espirrar. E justamente na hora da sonequinha do Bryan vem aquela vontade louca de dar uns 20 espirros em sequência, e quem disse que dá pra segurar?? Pior ainda quando o espirro vem com acompanhado com aquela vontade louca de coçar a garganta (onde eu coço com um barulho gutural), coçar o ouvido, tudo junto e misturado? Várias vezes eu saio do quarto por causa da minha crise de espirro, pois sei como é perigoso prender o espirro.

10- O programa anti-vírus do computador
Sempre que coloco o Bryan para dormir a tarde deixo o computador ligado. As vezes fico assistindo uma série e acabo pegando no sono e esquecendo de desligar a caixinha de som. Quando eu e Bryan estamos no 5° sonho, quem nos acorda? A disgramenta voz do programa anti-vírus avast, com aquela clássica frase: As definições de vírus, foram atualizadas. Mas quem perguntou a ela alguma coisa?

E você, o que mais pertuba o sono do seu bebê?

P.S¹: Não inclui o ronco do marido porque ele pediu pra não falar, ops, já foi.
P.S²: Vai rolar promoção lá no blog literário, se ainda não viu, segue lá e ajude a votar na enquete, votando em qual livro você prefere que seja sorteado, conto com vocês: My book lit
P.S³: Estou voltando a visitar os blogs aos poucos, e lembrem que eu perdi todos os links quando mudei de endereço, então se não visitei o seu deixa o endereço para mim no comentário, por favor. E Alethea do blog Meu canto, não consigo achar seu blog, se ele foi privatizado ainda não recebi o convite, meu e-mail: jakinhaandrade@oi.com.br.
9 de novembro de 2011

Nomes e suas (ins)pirações - Parte I

Sentada no consultório esperando atendimento, começo a conversar com uma mãe com seu filho de 6 meses:

Eu: Que lindo seu filho, qual o nome dele?
Ela: Francis
Eu:  Lindo nome, como você escolheu? (eu e minha mania de querer saber em quem a mãe se inspirou para colocar o nome no filho)
Ela: O pai dele gostava muito de um sabonete chamado Francis, conhece?
Eu: Sim (é claro que eu conhecia, quando era criança era louca por francis, só porque o sabonete vinha em uma  caixinha, envolvido em um saquinho cheirosinho parecendo TNT. Eu enchia a paciência do meu pai para comprar).
Ela: Então, ai o pai sugeriu o nome, eu achei diferente, gostei muito e falei: pronto o nome tá escolhido, vai ser Francis.
Eu: Ah, legal, um nome único sem dúvida. (suspirando e agradecendo a Deus que meu marido não sugeriu nada parecido, pois o sabonete preferido dele é o Phebo e o meu Dove, boa coisa não ia sair dai).

P.S: O sabonete preferido da minha mãe era Alma de flores (ainda bem que ela não escolheu meu nome no banho!) e hoje eu fiz questão de agradecer a ela por me chamar Jacqueline!

P.S: Meninas, hoje também estou na casa das mamães de toda a blogosfera: o blog Minha mãe que disse, falando sobre a minha experiência com o baby-blues, confiram.
7 de novembro de 2011

Desistindo de (tentar) ser cool

Nos primórdios da minha adolescência (faz tempo hein), as meninas queriam ser descoladas. Eu por minha vez, era exatamente o oposto de uma adolescente cool. Eu usava as calças da minha irmã (meu manequin era 36 e o dela 42, imaginem), com um cinto de couro falso horrível, e para arrematar amarrava aquele casaquinho de lã (da vovó) na cintura (sim, não queria ninguém olhando minha bunda, ou a falta dela). Até os 17 anos eu me recusava a usar sutiã (jurava que não tinha peitos e não precisava) e ia pro colégio com uma blusa pólo (tamanho G) me engolindo, tênis olympikus tamanho 39 (hoje em dia a moda é Nike), calça da mana e casaquinho da vovó na cintura, sempre (não é de se estranhar o fato de nunca só ter beijado na boca aos 17 anos, Bruno saved me).
Eu era magérrima. Daquelas meninas que cresceram ouvindo: cuidado com o vento senão você vai voar, ou se você preferir: Olha a Olívia palito. Entonces conseguir a popularidade no 2° grau era algo inatingível.
Todas as meninas populares e descoladas da minha sala, sempre andavam de saia (e quanto mais curta melhor), enquanto eu parecia uma cópia do meu pai (no jeito de vestir).

9 anos (3 números de manequim e 15 Kg a mais) me separam da garota magra e pálida do colegial (OK, eu continuo pálida). Em toda a minha vida, se usei saia umas duas ou tres vezes foi muito. Vestido então, vixe, só no meu casamento, no casamento da minha mana (que fui madrinha), na gravidez e algumas outras festividades. Mostrar minhas pernas finas e brancas me dá pavor. Eu tenho um certo trauma com saias desde os 20 anos, quando trabalhava. Um belo dia resolvi comprar uma saia jeans (super descolada) e apareci no trabalho com as pernas de garça, de fora. Meus colegas que não podiam perder uma piada, começaram a falar que minha perna era fluorescente. Pronto, estava feito o estrago, eu decidi daquele dia em diante, nunca mais usar uma saia.
E vivi muito bem usando calças o tempo todo. Eu adoro o conforto do jeans. Posso subir escadas sem me preocupar se algum pervertido está espiando por baixo, e posso cruzar as pernas sem medo de parecer a Paris Hilton mostrando a calcinha. E claro, mantenho as pessoas longe da cor fluorescente das minhas pernas pálidas (meus colegas diziam que a claridade poderia cegar).

Mas ontem tudo mudou. Eu decidi sair do enclausuramento diário que eu e Bryan vivemos, para passear um pouquinho na rua e ele poder andar em seu carrinho com mais liberdade. Até ai tudo bem, um típico retrato da família brasileira, se... se não fosse eu ter tido a péssima ideia de usar uma saia, 9 anos depois do fatídico dia na loja. Peguei minha saia de jeans (a única que eu tenho) e sai na rua me sentindo a mãe mais cool do universo.
No começo foi fácil, era só ficar sentada de ladinho (para não correr o risco de aparecer nada) e observar o pimpolho andar no carro. A saia não era muito curta, mas como as minhas pernas são enormes, tudo o que eu visto fica parecendo curto (a menos que eu use uma saia nos pés ou no joelho) Mas como a lei de murphy me persegue, meu filho tinha que cair, justo no dia em que eu resolvo utilizar uma saia. . E ele me cai bem no vão que tem entre o espaço onde ele senta e os pedais do carro. E ficou lá com aquela carinha de: - Mãe, o que você está esperando para me salvar?
Eu não podia esperar ele se levantar, então decidi salvar meu filho, com a mão na parte de trás da saia (para não aparecer nada) e tentando levantá-lo com uma mão só. Pensem no desastre. Por fim, desisti de tentar proteger a retaguarda (nessa hora eu dei graças a Deus por usar calcinhas de vovó), e levantei o Bryan com as duas mãos, e logo olhando para trás, para me certificar que nenhum maníaco ficou observando.
Para meu alívio, ninguém viu a cena (ainda bem) e eu voltei imediatamente para casa, me livrando da saia, e colocando o meu bom e velho (e super confortável) jeans.

Se ser cool significa usar uma saia, eu definitivamente desisto. Acho que o mais perto de cool que eu já cheguei foi usar all star cano alto com bermuda e platinar o cabelo (bons tempos aqueles).
Acho que o fato de ter um filho já me torna cool (ou assim eu prefiro acreditar) e daqui pra frente viva a calça de moleton para passear com o filho pelo bairro.

Bjos

Contando...

 

Blog Template by BloggerCandy.com